Faculdade de Medicina - CALTA
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Perfil epidemiológico da malária no distrito sanitário de saúde indígenas de Altamira, no período 2013 a 2023(2025-03-17) FERREIRA, Kaio Augusto do Nascimento; SILVA, Renan Pereira Ricardo da; DUARTE, Márcia Socorro Silva Lima; FERREIRA, Denis Vieira Gomes; http://lattes.cnpq.br/2392198150359061; https://orcid.org/0000-0002-2074-7246A malária, uma das principais preocupações de saúde pública em áreas endêmicas, afeta significativamente as comunidades indígenas, exigindo uma análise detalhada de sua dinâmica epidemiológica para orientar intervenções eficazes de prevenção e controle. Sendo assim, o presente trabalho almeja analisar o perfil epidemiológico da malária no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Altamira nos últimos 10 anos, uma vez que isso revela importantes insights sobre a prevalência, a distribuição geográfica e as tendências da doença nessa região. Para tanto, foi realizada pesquisa exploratória descritiva, a fim de se observar o comportamento epidemiológico da doença, crucial para identificar padrões sazonais e tendências de longo prazo na incidência da doença. Durante o período analisado, observou-se uma variação na incidência da doença, com anos de picos e declínios que pode ser atribuída a variações climáticas, mudanças no acesso aos serviços de saúde e eficácia das estratégias de controle da malária implementadas na região. A distribuição geográfica da malária no DSEI Altamira também é um aspecto importante a considerar. A análise dos dados revelou variações na incidência da doença entre diferentes áreas geográficas, com algumas comunidades indígenas sendo mais afetadas do que outras. Comunidades que estão a próximas ao rio Xingu e Curuá tiveram aumento da incidência parasitária anual (IPA), além de que 2020, 2013 e 2022 foram os anos com maior número de casos acumulados da doença, especialmente após a finalização do Programa de Ação e Controle da Malária (PACM). Isso destaca a necessidade deVabordagens diferenciadas de controle da malária, adaptadas às características específicas de cada comunidade e ao contexto local. Nesse sentido, destaca-se aVimportância de manutenção e fomento de políticas públicas que promovam a prevenção primária da doença nessas comunidades, com doações de mosquiteiros, inseticidas e fomento de práticas de saúdeTrabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Os impactos da pandemia de coronavírus na saúde mental de brasileiros diagnosticados com COVID-19: comparação dos sintomas de depressão, ansiedade, insônia e transtorno de estresse pós-traumático com indivíduos não diagnosticados(2023-12-14) SILVA, Sumayla Gabrielle Nascimeto da; SANTOS, Ozélia Sousa; http://lattes.cnpq.br/0732396645940620Os impactos da pandemia de COVID-19 na saúde mental de sobreviventes são pouco conhecidos, principalmente no que diz respeito à ocorrência de problemas psicológicos como os transtornos como depressão e ansiedade. Neste estudo, avaliamos os impactos sobre a saúde mental de sobreviventes brasileiros não infectados ou assintomáticos pela COVID-19. Trata-se de um estudo transversal coletando informações por meio de formulário eletrônico de janeiro a maio de 2021. A amostra foi composta por 1.334 pessoas e foram divididos em dois grupos: caso – com indivíduos que relataram um diagnóstico positivo da doença, com ou sem sintomas – e controle – que relataram não ter sido diagnosticados com COVID-19 e não apresentaram nenhum sintoma durante o período de coleta. Os Instrumentos validados utilizados para investigar sintomas de depressão (Questionário de Saúde do Paciente), ansiedade (Transtorno de Ansiedade Generalizada-7), transtorno de estresse pós-traumático (Checklist de Transtorno de Estresse Pós-Traumático) e insônia (Índice de Gravidade da Insônia). Os dados foram apresentados como desvio padrão ou mediana e intervalos interquartis. O teste qui-quadrado foi aplicado para significância estatística entre variáveis categóricas, considerando um p < 0,05. Em relação aos níveis de estresse pós-traumático, os grupos caso e controle não apresentaram diferenças (p = 0,82). Os resultados da pesquisa indicaram que não houve uma correlação estatística entre o grupo que foi afetado pelo vírus e o grupo que não foi afetado pelo vírus em termos de depressão (p = 0,9) e ansiedade (p = 0,7). Enquanto isso, os níveis de insônia (p = 0,02) demonstraram uma correlação estatística entre os grupos. A prevalência do transtorno mental analisando distúrbios de saúde foi semelhante entre os dois grupos. Em conclusão, a população de sobreviventes da infecção por COVID-19 tende a mostrar pouca diferença em termos de desenvolvimento de transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade e depressão quando comparados a indivíduos não infectados. Por outro lado, distúrbios como a insônia são mais prevalentes e apresentam uma diferença significativa entre os grupos, aparecendo mais em indivíduos infectados.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Gestação e saúde mental: um estudo na atenção primária(2024-10-04) SOUSA, Tayla Ramille dos Reis; FERREIRA, Denis Vieira Gomes; http://lattes.cnpq.br/2392198150359061; https://orcid.org/0000-0002-2074-7246; DAMASCENO, Helane Conceição; http://lattes.cnpq.br/4329945081636048Introdução: Os Transtornos Mentais Comuns (TMC) apresentam uma sintomatologia variada; tais quadros podem ser confundidos com manifestações emocionais características do período gestacional.Mulheres inseridas em contextos de fragilidades na gravidez estão propensas a apresentar exacerbações sintomatológicas, gerando quadros de ansiedade e depressão, o que pode aumentar a probabilidade de desfechos desfavoráveis para a mãe e o bebê. Objetivo geral: Avaliar a saúde mental de gestantes assistidas na Atenção Primária do município de Altamira-PA. Metodologia: O estudo é do tipo transversal, quantitativo e descritivo. A amostra incluiu 153 gestantes com idade > 18 anos, que assinaram o TCLE, de 12 Unidades de Saúde da Família do município de Altamira. Utilizou-se um formulário próprio e o SRQ-20 para rastreamento de transtornos mentais. Os dados foram analisados estatisticamente para identificar associações entre sofrimento mental e as variáveis estudadas. Resultados: A pesquisa revelou que 52,94% apresentaram um escore ≥ 7 no SRQ-20, sendo os fatores de risco mais associados: presença de medo na gestação, histórico de adoecimento mental prévio, ter sofrido algum tipo de violência ou ter tido um evento traumático recente. Conclusão: Há uma alta prevalência de provável adoecimento psíquico durante a gestação no município e há fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento desse sofrimentoTrabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Estudo epidemiológico das vítimas de traumatismo cranioencefálico no estado do Pará entre 2013 e 2023(2024-10-04) VIANA, Naiara Pereira dos Reis; MALAQUIAS, Allan Costa; https://lattes.cnpq.br/9172958568428561; https://orcid.org/0000-0003-3432-011XIntrodução: Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é definido como uma lesão cerebral ocasionada por um impacto externo, sendo os acidentes de trânsito automobilísticos a principal causa na atualidade. As lesões encefálicas podem ser classificadas como primárias, com agressão direta do tecido nervoso, e secundárias resultante de fatores extra cerebrais que evoluem e causam morte das células cerebrais. O TCE ainda pode ser classificado quanto ao seu nível, utilizando-se a Escala de Coma de Glasgow, de forma a identificar o tipo de lesão e direcionar ao cuidado adequado. O TCE pode ainda deixar sequelas que podem ser tanto físicas quanto neuropsicológicas. Objetivo: analisar o perfil epidemiológico das internações hospitalares por traumatismo cranioencefálico no estado do Pará entre os anos de 2013 e 2023. Metodologia: trata-se de um estudo de natureza exploratória de base populacional que utilizou dados secundários sobre os indivíduos internados no Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados no site do DataSUS. Resultados: os indivíduos mais acometidos por TCE foram homens entre 21 e 40 anos da cor parda. No total, foram 4.149 óbitos no estado do Pará entre 2013-2023. Os custos anuais médios com despesas hospitalares foram de R$ 98.052.130,83. Houve sazonalidade em relação a distribuição mensal com destaque para os meses de setembro e outubro. No mapa de calor dos casos de hospitalização, destacaram-se a região do Xingu e os território sudeste e sudoeste do estado. Conclusão: homens em idade produtiva são os mais atingidos por TCE no Pará. A presença de autocorrelações temporal e especial indicam aglomeração das ocorrências no tempo-espaço estudado. A investigação das especificidades regionais no perfil do TCE em outras regiões brasileiras e em outros países em desenvolvimento é essencial no fornecimento de informações clínicas e epidemiológicas significativasTrabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Tuberculose na Amazônia legal: perfil epidemiológico, espacial e clusters de risco(2025-04-04) OLIVEIRA, Jônatan Duarte de; SILVA JÚNIOR, Reinaldo Fernandes da; FERREIRA, Denis Vieira Gomes; http://lattes.cnpq.br/2392198150359061; https://orcid.org/0000-0002-2074-7246Introdução: A tuberculose é uma doença infectocontagiosa com transmissão por aerossóis, provocada na maioria dos casos pelo M. tuberculosis e pode se manifestar tanto na forma pulmonar quanto extrapulmonar. O principal método diagnóstico é a baciloscopia e a cultura e o tratamento é ofertado pelo SUS, com esquemas padronizados. Epidemiologicamente, essa doença mantém alta incidência, com agravos de notificação pós pandemia de COVID-19. A Amazônia Legal é estratégica para o estudo da tuberculose por reunir fatores como vulnerabilidade social, mobilidade populacional e dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico e espacial da Tuberculose na Amazônia legal no período de 2019 a 2022. Metodologia: Estudo transversal, retrospectivo com base nos casos de tuberculose notificados na Amazônia Legal no período de 2019 a 2022, extraídos do SINAN (TABWIN/DATASUS) e dados populacionais do IBGE. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas e de desfecho. Tratamento e análise no Excel e RStudio, com frequências, gráficos e teste Qui-quadrado para associações. A análise espacial foi feita no QGIS®, com mapas de incidência por município. O estudo respeitou a LGPD e normas éticas, dispensando CEP por uso de dados públicos e anonimizados. Resultados: A maior incidência foi em 2022 (27,94%), março (8,86%). No sexo masculino (67,13%), em faixa etária socialmente ativa, raça parda (74,56%) e baixa escolaridade. A forma pulmonar foi a mais comum (88,17%), nas extrapulmonares, destacaram-se as formas pleural (4,60%) e ganglionar (1,81%). Com desfecho favorável para 63,74%. Sendo Santa Izabel do Pará a maior incidência (486,3 casos/100 mil habitantes). Conclusão: A tuberculose na Amazônia Legal mantém alta incidência, predominando em homens, pardos e com baixa escolaridade. Forma pulmonar prevalente e cura abaixo da meta. Desfechos desfavoráveis refletem desigualdades. Análise espacial indicou áreas críticas, exigindo ações regionais e foco em vulneráveis.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Hospitalizações por anemia ferropriva: uma análise descritiva para o estado do Pará entre os anos 2008-2023(2024-10-04) PEREIRA, Marcelo Vinicius Trajano; MALAQUIAS, Allan Costa; https://lattes.cnpq.br/9172958568428561; https://orcid.org/0000-0003-3432-011XIntrodução: A anemia é uma condição em que a concentração de hemoglobina (Hb) no sangue está abaixo de valores específicos, considerando fatores como características fisiológicas, hábitos de vida e altitude. Em média homens adultos devem ter Hb acima de 13g/dL e mulheres não gestantes acima de 12g/dL. Informações epidemiológicas sobre a prevalência de anemia ferropriva poderiam orientar políticas de saúde preventivas, mas há escassez de estudos sobre a distribuição da anemia na população brasileira, especialmente na Amazônia. Objetivo: descrever o perfil epidemiológico dos registros de hospitalizações por anemia ferropriva ocorridas no estado do Pará entre os anos 2008-2023. Métodos: Através de um ecológico descritivo foi realizada uma análise do perfil sociodemográfico e caráter espaço-temporal dos registros de hospitalizações por anemia ferropriva registrados no estado do Pará para o período de 2008-2023. Os dados foram obtidos nos bancos de dados do Sistema Único de Saúde e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Resultados: Dentre os casos de hospitalização por anemia ferropriva no estado do Pará, há uma maior frequência no sexo feminino para os estratos etário entre 15-49 anos (p <0,05). Análise temporal indicou presença de tendência positiva (p <0,05) para o período 2018-2023, sugerindo aumento significativo número de casos. Por outro lado, a análise espacial não apresentou ocorrência de padrões (p > 0,05). Discussão: Fatores como sexo, menstruação, classe socioeconômica e idade fértil aumentam a prevalência de anemia ferropriva. Além disso, há aumento nas hospitalizações por anemia no Pará entre 2018-2023, sem sazonalidade, sugerindo influência de fatores socioeconômicos e ambientais constantes. Conclusões: A distribuição espaço-temporal revela aumento nas hospitalizações por anemia ferropriva nos últimos cinco anos, com destaque para a região do Xingu. Isso, evidencia a necessidade de mais estudos para identificar e mitigar fatores causais seja para mitigação de complicações e melhora da qualidade de vida.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Hemorragia digestiva alta na região do Xingu: desafios no diagnóstico e no acesso à terapêutica endoscópica no interior da Amazônia(2025-08-21) FARIAS, Mércia Regina Gomes; MARTINS, Tracy Martina M.; https://lattes.cnpq.br/6308790966854045; https://orcid.org/0000-0003-0250-2234A hemorragia digestiva alta (HDA) representa uma emergência médica com alta morbidade e mortalidade, especialmente em regiões remotas como a Região Xingu, no Pará. Este estudo teve como objetivo descrever os desafios enfrentados no diagnóstico e no acesso à terapêutica endoscópica da HDA nessa região, por meio de revisão narrativa de literatura, utilizando as bases de dados PubMed e SciELO. Foram selecionados nove estudos publicados entre 2019 e 2025 que abordam aspectos clínicos, barreiras estruturais e impactos do atraso no tratamento. Os resultados indicam que, apesar do protocolo consolidado para o manejo da HDA, fatores geográficos, a escassez de equipamentos e a falta de profissionais especializados dificultam o acesso oportuno à endoscopia digestiva alta na Região do Xingu. Essa limitação contribui para maior morbidade, necessidade de transfusões e mortalidade. A capacitação local, a implantação de unidades móveis e a melhoria da infraestrutura são propostas para minimizar essas dificuldades. Ademais, a prevenção primária por meio do controle dos fatores de risco, como o uso inadequado de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), é essencial. Conclui-se que a integração de estratégias diagnósticas, terapêuticas e preventivas adaptadas à realidade amazônica é fundamental para otimizar a assistência aos pacientes com HDA no interior do Pará.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Impactos da prática de atividade física na qualidade de vida de estudantes de medicina: uma revisão sistemática(2025-08-29) SILVA, Marcos Augusto Pires; ASSIS NETO, Ciro Francisco Moura de; https://lattes.cnpq.br/4806021047876841Introdução: A formação médica impõe elevada carga de estresse e hábitos pouco saudáveis, impactando negativamente a qualidade de vida dos estudantes. Nesse contexto, a prática regular de atividade física atua como fator protetor, promovendo benefícios físicos, psicológicos e sociais, além de reduzir sintomas de estresse, ansiedade e depressão. Assim, compreender essa relação é fundamental para fortalecer estratégias de promoção de saúde e bem-estar durante a graduação em Medicina. Objetivos: Identificar os efeitos da prática de atividade física sobre a qualidade de vida de estudantes de medicina. Métodos: uma revisão sistemática foi conduzida com buscas realizadas nas bases Web of Science, Scopus, Pubmed e LILACS utilizando descritores em saúde para estudantes de medicina, atividade física e qualidade de vida. A seleção dos estudos, a extração de dados e a análise do risco de viés foram realizadas em paralelo por 2 autores de forma independente, com resolução de conflitos por consenso. Posteriormente foi realizada uma síntese narrativa dos resultados. Resultados: Foram incluídos 7 estudos transversais situados no Brasil, Estados Unidos, Paquistão, Indonésia e Irã, com uma média de participantes de 1.162,7 por estudo, de maioria feminina (59,7%). A prática de atividade física esteve associada de forma positiva a qualidade de vida e menores níveis de estresse entre os acadêmicos de medicina. Os estudos apresentaram diferenças metodológicas importantes que impedem comparações mais apropriadas. A qualidade metodológica foi em geral de alto risco para vieses, principalmente por questões associadas a métodos de obtenção de participantes para composição da amostra e medidas pouco claras de atividade física. Conclusões: A prática de atividade física mostra-se positivamente associada à qualidade de vida de estudantes de Medicina, com evidências de relação dose-dependente entre intensidade/tempo de exercício e melhores resultados. Observa-se que estudantes do sexo feminino apresentam menor adesão à atividade física e pior percepção de qualidade de vida. Nesse contexto, cabe às instituições de ensino promover programas que incentivem a prática regular de exercícios como estratégia de cuidado em saúde mental e bem-estar. Além disso, futuros estudos devem adotar métodos validados e padronizados para mensuração das variáveis, favorecendo comparabilidade e robustez científica.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Doenças de chagas nas regiões de integração de saúde do estado do Pará: um estudo retrospectivo e epidemiológico(2025-08-19) BEZERRA, Leandro da Silva; MARTINS, Tayane Moura; https://lattes.cnpq.br/8513740313686731; https://orcid.org/0000-0003-3236-8574A Doença de Chagas representa um grave problema de saúde pública, especialmente em áreas endêmicas como o Estado do Pará. Este estudo teve como objetivo analisar de forma retrospectiva e epidemiológica, os casos notificados entre os anos de 2014 a 2023 nas 12 regiões de integração de saúde do estado. A pesquisa, de caráter descritivo, transversal e quantitativo, utilizou dados secundários extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) por meio da plataforma TABNET/DATASUS. Foram registrados 2.720 casos confirmados, com maior incidência nas regiões do Marajó II (227,1/100 mil hab.) e Tocantins (105,1/100 mil hab.). A Doença de Chagas foi mais frequente em indivíduos pardos (85,4%), do sexo masculino (54%) e na faixa etária de 20 a 39 anos (35%). A via oral foi a principal forma de transmissão (87,4%) e o critério laboratorial o mais utilizado para confirmação diagnóstica (95,9%). A letalidade foi baixa, com 88,1% dos casos evoluindo para cura. Esses achados reforçam a importância de estratégias regionais de vigilância, diagnóstico precoce e prevenção, especialmente nas áreas com maior incidência da doença.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Epidemia de cesáreas no Brasil: um estudo sobre a realidade das cesarianas no Pará(2025-09-11) FILGUEIRAS, Lucydelia Carla dos Anjos Arbage; MONTEIRO, José Rogério; https://lattes.cnpq.br/7633287094016051; https://orcid.org/0000-0002-4511-7312; DAMASCENO, Helane Conceição; https://lattes.cnpq.br/4329945081636048Introdução: O número de cesarianas no Brasil nas últimas décadas atingiu níveis alarmantes, inclusive além do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Isso se dá por questões culturais, estruturais e sociais, distribuindo-se de forma desigual em todo o país. Esse crescimento desenfreado traz consequências como os riscos inerentes ao procedimento para mãe e bebe e também custos ao sistema de saúde. Apesar de a região norte ser detentoras das menores taxas de cesáreas em relação a outras regiões, esta possui nítidas disparidades de acesso no que tange ao tema de saúde materna, tanto por questões econômicas como estruturais. Assim, a análise acerca do perfil das mulheres submetidas a esse tipo de parto no estado do Pará surge como uma tentativa de colaborar com a formulação de políticas públicas mais equitativas e sensíveis às especificidades da população paraense. Objetivos: Analisar o perfil socioeconômico das mulheres que foram submetidas ao parto cesáreo nas Regiões de Saúde do Estado do Pará, entre os anos de 2013 e 2023, considerando variáveis de cor/raça e escolaridade. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico de série temporal, de caráter descritivo, que analisou a tendência do tipo de parto (cesáreo ou vaginal) no estado do Pará entre 2013 e 2023, considerando dados agregados por regiões de saúde obtidos através da análise de dados secundários do banco de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), especificamente do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). A variável dependente principal foi o tipo de parto (cesariano ou vaginal). Como variáveis independentes, consideraram-se a raça/cor da mãe, o nível de instrução materna, o ano do parto e a região de saúde (CIR). A escolha dessas variáveis permitiu caracterizar o perfil das mulheres submetidas a parto cesáreo e identificar disparidades regionais e sociais associadas. Como os dados são secundários e de domínio público, a pesquisa não foi submetida ao Comitê de Ética. Conclusão: No período analisado houve aumento exponencial no número de partos por via cesárea no Pará, sobrepondo-se aos partos vaginais a partir de 2019. A Região de Saúde Metropolitana I é a que mais realiza cesarianas, e a Marajó II é a com menores taxas. As mulheres com as maiores taxas são as com médio grau de instrução, autodeclaradas pardas. Os dados coletados podem ser relevantes na busca por estratégias de redução no número de cesarianas no estado, com o direcionamento de medidas as mulheres nesse perfil.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) A importancia da medicina narrativa para o pré natal e prevenção de perdas gestacionais por incompetência istmo- cervicalompetência istmo- cervical(2025-04-07) CURUAIA, Lorena Aranha Monteiro dos Santos; ASSIS, Luís Guilherme Resende de; https://lattes.cnpq.br/4804859686679194; FERREIRA, Denis Vieira Gomes; https://lattes.cnpq.br/2392198150359061; https://orcid.org/0000-0002-2074-7246Este trabalho apresenta uma revisão bibliográfica sobre a insuficiência istmocervical, o diagnóstico e o papel da medicina narrativa no pré- natal, com o objetivo de explorar como a integração da medicina narrativa pode aprimorar o acompanhamento pré-natal e prevenir a doença gestacional. A metodologia consistiu na revisão da literatura de textos clássicos e, quando compatíveis com os critérios de seleção de bibliografia, de estudos recentes, com análise dos principais pontos relacionados à doença gestacional, à importância do diagnóstico e aos diferenciais da medicina narrativa no processo clínico, em comparação com a anamnese. Os principais resultados destacam que a incorporação da medicina narrativa na prática clínica revelaria elementos diagnósticos precoces próprios desse método, produzindo sinergia com a já reconhecida eficácia dos métodos diagnósticos tradicionais. Conclui-se que a medicina narrativa pode melhorar significativamente o acompanhamento pré- natal e prevenir a doença gestacional, proporcionando uma visão mais abrangente do paciente e da clínica como situação-problema, invariavelmente inserida em um contexto sociocultural medicamente relevante.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Estratégias terapêuticas voltadas para disfunções olfatórias: uma revisão de escopo(2025-03-19) OLIVEIRA, João Victor Rocha de; LUCIANELLI, Fernanda Nogueira Valentin; https://lattes.cnpq.br/5323991664296959; https://orcid.org/0000-0002-8279-3758O olfato é um dos sentidos responsáveis pela conexão do indivíduo com o meio em que está inserido, estando relacionado ao desejo alimentar, à identificação de possíveis perigos e à associação direta com funções cognitivas. O processo de reconhecimento de moléculas olfativas é extremamente refinado, iniciando nas ramificações das células receptoras da mucosa nasal, passando pelo bulbo olfatório, até chegar em regiões mais nobres de processamento, como o córtex olfatório e o sistema límbico, integrando as informações com outros sentidos e com emoções e memória. A perda ou prejuízo do sentido do olfato são manifestações patológicas decorrentes de doenças com etiologia infecciosa, alérgica, inflamatória, obstrutiva, traumática, entre outras. Danos causados por disfunções de olfato podem colocar em risco a segurança, o bem-estar e a autonomia do indivíduo afetado. Dito isso, o objetivo desta pesquisa é reunir e avaliar as opções de tratamento para manejar disfunções olfatórias. Para tal feito, foi realizada uma revisão de escopo, conduzida nas bases de dados PUBMED, SCOPUS, SCIELO e LILACS, usando artigos publicados entre 2014 e 2024. Os termos de busca foram baseados nos descritores “Terapêutica” e “Transtornos do Olfato”. A triagem foi realizada de acordo com os critérios do autor e usando as recomendações da diretriz PRISMA. Quanto aos resultados, foi possível constatar um aumento de publicações acerca do tema depois de 2020. As opções de tratamento encontradas variaram entre o uso de corticoides e outros fármacos, treinamento olfativo, uso de plasma rico em plaquetas (PRP), terapia biológica, intervenção cirúrgica, fitoterapia, suplementos vitamínicos e práticas alternativas, como acupuntura, laser, pressão positiva em vias aéreas (PAP) e terapias experimentais. O treinamento olfativo e os corticosteroides nasais são as terapias mais eficazes para disfunções olfatórias, especialmente pós-infecção viral. Terapias como PRP, anticorpos monoclonais, acupuntura e fotobiomodulação mostraram resultados promissores, mas necessitam de mais estudos para validação. Neste contexto, mais pesquisas são necessárias para avaliar as opções terapêuticas existentes e investigar outras etiologias causadoras de disfunções olfatórias. É fundamental estabelecer variáveis que permitam uma aplicação mais eficaz dos tratamentos, reduzir as divergências na literatura e guiar decisões clínicas de forma mais consistente.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Infecção de sítio cirúrgico em cirurgias abdominais: uma revisão integrativa de fatores de risco, epidemiológicos e medidas preventivas(2025-08-22) SANTOS, Jade Pinto dos; FERREIRA, Denis V. Gomes; http://lattes.cnpq.br/2392198150359061; https://orcid.org/0000-0002-2074-7246; FERREIRA, Amanda Caroline D.; https://lattes.cnpq.br/7379860594013666A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é uma complicação prevalente em cirurgias abdominais, com impacto significativo na morbimortalidade e nos custos hospitalares. Este estudo teve como objetivo analisar os fatores de risco, a epidemiologia, os microrganismos prevalentes e as medidas preventivas da ISC. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases de dados SciELO, LILACS, Medline e Google Scholar. Foram selecionados 9 artigos publicados entre 2015 e 2023. Os resultados indicaram que a incidência de ISC é heterogênea, variando de 1% em cirurgias bariátricas a 19% em pacientes oncológicos. Cirurgias laparoscópicas apresentaram taxas de 0,5%, significativamente menores que as cirurgias abertas (3%) em procedimentos bariátricos. A subnotificação de casos pós-alta hospitalar foi um desafio identificado. Os fatores de risco foram categorizados em intrínsecos (idade avançada, Diabetes Mellitus descontrolado, obesidade, classificação ASA, tabagismo, desnutrição, hiperglicemia perioperatória e morar sozinho no pós-operatório) e extrínsecos (longa duração do procedimento, tipo de acesso, necessidade de reabordagem, potencial de contaminação, tempo de internação pré-operatória prolongado, uso de drenos e cateterização vesical, perda sanguínea e necessidade de internação em UTI). O perfil microbiológico predominante incluiu Enterococcus faecalis e bactérias Gram-negativas como Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter cloacae e Escherichia coli. A discussão ressaltou a heterogeneidade da incidência e o desafio da subnotificação, a complexidade dos fatores de risco e a importância do perfil microbiológico para a antibioticoprofilaxia. As medidas preventivas eficazes, implementadas em pacotes de cuidados (bundles), incluem antibioticoprofilaxia adequada, banho pré-operatório com clorexidina, tricotomia criteriosa, controle rigoroso da glicemia e normotermia perioperatória, além da adesão ao Checklist de Cirurgia Segura da OMS e o uso de curativos especiais. Os desafios persistentes envolvem a carência de estudos conclusivos em nichos cirúrgicos específicos e a sustentabilidade dos programas de melhoria. A colaboração multiprofissional é essencial. Conclui-se que a prevenção da ISC é multifatorial, exigindo a implementação rigorosa de protocolos baseados em evidências, vigilância contínua e adaptabilidade das equipes de saúde, além de um planejamento de alta hospitalar que considere o suporte domiciliar do paciente. O investimento em capacitação, monitoramento e pesquisa é crucial para aprimorar a qualidade da assistência e garantir desfechos clínicos favoráveis.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Escetamina intranasal na terapia de tratamento de transtorno depressivo maior e depressão resistente: avaliação de eficácia, segurança e impacto social(2024-10-04) PARENTE, Igor Sousa e Silva; SOUSA, Aline Andrade de; https://lattes.cnpq.br/5581585210022226; https://orcid.org/0000-0002-7848-3618; FARIAS, Ilka Lorena de Oliveira; https://lattes.cnpq.br/5648420261295394; https://orcid.org/0000-0002-9816-5510Os transtornos depressivos afetam milhões de pessoas mundialmente, sendo considerados uma das condições mais incapacitantes. Embora existam opções de tratamento terapêutico, aproximadamente metade dos pacientes não consegue alcançar uma remissão completa dos sintomas. O Transtorno Depressivo Maior (TDM), uma forma grave da depressão, muitas vezes resistente aos tratamentos convencionais, está associado a um alto risco de suicídio. Nesse cenário, a escetamina nasal surgiu como uma alternativa promissora. Assim, este estudo teve como objetivo geral analisar a eficácia, a segurança e o impacto social da escetamina intranasal como terapia no tratamento do Transtorno Depressivo Maior e da Depressão Resistente, utilizando a revisão integrativa como suporte metodológico. Esta pesquisa realizou uma revisão integrativa da literatura, com um recorte temporal de 2018 a 2023, através das bases de dados do Google Acadêmico, ScienceDirect, PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), usando os seguintes descritores: esketamine, intranasal administration, major depressive disorder e treatment-resistant depressive disorder. Quanto aos resultados, foi possível constatar que a escetamina oferece alívio rápido dos sintomas depressivos, diminuição do risco de recidivas e aceleração da recuperação em momentos de crise. No entanto, alguns efeitos colaterais, como a dissociação e o aumento da pressão arterial, foram frequentemente relatados, o que destaca a importância de um monitoramento cuidadoso, principalmente entre grupos vulneráveis, como idosos e pacientes com outras condições de saúde. A falta de estudos que integrem a escetamina com abordagens psicoterapêuticas levanta a necessidade de mais investigações sobre tratamentos combinados, que poderiam, potencialmente, melhorar os resultados. Além disso, ações não farmacológicas, como a musicoterapia, são indicadas como eficazes na redução de sintomas adversos. Um dos desafios é a acessibilidade ao tratamento, ou seja, o alto custo e a necessidade de supervisão clínica constante limitam o acesso de muitos pacientes, reforçando a necessidade de políticas públicas que promovam a equidade no tratamento. Portanto, conclui-se que, embora a escetamina intranasal represente um avanço importante no manejo dessas condições, seu uso requer monitoramento cuidadoso.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Uso terapêutico do canabidiol para tratamento da doença de alzheimer(2024-10-03) SOUZA, Hugo Gabriel Carvalho; MAUÉS, Luís Antônio Loureiro; https://lattes.cnpq.br/4851018582496177A doença de Alzheimer (DA) é a demência mais frequente no mundo, estima-se que no Brasil há 1,2 milhões e no mundo 35,6 milhões de pessoas com a doença. Ela ocorre por acúmulo do peptídeo β-amiloide (Aβ) com consequente formação de placas amiloides no cérebro e agregação de proteína tau, que forma emaranhado neurofibrilares intracelulares, sobretudo no lobo temporal medial e estruturas neocorticais. Este estudo tem como intuito descrever os possíveis mecanismos de ação do canabidiol (CBD), que exercem efeito na cascata patoetiológica da Doença de Alzheimer, podendo conceber um certo controle sobre esta patologia, sendo um possível fármaco alternativo a ser usado em pacientes com DA, sobretudo àqueles refratários ao tratamento convencional. Este trabalho foi realizado no modelo de revisão narrativa da literatura e a busca do acervo bibliográfico foi feita nas bases de dados Pubmed, MEDLINE e LILACS, com auxílio do Software EndNote. Extraiu-se das bases supracitadas os artigos mais pertinentes para satisfação dos objetivos deste trabalho com posterior análise crítica dos mesmos. Diversas literaturas mostraram resultados promissores quanto a eficácia do canabidiol como alternativa ao tratamento do Alzheimer, em suma, o CBD apresenta vários mecanismos de ação capazes de atenuar a cascata fisiopatológica da DA, por múltiplas vias, com suposta diminuição do estresse oxidativo, neuroinflamação, neurodegeneração, gliose reativa, ademais também há indícios de reduzir a produção e agregação do Aβ e a produção de emaranhados fibrilares intracelulares, características principais da fisiopatologia do Alzheimer. Somado a isso, diversos ensaios clínicos realizados em países onde há regulamentação do uso e cultivo medicinal da cannabis revelaram melhorias consideráveis no prognóstico dos pacientes submetidos a tratamento com CBD, nesse sentindo é importante que este e outros estudos no assunto ganhe maior visibilidade na comunidade médica e na sociedade civil brasileira, visando aumentar a quantidade de profissionais dispostos a lançar mão do tratamento alternativo com CBD, além de retirar o estigma enraizado na grande maioria da população acerca da maconha medicinal.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Evidências e desafios da hipotermia terapêutica na encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal: uma revisão de literatura(2025-08-19) LOPES, Geovanni Eduardo Souza; SATO, Diana Albuquerque; https://lattes.cnpq.br/2668632294765062; https://orcid.org/0000-0003-2147-3037A encefalopatia hipóxico-isquêmica é uma condição neurológica resultante de eventos de hipóxia e isquemia no período perinatal, caracterizada por lesão cerebral que pode comprometer gravemente o desenvolvimento neuropsicomotor do neonato. Essa síndrome afeta principalmente recém-nascidos a termo ou próximos do termo, manifestando-se em graus variados de gravidade. Devido ao seu potencial de causar sequelas neurológicas a médio e a longo prazo, ou levar a óbito, a encefalopatia hipóxico-isquêmica é considerada uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, sobretudo em países com recursos limitados. Desse modo, a hipotermia terapêutica se consolidou como a única intervenção com eficácia comprovada na proteção neurológica, promovendo a redução do metabolismo cerebral e inibindo mecanismos lesivos. Objetivou-se investigar o papel da hipotermia terapêutica no manejo da encefalopatia hipóxico-isquêmica. Esse estudo trata-se de uma revisão integrativa, de abordagem qualitativa e descritiva. Foram incluídos 29 artigos científicos publicados entre 2019 e 2025, em que 9 abordam os conceitos da hipotermia terapêutica; 12 os desfechos clínicos após a utilização da técnica; e 7 os desafios para implementação da hipotermia terapêutica como tratamento. A análise dos estudos constatou que hipotermia terapêutica apresenta eficácia significativa na redução da mortalidade e das sequelas neurológicas quando iniciada precocemente em neonatos com encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada ou grave. No entanto, sua aplicação ainda enfrente desafios estruturais e logísticos, sobretudo em países de baixa e média-renda, onde a prevalência da patologia é mais elevada. A padronização de protocolos, a capacitação de profissionais e o acesso a tecnologias adequadas são pontos-chave para a ampliação do uso da hipotermia terapêutica de forma universal e eficaz.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) O impacto psicossocial e fisiopatológico das valvopatias de origem reumática em crianças e adolescentes: uma revisão narrativa da literatura(2025-08-21) SILVA, Eva Gonçalves e; MAUÉS, Luís Antônio Loureiro; https://lattes.cnpq.br/4851018582496177Introdução: Este trabalho visa realizar uma revisão descritiva da literatura sobre as consequências cardíacas da febre reumática em crianças e adolescentes, focando nas valvopatias de origem reumática. O estudo explora os aspectos clínicos, psicossociais e fisiopatológicos dessas condições, destacando o impacto na saúde física e emocional dos jovens. Objetivos: objetivo deste trabalho é realizar uma revisão detalhada da literatura disponível sobre as consequências cardíacas em crianças e adolescentes, especificamente as valvopatias de origem reumática. Buscamos analisar e descrever os aspectos psicossociais e fisiopatológicos dessas condições, visando a compreensão abrangente do impacto que essas patologias podem ter na vida dos jovens. Metodologia: A metodologia deste trabalho foi fundamentada em uma revisão narrativa da literatura. Foi realizada uma busca sistemática em bases de dados científicos, artigos revisados, teses e dissertações relacionadas ao tema. A abordagem metodológica contemplará a seleção de estudos, a extração de dados relevantes e a apresentação organizada das informações para proporcionar uma compreensão abrangente do tema proposto. Resultados: a revisão evidenciou que as valvopatias reumáticas geram impactos profundos na vida de jovens e adolescentes, acometidos por essa patologia, incluindo sintomas debilitantes, necessidade de intervenções médicas recorrentes e dificuldade de adesão ao tratamento. No aspecto psicossocial, notou-se que a doença pode desencadear ansiedade, depressão, isolamento social, além de afetar o planejamento futuro, como a perspectiva reprodutiva em adolescentes. Conclusão: os achados demonstram a importância de uma abordagem multidisciplinar, no manejo dessas crianças e adolescentes, incluindo suporte psicológico integral, estratégias para melhorar a adesão ao tratamento, políticas públicas de prevenção da febre reumática e melhoria nas condições básicas de vida, como o saneamento básico. Além disso, a valorização do impacto psicossocial da doença é essencial para garantir um atendimento integral e melhorar a qualidade de vida desses pacientes.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Geoepidemiologia da hanseníase em um município da Amazônia legal entre os anos de 2019 e 2022(2025-08-21) GUIMARÃES, Erik Costa; FERRAZ, Weverton Ruan Castro; FERREIRA, Denis Vieira Gomes; https://lattes.cnpq.br/2392198150359061; https://orcid.org/0000-0002-2074-7246Introdução: Hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. Trata-se de uma enfermidade de evolução lenta, capaz de provocar lesões dermatoneurológicas e incapacidades físicas graves se não diagnosticada e tratada precocemente. Estima-se que, globalmente, sejam registrados anualmente em torno de 200 mil casos novos de hanseníase. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número absoluto de casos, cuja distribuição em território nacional é heterogênea e marcada por profundas desigualdades regionais. Nos últimos anos as regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte têm mantido indicadores elevados do ponto de vista da geoepidemiologia, revelando bolsões de hiperendemicidade, sendo o estado do Pará o líder absoluto no número de casos na Amazônia, com o município de Altamira figurando como importante hotspot da doença. Objetivo: Descrever a distribuição espaço-temporal e o perfil epidemiológico dos casos de hanseníase no município de Altamira – PA nos períodos de 2019 a 2022. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, ecológico e retrospectivo de análise da distribuição espacial e temporal e o perfil epidemiológico da hanseníase no município de Altamira entre os anos de 2019 e 2022. Foram utilizados dados de casos novos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), a partir dos quais indicadores epidemiológicos foram calculados e técnicas de geoprocessamento aplicadas na análise espacial, com inclusão de mapas de densidade de Kernel para identificar a distribuição espacial dos casos. Resultados: os resultados revelaram predomínio de formas multibacilares sobre paucibacilares entre os casos registrados. Identificaram-se casos diagnosticados com incapacidade física grau 2, o que denota uma detecção tardia. Quanto à distribuição temporal, 2019 apresentou o maior número de casos, seguido de redução nos dois anos subsequentes e discreto aumento em 2022. A análise espacial identificou aglomerados de casos em áreas urbanas específicas, indicando focos de transmissão local. Conclusão: a hanseníase permanece como um problema de saúde pública em Altamira, cuja distribuição espacial guarda correlação com o perfil sociodemográfico das áreas de abrangência das unidades básicas de saúde (UBS) bem como da capacidade de identificação e notificação destes casos, cuja ingerência provoca aumento vultuoso de prejuízos socioeconômicos para os indivíduos e Poder Público.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Info-vacinas: ações de promoção a vacinação de crianças, jovens e sob a perspectiva médica em escolas públicas da zona urbana de Altamira-PA(2025-03-21) GONÇALVES, Daniele Castro; PEREIRA, Adenilson Leão; https://lattes.cnpq.br/3184636120604556Introdução: A promoção da saúde é essencial para a prevenção de doenças e a garantia da qualidade de vida. Nesse contexto, a escola se destaca como um espaço estratégico para a educação em saúde, em especial, sobre vacinação. No Brasil, existem políticas, como o Plano Nacional de Imunização, que são essenciais para o controle de enfermidades. Metodologia: Palestras interativas em quatro escolas públicas de Altamira, Pará, abordando a história das vacinas sob a perspectiva médica. As atividades buscaram desmistificar conceitos equivocados, ensinando estratégias para reconhecer notícias falsas e fortalecer a segurança da imunização, promovendo a valorização da ciência entre crianças, adolescentes e adultos, utilizando materiais multimídia, cartazes, ilustrações para colorir, dinâmicas interativas e, como recurso complementar, a elaboração de uma cartilha. Resultados: Os projetos impactaram positivamente cerca de 300 pessoas, entre professores, equipe pedagógica e alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. Observe-se, antes das ações educativas, uma lacuna no conhecimento sobre a temática abordada, evidenciando a necessidade de esclarecimento quanto às principais informações falsas divulgadas, especialmente nas redes sociais, que direcionam para a hesitação vacinal e comprometem a imunização de crianças e adolescentes da rede pública de ensino. Além disso, como parte das iniciativas, foram apresentados um Pôster Simples, a publicação de cartilha educativa e nos Anais do Congresso Brasileiro de Educação Médica. Discussão: Os projetos extensionistas propiciaram uma experiência acadêmica e social de inestimável valor, fomentando e consolidando a confiança na vacinação, ao passo que instigaram a curiosidade e aproximaram os estudantes do saber científico no contexto escolar. Para além do esclarecimento acerca da relevância da imunização, as ações difundiram conhecimentos essenciais sobre bem-estar e proteção, ampliando a concepção de saúde para mais do que mera ausência de enfermidades e vinculando-a intrinsecamente à prevenção, principal alicerce do Sistema Único de Saúde (SUS).Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise dos fatores associados ao baixo peso ao nascer (BPN) no município da Amazônia brasileira: um estudo transversal(2025-03-17) DUTRA, Conceny Ribeiro; FERREIRA, Amanda Caroline Duarte; https://lattes.cnpq.br/7379860594013666O Baixo Peso ao Nascer é todo nascido vivo com peso menor de 2.500 gramas no momento do nascimento, independentemente da idade gestacional. Ele é considerado um indicador primordial na saúde da população, uma vez que reflete as condições sociais, econômicas e ambientais às quais a mulher se encontra no período gestacional. A região Nordeste tem apresentado grande ocorrência de recém-nascido de baixo peso ao nascer por conta das condições socioeconômicas pouco desenvolvida. Na região do Xingu, destacando o município de Altamira, a taxa de mortalidade infantil aumentou para 14,34 óbitos por mil nascidos vivos em 2019. O objetivo deste estudo é descrever as características maternas e dos recém-nascidos de baixo peso e verificar os possíveis fatores de risco no município de Altamira do Pará. Para isso, a metodologia empregada foi de cunho descritivo, retrospectivo com abordagem quantitativa, utilizando-se do levantamento de dados fornecidos pelo do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), relativo ao número de baixo peso ao nascer no município de Altamira do Pará no período de 2019 a 2022. Os dados foram abordados da seguinte forma: Percentual do BPN no município de Altamira; Porcentagem BPN x número de casos de Nascidos Vivos; características maternas do BPN; características da gestação e do parto do BPN e do recém-nascido com baixo peso. Após a obtenção dos dados, foram formulados gráficos e tabelas no Programa Excel do pacote Microsoft office 2019 e realizado o Teste Qui-quadrado de Pearson, essas análises foram realizadas no programa Bioestat 5.3. Na pesquisa constatou-se que, 8% dos nascidos vivos no município foram de baixo peso com tendência de aumento ao longo dos 4 anos. Quanto às características das mães dos recém-nascidos com baixo peso, a maior frequência foi de mulheres entre 19 a 25 anos, em união estável, com 8 a 11 anos de estudos, sem nenhum filho vivo e de cor parda. Houve diferença estatisticamente significativa para as variáveis: Faixa Etária, Estado Civil e Número de Filhos Vivos. Em relação às condições maternas na gestação e parto dos recém-nascidos com BPN, foram mais recorrentes os partos cesarianos, com mães sem nenhuma gestação anterior, que iniciaram o pré-natal no primeiro trimestre, com idade gestacional de 32 a 36 semanas e que não tinham nenhum aborto. As variáveis Gestações anteriores, Primeira Consulta, Número de consultas, Duração da gestação e Aborto evidenciaram uma diferença estatisticamente significativa. Entre os recém nascidos com baixo peso, a maioria foi do sexo feminino, com peso entre 2000g a 2499g, com índice Apgar no primeiro minuto de 8 ou mais e no quinto minuto de 9. A incidência de baixo peso no município de Altamira, associada a fatores evitáveis, reforça a relevância deste estudo. Os resultados obtidos destacam a importância de investigar de forma mais aprofundada considerando a categoria dos recém-nascidos considerando outras variáveis e com análises estatísticas. Esse enfoque busca aprimorar a qualidade do atendimento oferecido às gestantes e aos recém-nascidos, alinhando-se ao objetivo maior dessa iniciativa.