Espaços não formais de aprendizagem: os saberes interdisciplinares em movimento no ensino médio

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

26-02-2026

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SANTOS, Luana Thaís Chucre dos. Espaços não formais de aprendizagem: os saberes interdisciplinares em movimento no ensino médio. Orientadora: Rosigleyse Corrêa de Sousa Felix. 2026. 47 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Ciências Biológicas) – Faculdade de Ciências Biológicas. Instituto de Estudos Costeiros, Campus Universitário de Bragança, Universidade Federal do Pará, Bragança-PA, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9450. Acesso em: .
O presente Trabalho de Curso analisa o papel dos espaços não formais de aprendizagem no ensino de Biologia, com ênfase nas contribuições pedagógicas do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) para a construção do conhecimento, a educação ambiental e a formação crítica de estudantes do ensino médio na realidade amazônica. Partindo da compreensão de que o ensino restrito à sala de aula apresenta limitações na articulação entre teoria e prática, a pesquisa fundamenta-se em referenciais da educação não formal e da aprendizagem significativa, destacando a complementaridade entre espaços formais e não formais de ensino. A investigação possui abordagem qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, sendo desenvolvida com duas turmas do 3º ano do ensino médio de uma escola pública de tempo integral do município de Bragança (PA), no contexto das atividades do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Os dados foram coletados por meio de visitas guiadas ao parque zoobotânico do MPEG, aplicação de questionários com perguntas abertas e fechadas, observação participante e produção de narrativas reflexivas pelos estudantes. A análise dos dados baseou-se em procedimentos quantitativos descritivos e análise de conteúdo. Os resultados evidenciam que a maioria dos estudantes teve seu primeiro contato com ambientes museais a partir da atividade, revelando o papel da escola na democratização do acesso aos bens científicos e culturais. As visitas favoreceram a aprendizagem significativa de conteúdos relacionados à biodiversidade amazônica, conservação ambiental, espécies ameaçadas de extinção e relações ecológicas, além de promoverem o diálogo entre saberes científicos, conhecimentos locais e vivências dos estudantes, muitos oriundos de áreas rurais. Observou-se também o fortalecimento da consciência ambiental, do pensamento crítico e do protagonismo estudantil, bem como contribuições relevantes para a formação inicial dos licenciandos envolvidos. Conclui-se que os espaços não formais de aprendizagem constituem estratégias pedagógicas potentes para o ensino de Biologia, especialmente no contexto amazônico, ao possibilitarem práticas educativas contextualizadas, interdisciplinares e socialmente significativas. O uso desses espaços amplia a compreensão dos conteúdos curriculares, valoriza a identidade regional e contribui para a formação de sujeitos críticos, conscientes e comprometidos com a preservação ambiental e a cidadania.

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Disponíval na internet via Sagitta