O imaginário sociocultural em torno do termo mau-olhado e suas variações lexicais: um estudo na vila de Curupaiti, Viseu-PA

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

03-07-2026

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Citar como

COSTA, Fernanda Maria Silva da. O imaginário sociocultural em torno do termo mau-olhado e suas variações lexicais: um estudo na vila de Curupaiti, Viseu-PA. Orientador: Jair Francisco Cecim da Silva. 2026. 26 f. Trabalho de Curso (Licenciado em Letras - Língua Portuguesa) – Faculdade de Letras, Campus Universitário de Bragança, Universidade Federal do Pará, Bragança, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9811. Acesso em: .
O presente trabalho aborda o imaginário sociocultural relacionado ao termo “mau-olhado” na vila de Curupaiti, município de Viseu-PA, considerando as diferentes formas de compreensão e denominação dessa crença entre moradores de distintas gerações. Partindo da compreensão de que a língua e a cultura estão diretamente ligadas às experiências e aos valores compartilhados por uma comunidade, a pesquisa buscou investigar os significados atribuídos ao mau-olhado, identificar suas variações lexicais e analisar o papel da oralidade na transmissão desses saberes. Para isso, foi realizada uma pesquisa bibliográfica e de campo, de abordagem quali-quantitativa, por meio da aplicação de uma entrevista semiestruturada com moradores da comunidade. A análise dos dados revelou que o mau-olhado permanece presente no imaginário local, sendo compreendido principalmente como uma influência negativa associada à inveja, embora também apareça relacionado a crenças espirituais, doenças e práticas tradicionais de proteção. Os resultados evidenciaram ainda diferenças geracionais na interpretação dessa crença, bem como a permanência de variantes lexicais como olho gordo, quebranto, quebrante, olho ruim e inveja. Além disso, constatou-se que a oralidade continua sendo fundamental para a preservação e circulação desses conhecimentos, contribuindo para a manutenção da memória coletiva e da identidade cultural da comunidade. Dessa forma, o estudo demonstra que as variações lexicais associadas ao mau-olhado refletem não apenas fenômenos linguísticos, mas também aspectos históricos, culturais e sociais que constituem o patrimônio imaterial da vila de Curupaiti.

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