Pensamento computacional na Amazônia Ribeirinha: uma metodologia híbrida de ensino baseada em lendas locais

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

16-07-2026

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Citar como

SANTOS, Jobson Iuri Pinheiro dos; PINHEIRO, Lucas Vinícius Machado. Pensamento computacional na Amazônia Ribeirinha: uma metodologia híbrida de ensino baseada em lendas locais. Orientador: Carlos dos Santos Portela; Coorientador: Marcelo Saldanha Lima Filho. 2026. 61 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Sistemas de Informação) – Faculdade de Sistemas de Informação, Campus Universitário do Tocantins/Cametá, Universidade Federal do Pará, Oeiras do Pará, 2026. Disponível em:https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10125. Acesso em:.
O Pensamento Computacional (PC) tornou‑se competência essencial na educação básica, mas seu ensino em escolas ribeirinhas da Amazônia enfrenta desafios como falta de infraestrutura tecnológica e formação docente. Este trabalho propõe, desenvolve e avalia uma metodologia híbrida (desplugada e plugada com Scratch) baseada em lendas amazônicas (Curupira, Mapin-guari, Caipora e Boto) para ensinar os quatro pilares do PC: Decomposição, Reconhecimento de Padrões, Abstração e Pensamento Algorítmico, a alunos do 5º ano “A” do Ensino Funda-mental da Escola Terezinha Gueiros, em Oeiras do Pará. Participaram 25 alunos. A pesquisa, de natureza aplicada e abordagem qualitativa, com elementos quantitativos, seguiu os princípios da pesquisa‑ação, com duas oficinas, uma de 4 horas e outra com 2horas e 30 minutos (por conta de queda de energia). Foram utilizados observação participante, análise de produções (mapas, cartões comparativos de lendas, projetos Scratch), rubrica analítica e um Kahoot com 11 perguntas aplicado como pós-teste. Um pré-teste oral com 5 perguntas verificou o conhecimento prévio: nenhum aluno sabia o que era PC, decomposição, abstração ou reconhecimento de padrões; apenas três (18,75%) tinham noção vaga de pensamento algorítmico. Na oficina desplugada, a dinâmica com cartões comparou as lendas do Curupira, Mapinguari e Caipora, identificando semelhanças (todos protetores da floresta) e diferenças (aparência e modo de agir). A média de 86,93% de acertos representa um salto significativo em relação ao conhecimento quase zero do pré-teste. Destaque para decomposição (97,9% de acertos) e pensamento algorítmico (88,75%). A abstração apresentou a maior dificuldade (56,3% de acertos). Evidências qualitativas indicaram alto engajamento, colaboração, criatividade (falas regionais, sons personalizados) e capacidade de depuração. Conclui-se que a abordagem híbrida com lendas locais é eficaz, culturalmente relevante e replicável em contextos semelhantes, embora o pilar da abstração demande reforço adicional.

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