Impactos da prática de atividade física na qualidade de vida de estudantes de medicina: uma revisão sistemática

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

29-08-2025

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Citar como

SILVA, Marcos Augusto Pires. Impactos da prática de atividade física na qualidade de vida de estudantes de medicina: uma revisão sistemática. Orientador: Ciro Francisco Moura de Assis Neto. 2025. 42 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9385. Acesso em:.
Introdução: A formação médica impõe elevada carga de estresse e hábitos pouco saudáveis, impactando negativamente a qualidade de vida dos estudantes. Nesse contexto, a prática regular de atividade física atua como fator protetor, promovendo benefícios físicos, psicológicos e sociais, além de reduzir sintomas de estresse, ansiedade e depressão. Assim, compreender essa relação é fundamental para fortalecer estratégias de promoção de saúde e bem-estar durante a graduação em Medicina. Objetivos: Identificar os efeitos da prática de atividade física sobre a qualidade de vida de estudantes de medicina. Métodos: uma revisão sistemática foi conduzida com buscas realizadas nas bases Web of Science, Scopus, Pubmed e LILACS utilizando descritores em saúde para estudantes de medicina, atividade física e qualidade de vida. A seleção dos estudos, a extração de dados e a análise do risco de viés foram realizadas em paralelo por 2 autores de forma independente, com resolução de conflitos por consenso. Posteriormente foi realizada uma síntese narrativa dos resultados. Resultados: Foram incluídos 7 estudos transversais situados no Brasil, Estados Unidos, Paquistão, Indonésia e Irã, com uma média de participantes de 1.162,7 por estudo, de maioria feminina (59,7%). A prática de atividade física esteve associada de forma positiva a qualidade de vida e menores níveis de estresse entre os acadêmicos de medicina. Os estudos apresentaram diferenças metodológicas importantes que impedem comparações mais apropriadas. A qualidade metodológica foi em geral de alto risco para vieses, principalmente por questões associadas a métodos de obtenção de participantes para composição da amostra e medidas pouco claras de atividade física. Conclusões: A prática de atividade física mostra-se positivamente associada à qualidade de vida de estudantes de Medicina, com evidências de relação dose-dependente entre intensidade/tempo de exercício e melhores resultados. Observa-se que estudantes do sexo feminino apresentam menor adesão à atividade física e pior percepção de qualidade de vida. Nesse contexto, cabe às instituições de ensino promover programas que incentivem a prática regular de exercícios como estratégia de cuidado em saúde mental e bem-estar. Além disso, futuros estudos devem adotar métodos validados e padronizados para mensuração das variáveis, favorecendo comparabilidade e robustez científica.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

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