Efeitos de um treinamento resistido de baixo volume sobre a força muscular e desempenho funcional em pessoas com Doença de Parkinson: estudo piloto

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

12-12-2025

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SANTANA, Janaina Gomes. Efeitos de um treinamento resistido de baixo volume sobre a força muscular e desempenho funcional em pessoas com Doença de Parkinson: estudo piloto. Orientadora: Elren Passos Monteiro; Coorientadora: Thayara Maize da Silva Thabayara. 2025. 23 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Educação Física) – Faculdade de Educação Física, Campus Universitário de Castanhal, Universidade Federal do Pará, Castanhal, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9899. Acesso em:.
Protocolos de treinamento resistido (TR) de dose mínima, caracterizado por seu baixo volume e menor tempo de execução, podem ser eficazes para o aumento da força, coordenação e capacidade funcional de pessoas com doença de Parkinson (PcP), especialmente para aqueles com limitações físicas ou dificuldades de adesão a programas convencionais de exercícios. O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos de um protocolo de TR de baixo volume sobre a força muscular e desempenho funcional de PcP, com a hipótese de que esse tipo de treinamento pode melhorar ambas as variáveis. Trata-se de um estudo piloto quase-experimental com 8 PcP (63,3 ± 12,1 anos), sedentários há pelo menos 3 meses. O protocolo de TR teve 8 semanas, com 2 séries de 8 12 repetições em leg press 180º, supino reto e remada baixa. As avaliações ocorreram nos períodos pré e pós intervenção, sendo a força muscular avaliada pelo teste de 10 repetições máximas (10RM) no leg press 180º. O desempenho funcional foi analisado pelo Test Time Up and Go (TUG) e Short Physical Performance Battery (SPPB), com análise separada do escore do teste de sentar e levantar. As avaliações ocorreram em dias distintos. Utilizou-se o teste de Shapiro Wilk para verificar a normalidade e o teste t para amostras pareadas para comparar os valores de pré e pós-intervenção das variáveis 10RM, TUG e SPPB, com nível de significância de P < 0,05. Houve aumento significativo na força muscular avaliada pelo 10RM (Pré = 63,75 ± 26,15 kg; Pós = 102,5 ± 31,51 kg; d = -1,604; P = 0,003). No SPPB, a média dos escores do teste de sentar e levantar apresentou melhora significativa (Pré = 1,88 ± 1,13 pontos; Pós = 2,38 ± 0,74 pontos; d = -0,935; P = 0,033). Contudo, os escores referentes ao equilíbrio e à velocidade da marcha não mostraram diferenças significativas, assim como o TUG, que não apresentou variações entre os momentos pré e pós-intervenção. O protocolo de TR de dose mínima de baixo volume resultou em um aumento significativo da força muscular em PcP, mas os efeitos sobre o desempenho funcional foram limitados. Esses achados preliminares indicam potenciais benefícios do TR para PcP no presente estudo. No entanto, considerando as limitações, como o caráter piloto da pesquisa e número amostral reduzido, esses achados devem ser interpretados com cautela. Desse modo, novos estudos com um maior número amostral e um grupo controle são necessários para confirmar tais impactos sobre a força e o desempenho funcional de PcP.

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Disponível na internet via correio eletrônico: bibufpacastanhal@gmail.com