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Navegando CBRAG - Campus Universitário de Bragança por Assunto "Abundance"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Diversidade alfa e beta de macroinvertebrados aquáticos de microhabitats da bacia do Chumucuí, nordeste paraense(2026-02-27) ALVES, Maria Alana Reis; FEITOSA, Jaqueline da Conceição Souza; http://lattes.cnpq.br/8649430710159832; BEASLEY, Colin Robert; http://lattes.cnpq.br/6310836748316181; https://orcid.org/0000-0003-1413-1469Os riachos tropicais apresentam elevada heterogeneidade ambiental, expressa pela diversidade de microhabitats que estruturam as comunidades aquáticas e regulam processos ecológicos fundamentais, como a ciclagem de macronutrientes e o fluxo de energia. Entre os organismos associados a esses ambientes, os macroinvertebrados aquáticos desempenham papel central na decomposição da matéria orgânica, na transferência de energia entre os níveis tróficos e na manutenção do funcionamento dos ecossistemas lóticos, além de serem amplamente utilizados como bioindicadores das condições ambientais. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a diversidade alfa e beta, a estrutura da assembleia de macroinvertebrados aquáticos e sua relação com variáveis ambientais e com o Índice de Integridade do Habitat (HII) em diferentes microhabitats de riachos da microbacia do rio Chumucuí, no nordeste do estado do Pará. O estudo foi realizado em nove riachos, sendo oito de primeira ordem e um de segunda ordem, nos quais foram amostrados cinco tipos de microhabitats: folhiço depositado no leito, corredeiras, áreas de areia e cascalho, raízes e remansos. A amostragem ocorreu no período seco de 2023, utilizando um amostrador do tipo Surber. Foram analisados índices de diversidade alfa da fauna e modelagem destas respostas com HII, diversidade beta baseada em presença/ausência e abundância, análise de redundância (RDA) e identificação de táxons indicadores. Foram registrados 6.616 indivíduos distribuídos em 74 táxons de macroinvertebrados aquáticos. Os resultados indicaram variações na diversidade alfa entre os microhabitats, com menores valores de riqueza e abundância associados ao microhabitat areia e cascalho, este caracterizado por maior dominância de poucos táxons. A diversidade beta apresentou valores indicando heterogeneidade baixa a moderadamente elevada, sendo predominantemente explicada pela substituição de táxons entre os microhabitats. A RDA revelou que variáveis ambientais relacionadas ao substrato e à matéria orgânica e à cobertura de dossel (oxigênio e temperatura) influenciam a estrutura da assembleia de macroinvertebrados de forma gradual, sem formação de agrupamentos bem definidos. O HII apresentou relação positiva com a diversidade de macroinvertebrados em microhabitats estruturalmente mais complexos. A identificação de táxons indicadores reforçou a importância de microhabitats específicos para a manutenção da diversidade regional. Os resultados evidenciam que a heterogeneidade de microhabitats e a integridade ambiental são determinantes para a estruturação das assembléias de macroinvertebrados aquáticos e para a manutenção dos processos ecológicos em riachos tropicais.