Comparação de dois índices de habitat ripário em relação à fauna de macroinvertebrados em riachos da Amazônia Oriental (Pará – Brasil)

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

25-02-2026

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SALES, Dayane Cunha. Comparação de dois índices de habitat ripário em relação à fauna de macroinvertebrados em riachos da Amazônia Oriental (Pará – Brasil). Orientador: Colin Robert Beasley. 2026. 42 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Ciências Biológicas) – Faculdade de Ciências Biológicas. Instituto de Estudos Costeiros, Campus Universitário de Bragança, Universidade Federal do Pará, Bragança-PA, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9418. Acesso em: .
A conservação e preservação dos riachos de pequena ordem na Amazônia Oriental é crucial para a manutenção da biodiversidade, contudo, a escolha de métricas de monitoramento eficazes ainda gera lacunas na gestão ambiental desses recursos. Este estudo avaliou dois índices de hábitat ripário que estimam a integridade ambiental de riachos, o Índice de Integridade de Habitat (HII) e Índice de Diversidade de Habitat Ripário (RHDI). Ambos foram aplicados em riachos de primeira ordem em Bragança (PA), comparando a eficiência dos protocolos de avaliação rápida. A metodologia consistiu na aplicação dos índices, coleta de dados físico-químicos e de microhabitats, em 8 pontos, para análise da relação entre esses índices, as variáveis físico-químicas da água e a estrutura da assembleia de macroinvertebrados bentônicos durante o período seco regional. Os resultados indicaram que, embora ambos os índices tenham classificado os pontos como preservados (HII) e naturais (RHDI), o HII demonstrou maior sensibilidade às variações ecológicas e geomorfológicas, enquanto o RHDI apresentou uma resposta mais genérica. Na análise biológica, o contraste foi evidente: apenas o HII relacionou-se com a fauna, revelando que a abundância de famílias como Chironomidae diminui em áreas de maior integridade, o que sugere que distúrbios moderados favorecem táxons resistentes. Ademais, o estudo evidenciou que os índices, que são visuais, podem mascarar impactos químicos, como o descarte de resíduos de mandioca, que parece ter reduzido a biota mesmo em locais com altos valores dos índices de habitat. Conclui-se que o HII é o índice mais robusto para a região, mas a gestão eficiente da saúde ecossistêmica amazônica exige a integração de protocolos de habitat, análises físico-químicas e monitoramento biológico.

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