Aphrodite, Shantey você fica: a sagrada performatividade cênica, coletiva e memorial de uma Drag Queen

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

23-07-2026

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Citar como

GOMES, Hugo Leonardo Corrêa. Aphrodite, Shantey você fica: a sagrada performatividade cênica, coletiva e memorial de uma Drag Queen. Orientador: Adriano Penha Furtado. 2026. 79 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Teatro) – Escola de Teatro e Dança, Instituto de Ciências da Arte, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10141. Acesso em:.
O presente estudo insere-se no campo das artes cênicas e da performance, tomando como objeto a construção da persona drag queen Aphrodite, por meio da pesquisa teórica e prática intitulada “Aphrodite, shantey você fica: a sagrada performatividade cênica, coletiva e memorial de uma drag queen”. A pesquisa problematiza como as memórias e vivências de um corpo marcado, pela heteronormatividade compulsória, podem ser ressignificadas como potência artística. O objetivo deste trabalho foi analisar a performatividade cênica e memorial da persona, compreendendo como o resgate afetivo de acervos pessoais atua na reconstrução de identidades dissidentes. A metodologia adotada possui caráter qualitativo e fundamenta-se na autoetnografia performática e memorialística. O percurso metodológico estruturou-se a partir da visitação e construção afetiva de um álbum fotográfico pessoal legendado, servindo como dispositivo de análise e reflexão sobre trajetórias familiares, espirituais e artísticas. O referencial teórico ancora se nos conceitos de corpo-tela, de Leda Maria Martins, e de performatividade de gênero, de Judith Butler. A partir deste cruzamento, o trabalho propõe o conceito de "drag memória", definido como uma tecnologia afetiva que transmuta o corpo vivo do artista em linguagem estética. Os resultados apontam que a performance de Aphrodite transcende a interpretação do "outro" ao assumir o controle da própria projeção, resultando em uma interconectividade de subjetividades. Introduz-se, ainda, a noção de "estética da transmutação", onde formas e motivações se repetem ciclicamente. Conclui-se que o corpo drag, enquanto corpo-tela, reinscreve saberes ancestrais e afetivos no espaço cênico, reafirmando o potencial das escritas de si como ferramentas de resistência política e partilha coletiva.

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