Práticas arquivísticas como ferramentas de preservação da memória: análise dos cartazes da grande coleta do Movimento República de Emaús

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

10-07-2026

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CARDOSO, Laryane dos Passos. Práticas arquivísticas como ferramentas de preservação da memória: análise dos cartazes da grande coleta do Movimento República de Emaús. Orientadora: Iane Maria da Silva Batista. 2026. 31 f. Trabalho de Curso (Bacharelado em Arquivologia) – Faculdade de Arquivologia, Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10068. Acesso em:.
O presente artigo analisa a preservação da memória institucional do Movimento República de Emaús, a partir dos cartazes da “Grande Coleta” produzidos anualmente pela instituição, compreendidos como dispositivos de mobilização e engajamento social nesta iniciativa solidária. Parte-se do entendimento de que esses registros, além de sua função comunicativa, constituem suportes de memória ao documentar práticas, experiências e valores vinculados à trajetória da instituição, especialmente os relacionados às campanhas anuais de arrecadação de objetos junto à sociedade civil belenense. O objetivo da pesquisa é compreender de que maneira as práticas arquivísticas contribuem para a preservação da memória visual e oral desenvolvida no âmbito do movimento. Trata-se de uma pesquisa de natureza básica, com abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e estudo de caso no acervo da instituição, com ênfase na análise de cartazes e na realização de entrevista semiestruturada. Os resultados evidenciam que esses documentos desempenham papel relevante na construção, preservação e difusão da memória institucional e social, ao mesmo tempo em que promovem processos de adesão da sociedade. Observa-se que a adoção de práticas arquivísticas adequadas contribui para a organização, preservação, e acesso a esses registros, ampliando seu potencial informacional e social. Conclui-se que as práticas arquivísticas são fundamentais não apenas para a gestão documental, mas também para a mediação da memória institucional, fortalecendo o papel dos arquivos na valorização das experiências sociais e na construção de sentidos sobre a atuação da instituição.

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