O encantamento do menino Bianor: memórias e territorialidades na Amazônia Atlântica, Curuçá-PA
| dc.contributor.advisor1 | PONTE, Vanderlúcia da Silva | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/2911877430319887 | |
| dc.contributor.advisor1ORCID | https://orcid.org/0000-0003-3187-9348 | |
| dc.creator | SANTOS, Elisandra Carneiro dos | |
| dc.date.accessioned | 2026-09-15T18:21:51Z | |
| dc.date.available | 2026-09-15T18:21:51Z | |
| dc.date.issued | 2026-07-14 | |
| dc.description.resumo | Este trabalho analisa a narrativa do encantamento de Bianor, karuana das águas da Vila de Mutucal, Ilha de Fora, município de Curuçá, suas relações com memória coletiva, territorialidade e preservação ambiental. Segundo a tradição oral da comunidade, Bianor era uma criança que, desapareceu enquanto se banhava no rio e transformou-se em karuana, tornando-se guardião das águas, das matas e dos manguezais da região. A pesquisa teve como objetivo compreender como essa narrativa influencia os modos de vida, os costumes e a relação dos moradores com a natureza, bem como identificar as memórias construídas sobre o encantado. Adotou-se abordagem qualitativa, fundamentada em pesquisa bibliográfica e em entrevistas semiestruturadas realizadas com quatro moradores da Vila de Mutucal. Com base nos estudos sobre memória coletiva de Maurice Halbwachs e Jacques Le Goff, sobre história oral de Alessandro Portelli, discutiu-se sobre territorialidade e cosmologias amazônicas. Os resultados demonstram que a memória sobre Bianor não constitui um relato isolado, mas um código moral de convivência com o território, transmitido oralmente entre gerações e atualizado no cotidiano comunitário. Da mesma maneira, que o encantado atua como autoridade territorial, regulando o uso dos recursos naturais, exigindo pedidos de licença para o acesso ao rio e às matas e punindo aqueles que desrespeitam tais regras, contribuindo para a preservação dos ecossistemas e suas diversidades. Conclui-se que a narrativa de Bianor configura-se como patrimônio cultural da comunidade de Mutucal, Articulando memórias, identidade e uma ética ambiental fundamentada em saberes tradicionais. A valorização e o registro dessa narrativa são fundamentais para a continuidade dessa cosmologia amazônica e para o reconhecimento da história e da identidade cultural da Amazônia paraense. | pt_BR |
| dc.identifier.citation | SANTOS, Elisandra Carneiro dos. O encantamento do menino Bianor: memórias e territorialidades na Amazônia Atlântica, Curuçá-PA. Orientadora: Vanderlúcia da Silva Ponte. 2026. 32 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em História) – Faculdade de História, Polo Capanema, Campus Universitário de Bragança, Universidade Federal do Pará, Bragança-PA, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10179. Acesso em: . | pt_BR |
| dc.identifier.uri | https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10179 | |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.rights.license | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.subject | Memória coletiva | pt_BR |
| dc.subject | Encantaria | pt_BR |
| dc.subject | Territorialidade | pt_BR |
| dc.subject | História Oral | pt_BR |
| dc.subject | Mutucal | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA | pt_BR |
| dc.title | O encantamento do menino Bianor: memórias e territorialidades na Amazônia Atlântica, Curuçá-PA | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de Curso - Graduação - Monografia | pt_BR |