Percepções sobre o patrimônio e a sociobiodiversidade do manguezal por meio da ciência cidadã na costa amazônica paraense

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

27-02-2026

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GONÇALVES, Maria Helena Pires Reis. Percepções sobre o patrimônio e a sociobiodiversidade do manguezal por meio da ciência cidadã na costa amazônica paraense. Orientador: Marcus Emanuel Barroncas Fernandes, Coorientador: Indira Angela Luza Eyzaguirre. 2026. 39 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em Ciências Biológicas) – Faculdade de Ciências Biológicas. Instituto de Estudos Costeiros, Campus Universitário de Bragança, Universidade Federal do Pará, Bragança-PA, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9419. Acesso em: .
Este estudo analisou as percepções sobre o patrimônio e a sociobiodiversidade do manguezal por meio da ciência cidadã em comunidades estuarino-costeiras da costa amazônica paraense, inseridas em Reservas Extrativistas Marinhas nos municípios de Tracuateua, Bragança e Augusto Corrêa (PA). A pesquisa adotou uma abordagem quali-quantitativa, fundamentada na etnobiologia e na ecologia humana, com a aplicação de entrevistas semiestruturadas, conduzidas por moradores das próprias comunidades, denominados Pesquisadores do Mangue, por meio do aplicativo KoboToolbox. Foram registradas 117 observações locais envolvendo pescadores artesanais, marisqueiras e extrativistas, o que permitiu sistematizar a diversidade de recursos da sociobiodiversidade e suas dimensões econômicas, culturais e simbólicas. Os resultados evidenciaram uma economia pluriativa, baseada principalmente na pesca artesanal e na coleta de recursos do manguezal, com forte dependência dos ciclos naturais. Identificou-se um sistema estruturado de conhecimento ecológico tradicional, expresso por meio de calendários ecológicos, indicadores ambientais e regras comunitárias de uso dos recursos. O inventário patrimonial revelou a integração entre biodiversidade, territorialidade e patrimônio cultural, incluindo bens materiais, saberes, práticas tradicionais, locais simbólicos e espaços considerados sagrados. Destacaram-se estratégias comunitárias de conservação, como o respeito ao período reprodutivo, a evitação da captura de juvenis, a alternância de áreas de coleta e a proteção de berçários naturais, caracterizando um sistema de manejo adaptativo transmitido intergeracionalmente. Conclui-se que a ciência cidadã constitui um instrumento eficaz para registrar e valorizar o conhecimento tradicional, fortalecendo a governança territorial e contribuindo para a conservação dos manguezais amazônicos.

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Disponível na Intert via Sagitta