Epidemia de cesáreas no Brasil: um estudo sobre a realidade das cesarianas no Pará

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

11-09-2025

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FILGUEIRAS, Lucydelia Carla dos Anjos Arbage. Epidemia de cesáreas no Brasil: um estudo sobre a realidade das cesarianas no Pará. Orientadora: Helane Conceição Damasceno; Coorientador: José Rogério Monteiro. 2025. 47 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9377. Acesso em:.
Introdução: O número de cesarianas no Brasil nas últimas décadas atingiu níveis alarmantes, inclusive além do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Isso se dá por questões culturais, estruturais e sociais, distribuindo-se de forma desigual em todo o país. Esse crescimento desenfreado traz consequências como os riscos inerentes ao procedimento para mãe e bebe e também custos ao sistema de saúde. Apesar de a região norte ser detentoras das menores taxas de cesáreas em relação a outras regiões, esta possui nítidas disparidades de acesso no que tange ao tema de saúde materna, tanto por questões econômicas como estruturais. Assim, a análise acerca do perfil das mulheres submetidas a esse tipo de parto no estado do Pará surge como uma tentativa de colaborar com a formulação de políticas públicas mais equitativas e sensíveis às especificidades da população paraense. Objetivos: Analisar o perfil socioeconômico das mulheres que foram submetidas ao parto cesáreo nas Regiões de Saúde do Estado do Pará, entre os anos de 2013 e 2023, considerando variáveis de cor/raça e escolaridade. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico de série temporal, de caráter descritivo, que analisou a tendência do tipo de parto (cesáreo ou vaginal) no estado do Pará entre 2013 e 2023, considerando dados agregados por regiões de saúde obtidos através da análise de dados secundários do banco de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), especificamente do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). A variável dependente principal foi o tipo de parto (cesariano ou vaginal). Como variáveis independentes, consideraram-se a raça/cor da mãe, o nível de instrução materna, o ano do parto e a região de saúde (CIR). A escolha dessas variáveis permitiu caracterizar o perfil das mulheres submetidas a parto cesáreo e identificar disparidades regionais e sociais associadas. Como os dados são secundários e de domínio público, a pesquisa não foi submetida ao Comitê de Ética. Conclusão: No período analisado houve aumento exponencial no número de partos por via cesárea no Pará, sobrepondo-se aos partos vaginais a partir de 2019. A Região de Saúde Metropolitana I é a que mais realiza cesarianas, e a Marajó II é a com menores taxas. As mulheres com as maiores taxas são as com médio grau de instrução, autodeclaradas pardas. Os dados coletados podem ser relevantes na busca por estratégias de redução no número de cesarianas no estado, com o direcionamento de medidas as mulheres nesse perfil.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

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