Desafios na educação em saúde bucal para crianças indígenas brasileiras: revisão integrativa da literatura

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

17-06-2026

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FONTENELE, Adriele do Nascimento. Desafios na educação em saúde bucal para crianças indígenas brasileiras: revisão integrativa da literatura. Orientador: Paulo Bisi dos Santos Júnior; Coorientador: Pedro Luiz de Carvalho:. 2026. 27 f. Trabalho de Curso (Bacharelado em Odontologia) – Faculdade de Odontologia, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10270. Acesso em:.
Este estudo consiste em uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de analisar os principais desafios relacionados à implementação de estratégias educativas em saúde bucal voltadas às crianças indígenas brasileiras, bem como identificar potencialidades para o aprimoramento dessas ações. A busca bibliográfica foi realizada de forma retrospectiva e sistemática entre fevereiro e outubro de 2025 nas bases de dados SciELO, PubMed/MEDLINE, Google Scholar e em portais de periódicos científicos de livre acesso. A estratégia de busca utilizou descritores controlados combinados com o operador booleano AND, resultando na seleção e análise crítica de 15 publicações que compuseram a amostra final. Os resultados evidenciaram que o perfil epidemiológico da cárie severa na infância indígena é fortemente influenciado pela transição nutricional e pela acelerada introdução de alimentos industrializados ultraprocessados. Foram identificados obstáculos sistêmicos categorizados em barreiras estruturais (como alta rotatividade de profissionais e isolamento geográfico), barreiras culturais (distanciamento entre o modelo biomédico ocidental e as cosmologias indígenas) e comunicacionais (ausência de materiais pedagógicos bilíngues). Como principais potencialidades para a superação desse cenário, destacam-se a transição para abordagens pautadas na interculturalidade e na segurança cultural, a produção de recursos educativos customizados, o fortalecimento da formação acadêmica voltada à saúde indígena e o protagonismo dos Agentes Indígenas de Saúde (AIS) como mediadores essenciais entre as equipes de saúde e as comunidades. Conclui-se que o sucesso da promoção da saúde bucal infantil e a garantia da equidade no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASI-SUS) dependem da superação de modelos impositivos, demandando ações contínuas que valorizem os saberes tradicionais e promovam a participação comunitária ativa.

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Disponível na internet via correio eletrônico: bibodonto@ufpa.br