Evidências e desafios da hipotermia terapêutica na encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal: uma revisão de literatura

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

19-08-2025

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LOPES, Geovanni Eduardo Souza. Evidências e desafios da hipotermia terapêutica na encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal: uma revisão de literatura. Orientadora: Diana Albuquerque Sato. 2025. 44 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9348. Acesso em:.
A encefalopatia hipóxico-isquêmica é uma condição neurológica resultante de eventos de hipóxia e isquemia no período perinatal, caracterizada por lesão cerebral que pode comprometer gravemente o desenvolvimento neuropsicomotor do neonato. Essa síndrome afeta principalmente recém-nascidos a termo ou próximos do termo, manifestando-se em graus variados de gravidade. Devido ao seu potencial de causar sequelas neurológicas a médio e a longo prazo, ou levar a óbito, a encefalopatia hipóxico-isquêmica é considerada uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, sobretudo em países com recursos limitados. Desse modo, a hipotermia terapêutica se consolidou como a única intervenção com eficácia comprovada na proteção neurológica, promovendo a redução do metabolismo cerebral e inibindo mecanismos lesivos. Objetivou-se investigar o papel da hipotermia terapêutica no manejo da encefalopatia hipóxico-isquêmica. Esse estudo trata-se de uma revisão integrativa, de abordagem qualitativa e descritiva. Foram incluídos 29 artigos científicos publicados entre 2019 e 2025, em que 9 abordam os conceitos da hipotermia terapêutica; 12 os desfechos clínicos após a utilização da técnica; e 7 os desafios para implementação da hipotermia terapêutica como tratamento. A análise dos estudos constatou que hipotermia terapêutica apresenta eficácia significativa na redução da mortalidade e das sequelas neurológicas quando iniciada precocemente em neonatos com encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada ou grave. No entanto, sua aplicação ainda enfrente desafios estruturais e logísticos, sobretudo em países de baixa e média-renda, onde a prevalência da patologia é mais elevada. A padronização de protocolos, a capacitação de profissionais e o acesso a tecnologias adequadas são pontos-chave para a ampliação do uso da hipotermia terapêutica de forma universal e eficaz.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br

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