Quando as águas falam: a memória e o protagonismo de mulheres quilombolas e os saberes griôs ancestrais sobre igarapés da comunidade Santa Luzia do Bom Prazer - Poacê, no Território Quilombola de Jambuaçu, Moju/PA

dc.contributor.advisor1DINIZ, Raimundo Erundino Santos
dc.contributor.advisor1Latteshttps://lattes.cnpq.br/6822592071943769
dc.creatorFERGUEIRA, Aymê Jilvana Castro
dc.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/9364212295240773
dc.creator.ORCIDhttps://orcid.org/0009-0006-9740-0036
dc.date.accessioned2026-03-17T16:12:58Z
dc.date.available2026-03-17T16:12:58Z
dc.date.issued2026-01-23
dc.description.abstractThis work analyzes the protagonism of the griot women of the Quilombola community of Santa Luzia do Bom Prazer – Poacê, located in the Quilombola Territory of Jambuaçu, municipality of Moju, Pará. The research investigates how the traditional knowledge of these women manifests itself in their relationships with the waters and streams, constituting pedagogical, spiritual, and ecological practices that reaffirm Afro-Amazonian ancestry and Quilombola resistance. Based on a qualitative and ethnographic approach, the study articulates bibliographic research, oral history, and participant observation, prioritizing listening to and recognizing the griots as authors of their own narratives. Interviews with women from the community reveal the streams as spaces of memory, sociability, and transmission of knowledge, where the body, nature, and orality intertwine in the construction of counter-colonial epistemologies. Theoretically, this work engages with the reflections of Evaristo, Bispo dos Santos, Pacheco, Hampâté Bâ, Castro, Diniz, Marte, Oyěwùmí, and Machado, among others, who understand quilombola knowledge as practices of counter-colonization and ancestral pedagogies. The analysis demonstrates that the waters of Poacê are more than natural elements: they are territories of life, spirituality, and identity, where female voices keep alive the memory and ways of being of the quilombola people of Jambuaçu.
dc.description.resumoEste trabalho analisa o protagonismo das mulheres griôs da comunidade quilombola Santa Luzia do Bom Prazer – Poacê, localizada no Território Quilombola de Jambuaçu, município de Moju, Pará. A pesquisa investiga como os saberes tradicionais dessas mulheres se manifestam nas relações com as águas e os igarapés, constituindo práticas pedagógicas, espirituais e ecológicas que reafirmam a ancestralidade afroamazônica e a resistência quilombola. Fundamentado em uma abordagem qualitativa e etnográfica, o estudo articula pesquisa bibliográfica, história oral e observação participante, priorizando a escuta e o reconhecimento das griôs como autoras de suas próprias narrativas. As entrevistas com mulheres da comunidade revelam os igarapés como espaços de memória, sociabilidade e transmissão de saberes, onde o corpo, a natureza e a oralidade se entrelaçam na construção de epistemologias contracoloniais. Teoricamente, o trabalho dialoga com as reflexões de Evaristo, Bispo dos Santos, Pacheco, Hampâté Bâ, Castro, Diniz; Marte, Oyěwùmí e Machado, entre outros, que compreendem os saberes quilombolas como práticas de contracolonização e pedagogias ancestrais. A análise demonstra que as águas de Poacê são mais que elementos naturais: são territórios de vida, espiritualidade e identidade, onde as vozes femininas mantêm viva a memória e os modos de existir do povo quilombola de Jambuaçu.
dc.identifier.citationFERGUEIRA, Aymê Jilvana Castro. Quando as águas falam: a memória e o protagonismo de mulheres quilombolas e os saberes griôs ancestrais sobre igarapés da comunidade Santa Luzia do Bom Prazer - Poacê, no Território Quilombola de Jambuaçu, Moju/PA. Orientador: Raimundo Erundino Santos Diniz. 68 f. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) - Faculdade de História, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9361. Acesso em: .
dc.identifier.urihttps://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9361
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rights.licenseAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.source.uriDisponível na internet via correio eletrônico: bibhumanas@ufpa.brpt_BR
dc.subjectMulheres quilombolaspt_BR
dc.subjectSaberes Griôspt_BR
dc.subjectJambuaçupt_BR
dc.subjectHistóriapt_BR
dc.subjectAncestralidadept_BR
dc.subjectQuilombola womenen
dc.subjectGriot Knowledgeen
dc.subjectHistoryen
dc.subjectAncestryen
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIApt_BR
dc.titleQuando as águas falam: a memória e o protagonismo de mulheres quilombolas e os saberes griôs ancestrais sobre igarapés da comunidade Santa Luzia do Bom Prazer - Poacê, no Território Quilombola de Jambuaçu, Moju/PA
dc.typeTrabalho de Curso - Graduação - Monografiapt_BR

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