Sociobiodiversidade e alimentação em comunidades ribeirinhas de Porto de Moz, Pará

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

06-02-2026

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Tipo de acesso

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MELO, Maria Albertina Cota de. Sociobiodiversidade e alimentação em comunidades ribeirinhas de Porto de Moz, Pará. Orientadora: Carla Giovana Souza Rocha. 2026. 41 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciado em Etnodesenvolvimento) - Faculdade de Etnodiversidade, Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Porto de Moz, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9474. Acesso em:.
O estudo objetivou compreender a relação entre as mudanças nos sistemas socioprodutivos tradicionais e os padrões de consumo alimentar das famílias ribeirinhas localizadas no Médio rio Acaraí e rio Majari, no município de Porto de Moz, Pará, considerando os impactos dessas transformações sobre a sociobiodiversidade, a segurança alimentar e a alimentação escolar. A pesquisa adotou abordagem quali-quantitativa, envolvendo revisão bibliográfica, trabalho de campo e realização de 20 entrevistas semiestruturadas com famílias ribeirinhas dos rios Acaraí e Majari, além de observação no ambiente escolar e análise dos cardápios da alimentação escolar. Os resultados indicaram diminuição do cultivo das roças, especialmente da mandioca e seus derivados, associada à maior dedicação a atividades como a exploração madeireira e à necessidade de renda monetária, aumentando a dependência do comércio urbano para aquisição de alimentos básicos. Identificou-se intensificação do consumo de arroz, macarrão, bolachas, sucos artificiais e outros processados, caracterizando um processo de transição alimentar. Na alimentação escolar, observou-se baixa diversidade e ausência de produtos da sociobiodiversidade local, como peixe e farinha. Por outro lado, as produções dos estudantes revelaram reconhecimento da importância dos alimentos tradicionais e do território para a identidade ribeirinha, evidenciando o potencial da escola como espaço de valorização cultural e alimentar. Conclui-se que mudanças socioambientais e produtivas têm reduzido a autonomia alimentar das famílias, indicando a necessidade de ações educativas e políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos sistemas alimentares locais.

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Disponível via internet correio eletrônico: bibaltamira@ufpa.br