Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA::ECOLOGIA APLICADA"
Agora exibindo 1 - 4 de 4
Resultados por página
Opções de Ordenação
Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Comparação de dois índices de habitat ripário em relação à fauna de macroinvertebrados em riachos da Amazônia Oriental (Pará – Brasil)(2026-02-25) SALES, Dayane Cunha; BEASLEY, Colin Robert; http://lattes.cnpq.br/6310836748316181; https://orcid.org/0000-0003-1413-1469A conservação e preservação dos riachos de pequena ordem na Amazônia Oriental é crucial para a manutenção da biodiversidade, contudo, a escolha de métricas de monitoramento eficazes ainda gera lacunas na gestão ambiental desses recursos. Este estudo avaliou dois índices de hábitat ripário que estimam a integridade ambiental de riachos, o Índice de Integridade de Habitat (HII) e Índice de Diversidade de Habitat Ripário (RHDI). Ambos foram aplicados em riachos de primeira ordem em Bragança (PA), comparando a eficiência dos protocolos de avaliação rápida. A metodologia consistiu na aplicação dos índices, coleta de dados físico-químicos e de microhabitats, em 8 pontos, para análise da relação entre esses índices, as variáveis físico-químicas da água e a estrutura da assembleia de macroinvertebrados bentônicos durante o período seco regional. Os resultados indicaram que, embora ambos os índices tenham classificado os pontos como preservados (HII) e naturais (RHDI), o HII demonstrou maior sensibilidade às variações ecológicas e geomorfológicas, enquanto o RHDI apresentou uma resposta mais genérica. Na análise biológica, o contraste foi evidente: apenas o HII relacionou-se com a fauna, revelando que a abundância de famílias como Chironomidae diminui em áreas de maior integridade, o que sugere que distúrbios moderados favorecem táxons resistentes. Ademais, o estudo evidenciou que os índices, que são visuais, podem mascarar impactos químicos, como o descarte de resíduos de mandioca, que parece ter reduzido a biota mesmo em locais com altos valores dos índices de habitat. Conclui-se que o HII é o índice mais robusto para a região, mas a gestão eficiente da saúde ecossistêmica amazônica exige a integração de protocolos de habitat, análises físico-químicas e monitoramento biológico.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Diversidade alfa e beta de macroinvertebrados aquáticos de microhabitats da bacia do Chumucuí, nordeste paraense(2026-02-27) ALVES, Maria Alana Reis; FEITOSA, Jaqueline da Conceição Souza; http://lattes.cnpq.br/8649430710159832; BEASLEY, Colin Robert; http://lattes.cnpq.br/6310836748316181; https://orcid.org/0000-0003-1413-1469Os riachos tropicais apresentam elevada heterogeneidade ambiental, expressa pela diversidade de microhabitats que estruturam as comunidades aquáticas e regulam processos ecológicos fundamentais, como a ciclagem de macronutrientes e o fluxo de energia. Entre os organismos associados a esses ambientes, os macroinvertebrados aquáticos desempenham papel central na decomposição da matéria orgânica, na transferência de energia entre os níveis tróficos e na manutenção do funcionamento dos ecossistemas lóticos, além de serem amplamente utilizados como bioindicadores das condições ambientais. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a diversidade alfa e beta, a estrutura da assembleia de macroinvertebrados aquáticos e sua relação com variáveis ambientais e com o Índice de Integridade do Habitat (HII) em diferentes microhabitats de riachos da microbacia do rio Chumucuí, no nordeste do estado do Pará. O estudo foi realizado em nove riachos, sendo oito de primeira ordem e um de segunda ordem, nos quais foram amostrados cinco tipos de microhabitats: folhiço depositado no leito, corredeiras, áreas de areia e cascalho, raízes e remansos. A amostragem ocorreu no período seco de 2023, utilizando um amostrador do tipo Surber. Foram analisados índices de diversidade alfa da fauna e modelagem destas respostas com HII, diversidade beta baseada em presença/ausência e abundância, análise de redundância (RDA) e identificação de táxons indicadores. Foram registrados 6.616 indivíduos distribuídos em 74 táxons de macroinvertebrados aquáticos. Os resultados indicaram variações na diversidade alfa entre os microhabitats, com menores valores de riqueza e abundância associados ao microhabitat areia e cascalho, este caracterizado por maior dominância de poucos táxons. A diversidade beta apresentou valores indicando heterogeneidade baixa a moderadamente elevada, sendo predominantemente explicada pela substituição de táxons entre os microhabitats. A RDA revelou que variáveis ambientais relacionadas ao substrato e à matéria orgânica e à cobertura de dossel (oxigênio e temperatura) influenciam a estrutura da assembleia de macroinvertebrados de forma gradual, sem formação de agrupamentos bem definidos. O HII apresentou relação positiva com a diversidade de macroinvertebrados em microhabitats estruturalmente mais complexos. A identificação de táxons indicadores reforçou a importância de microhabitats específicos para a manutenção da diversidade regional. Os resultados evidenciam que a heterogeneidade de microhabitats e a integridade ambiental são determinantes para a estruturação das assembléias de macroinvertebrados aquáticos e para a manutenção dos processos ecológicos em riachos tropicais.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Insustentabilidade e a produção de resíduos sólidos: um estudo com alunos do ensino médio do Instituto Educacional Estadual do Pará (IEEP)(2023-12-13) NASCIMENTO, Isabela Nunes; RAVENA CAÑETE, Voyner; http://lattes.cnpq.br/9961199993740323; https://orcid.org/0000-0001-8528-3086A atividade humana impacta o ecossistema, seja na extração de recursos ou depósito de resíduos ou rejeitos. O Antropoceno é caracterizado pela intensa capacidade destrutiva das ações humanas, impulsionadas pela produção industrial, que submerge a sociedade em uma cultura de consumo e poluição. O crescimento econômico ilimitado é insustentável pois implica no uso inadequado de recursos naturais, resultando em uma série de impactos socioambientais, como a geração massiva de resíduos sólidos. Os efeitos decorrentes da disposição inadequada desses resíduos são evidenciados pela poluição de solos, contaminação da água, assoreamento, enchentes, poluição visual, proliferação de vetores transmissores de doenças e mau odor. O presente estudo teve por objetivo analisar a compreensão de estudantes do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio quanto aos resíduos sólidos na sociedade do consumo e como isso influencia suas atitudes e práticas de descarte no cotidiano. Para tanto, buscou investigar a relevância do tema dentro do ambiente escolar, avaliar o entendimento dos estudantes acerca de conceitos básicos sobre resíduos e sua gestão e identificar as lacunas entre o discurso e sua aplicação prática. A pesquisa foi realizada no Instituto Educacional do Estado do Pará (IEEP), envolvendo a aplicação de dez questionários para cada ano escolar, totalizando trinta estudantes. Adicionalmente, foram entrevistados um professor de biologia e uma auxiliar de serviços gerais da escola. Os resultados evidenciaram a carência de abordagem na escola acerca de sustentabilidade e resíduos sólidos, e gera, como consequência uma lacuna no desenvolvimento do estudante em relação aos temas e à sensibilização ambiental. Quanto às suas compreensões, constatou-se que os estudantes possuem entendimentos superficiais sobre conceitos fundamentais relacionados a resíduos e sua gestão. Além disso, em relação às suas práticas, embora os alunos reconheçam sua responsabilidade pelo resíduo que produzem, ainda são comuns práticas de descarte incorretas. Concluiu-se, deste modo, que os alunos não são contemplados em seus currículos com a capacidade reflexiva necessária para compreender a realidade insustentável dos resíduos sólidos, muito menos para reconhecer a impactante realidade do consumo desenfreado e insustentável. Esta lacuna priva os estudantes de uma reflexão crítica sobre a maneira como os resíduos são gerados e descartados na sociedade do consumo.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Mortalidade e recrutamento de árvores em uma floresta na Amazônia Oriental(2022-05-17) NASCIMENTO, Henrique Keven Alves do; SANTOS, Graciliano Galdino Alves dos; http://lattes.cnpq.br/8085271321555747; HERNÁNDEZ-RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260A extração de impacto reduzido (EIR), tem sido usada como uma alternativa a extração tradicional na Amazônia. O manejo pode afetar aspectos importantes das comunidades florísticas, como a dinâmica de sucessão ecológica. Assim, estudar a recuperação da floresta após o período exploratório é de suma importância para garantir a sobrevivência das espécies presentes nas comunidades exploradas. Com isso o objetivo deste trabalho foi analisar as tendências das taxas de mortalidade e recrutamento entre os períodos pré e pós exploratório entre dos ambientes de floresta. Os dados do trabalho são provenientes de uma unidade de manejo florestal (UMF) Fazenda Uberlândia no estado do Pará. Os dados inventariados são oriundos de 13 parcelas permanentes de monitoramento (PPM), dispostas em dois ambientes de floresta, Floresta Ombrófila Densa (FOD) e Floresta Ombrófila Aberta com Cipó FOAC) entre três medições, o período pré-exploratorio (2014) e os períodos pós-exploratórios (2016 e 2019). Para a variável mortalidade podemos destacar para ambos os períodos que a mortalidade obteve um acentuado crescimento após o segundo período pós-exploratório, no entanto as análises estatísticas não obtiveram diferenças significativas. No ambiente FOD, obtivemos uma acentuada diferença do percentual da taxa de recrutamento, entre o ano de 2016 para 2019. O que pode ser explicado pelo processo de exploração que foi intenso nesse ambiente em 2015. No entanto para ambas as taxas, as análises estatísticas não obtiveram diferenças significativas. Entretanto, os estudos envolvendo dinâmica ecológica auxiliam em planos de manejo que garantam a recuperação e sobrevivência das espécies presentes nas comunidades florísticas exploradas.