Navegando por Orientador "SILVA , Jair Francisco Cecim da"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de Ordenação
Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) O imaginário sociocultural em torno do termo mau-olhado e suas variações lexicais: um estudo na vila de Curupaiti, Viseu-PA(2026-07-03) COSTA , Fernanda Maria Silva da; SILVA , Jair Francisco Cecim da; http://lattes.cnpq.br/0584382139015511; https://orcid.org/0000-0001-8458-3802O presente trabalho aborda o imaginário sociocultural relacionado ao termo “mau-olhado” na vila de Curupaiti, município de Viseu-PA, considerando as diferentes formas de compreensão e denominação dessa crença entre moradores de distintas gerações. Partindo da compreensão de que a língua e a cultura estão diretamente ligadas às experiências e aos valores compartilhados por uma comunidade, a pesquisa buscou investigar os significados atribuídos ao mau-olhado, identificar suas variações lexicais e analisar o papel da oralidade na transmissão desses saberes. Para isso, foi realizada uma pesquisa bibliográfica e de campo, de abordagem quali-quantitativa, por meio da aplicação de uma entrevista semiestruturada com moradores da comunidade. A análise dos dados revelou que o mau-olhado permanece presente no imaginário local, sendo compreendido principalmente como uma influência negativa associada à inveja, embora também apareça relacionado a crenças espirituais, doenças e práticas tradicionais de proteção. Os resultados evidenciaram ainda diferenças geracionais na interpretação dessa crença, bem como a permanência de variantes lexicais como olho gordo, quebranto, quebrante, olho ruim e inveja. Além disso, constatou-se que a oralidade continua sendo fundamental para a preservação e circulação desses conhecimentos, contribuindo para a manutenção da memória coletiva e da identidade cultural da comunidade. Dessa forma, o estudo demonstra que as variações lexicais associadas ao mau-olhado refletem não apenas fenômenos linguísticos, mas também aspectos históricos, culturais e sociais que constituem o patrimônio imaterial da vila de Curupaiti.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) O parâmetro do sujeito nulo na variedade falada nas comunidades quilombolas do Jurussaca-Tracuateua-Pará e Tipitinga-Santa luzia do Pará(2025-09-19) LUZ , Maria Genilda da Silva; SILVA , Jair Francisco Cecim da; http://lattes.cnpq.br/0584382139015511Duarte (1995) explica que o expressivo preenchimento de pronomes sujeitos sucede em contextos específicos no PB, com a intenção de especificar o sujeito da oração, diferente do que acontece no português europeu (PE), que apresenta preferência pelo sujeito nulo, embora as duas sejam línguas românicas, línguas consideradas pro-drop, ou seja, de sujeito nulo. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo apontar os resultados referentes ao comportamento do parâmetro do sujeito nulo (PSN) nas comunidades quilombolas do Jurussaca, Tracuateua-Pará (Luz, 2023) e Tipitinga-Santa Luzia do Pará (Castro, 2017), tendo como enfoque a referencialidade do sujeito, especificamente a 3ª pessoa do discurso. Os objetivos específicos visam observar quais fatores extralinguísticos estão favorecendo ou inibindo a ocorrência de sujeito nulo; verificar quais pessoas do discurso apresentam maior índice de sujeito nulo e de sujeito pleno; investigar se os dados analisados corroboram a hipótese da hierarquia da referencialidade do sujeito apontada por Duarte e Kato (2014) e analisar comparativamente os dados coletados nas duas pesquisas com foco nas vias de variação e mudança em relação ao português vernacular brasileiro. As variáveis consideradas serão: a variável dependente: ausência/presença do sujeito, e as variáveis independentes: referencialidade do sujeito na 3ª pessoa do discurso (fator linguístico) e gênero/sexo, idade, escolaridade (fatores extralinguísticos). A metodologia empregada será de natureza qualitativa e quantitativa (Cardoso, 2003) na perspectiva sociolinguística, a qual nos ajudará a interpretar como se comporta o parâmetro do sujeito nulo na fala dos moradores das comunidades quilombolas. Na pesquisa de campo, utilizamos a técnica de observação, e a entrevista semiestruturada (Ludke e André, 1986). Em relação ao procedimento de transcrição dos dados, usamos o modelo de chave de transcrição grafemática (Lucchesi, 1994). Nossas hipóteses, por meio dos dados analisados comparativamente, corroboram a hipótese da hierarquia da referencialidade do sujeito.