ICS - Instituto de Ciências da Saúde
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Navegando ICS - Instituto de Ciências da Saúde por Orientador "ARANTES, Diandra Costa"
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Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) O olhar de discentes de Odontologia da UFPA em relação à Odontologia Legal.(2025-08-25) ALMEIDA, Petrus Moraes; ARANTES, Diandra Costa; http://lattes.cnpq.br/9476260192713221; https://orcid.org/0000-0001-9220-987XA Odontologia Legal (OL) pode ser definida como um agregado de conhecimentos odontológicos técnicos, científicos, éticos e jurídicos. Mesmo difundida a partir de 1932, quando foi incluída nas matrizes curriculares brasileiras, a OL ainda não é muito priorizada pelos alunos na vida acadêmica e na profissional. Dessa forma, esta pesquisa teve como objetivo avaliar o nível de conhecimento dos discentes do início do curso de Odontologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) em relação à área de OL e a sua importância na sociedade. Para a coleta de dados, foi aplicado, via Google Forms, um questionário com perguntas relacionadas à OL aos discentes do 1º ao 3º semestre do curso de Odontologia da UFPA. Os dados foram analisados por análise estatística descritiva e inferencial com auxílio do software Jamovi. Participaram da pesquisa 144 discentes. A maioria dos discentes era do gênero feminino (n = 89, 61,8%), com diferença estatisticamente significativa na idade entre os semestres (p = 0,002). A maioria dos discentes realizou o ensino médio exclusivamente em escola pública (n = 95, 65,9%) na cidade de Belém (n = 74, 51,4%). O maior consumo de mídias relacionadas à OL foi observado em filmes (n = 120, 83,3%), em redes sociais (n = 113, 78,5%) e em séries (n = 111, 77,1%). Os tópicos relacionados à identificação humana, à estimativa de sexo e idade, à atuação em casos de violência doméstica, ao abuso sexual e à perícia odontológica, foram respondidos corretamente pela maioria dos discentes, sem diferença estatisticamente significativa entre os três semestres. Questões relativas aos temas de queiloscopia (p = 0,025) e de palatoscopia (p = 0,032) na investigação de crimes apresentaram diferença estatisticamente significativa entre os semestres. O estudo mostra que o conhecimento prévio dos alunos em relação à disciplina de OL é satisfatório para os semestres iniciais e que a escolaridade (semestre do curso) dos discentes não interfere no entendimento do assunto.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Prevalência de traumas faciais em pessoas privadas de liberdade: estudo transversal em presídio brasileiro(2025-11-05) SANTOS, Carla Cristina Ferreira dos; ARANTES, Diandra Costa; https://lattes.cnpq.br/9476260192713221; https://orcid.org/0000-0001-9220-987XA população prisional brasileira apresenta elevados índices de superlotação, condições insalubres e fragilidade de políticas públicas em saúde, fatores que favorecem a ocorrência de agravos físicos e odontológicos. Entre eles, os traumatismos faciais e dentários se destacam pela frequência e pela gravidade, refletindo a violência e as vulnerabilidades estruturais presentes no cárcere. O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência de lesões faciais associadas à traumatologia forense em pessoas privadas de liberdade, bem como verificar as principais alterações bucais, identificar as lesões de cabeça e pescoço decorrentes de traumas e caracterizar as causas e tipos mais frequentes. Trata-se de um estudo transversal analítico conduzido com 163 indivíduos custodiados na Unidade de Custódia e Reinserção de Marituba II, no estado do Pará, Brasil. Os dados foram obtidos por questionário e exame clínico e foram analisados por meio de estatística descritiva, testes de associação (Qui-quadrado e Exato de Fisher) e regressão logística bivariada, adotando-se nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que 31,9% dos participantes apresentaram lesões faciais, com predomínio de lacerações e de lesões cortocontusas, enquanto 12,3% tiveram lesões dentárias, principalmente fraturas de esmalte e dentina e subluxações, mais comuns nos dentes anteriores superiores. As lesões dentárias estiveram associadas à idade (p = 0,002) e ao tempo de encarceramento (p = 0,046), mas não ao motivo da prisão ou ao consumo de álcool e de drogas. Conclui-se que houve moderada prevalência de traumas faciais e baixa prevalência de traumatismos dentários na amostra estudada.