Prevalência de traumas faciais em pessoas privadas de liberdade: estudo transversal em presídio brasileiro

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

05-11-2025

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Citar como

SANTOS, Carla Cristina Ferreira dos. Prevalência de traumas faciais em pessoas privadas de liberdade: estudo transversal em presídio brasileiro. Orientadora: Diandra Costa Arantes. 2025. 39 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia) – Faculdade de Odontologia, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10228. Acesso em:.
A população prisional brasileira apresenta elevados índices de superlotação, condições insalubres e fragilidade de políticas públicas em saúde, fatores que favorecem a ocorrência de agravos físicos e odontológicos. Entre eles, os traumatismos faciais e dentários se destacam pela frequência e pela gravidade, refletindo a violência e as vulnerabilidades estruturais presentes no cárcere. O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência de lesões faciais associadas à traumatologia forense em pessoas privadas de liberdade, bem como verificar as principais alterações bucais, identificar as lesões de cabeça e pescoço decorrentes de traumas e caracterizar as causas e tipos mais frequentes. Trata-se de um estudo transversal analítico conduzido com 163 indivíduos custodiados na Unidade de Custódia e Reinserção de Marituba II, no estado do Pará, Brasil. Os dados foram obtidos por questionário e exame clínico e foram analisados por meio de estatística descritiva, testes de associação (Qui-quadrado e Exato de Fisher) e regressão logística bivariada, adotando-se nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que 31,9% dos participantes apresentaram lesões faciais, com predomínio de lacerações e de lesões cortocontusas, enquanto 12,3% tiveram lesões dentárias, principalmente fraturas de esmalte e dentina e subluxações, mais comuns nos dentes anteriores superiores. As lesões dentárias estiveram associadas à idade (p = 0,002) e ao tempo de encarceramento (p = 0,046), mas não ao motivo da prisão ou ao consumo de álcool e de drogas. Conclui-se que houve moderada prevalência de traumas faciais e baixa prevalência de traumatismos dentários na amostra estudada.

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Disponível na internet via correio eletrônico: bibodonto@ufpa.br