O peso do sobrenome: como a linguagem jornalística reforça a desigualdade de gênero

dc.contributor.advisor1VENTURA, Jússia Carvalho da Silva
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1940222744081657
dc.creatorROSÁRIO, Camilla Almeida Alves do
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1280304450646445
dc.date.accessioned2026-02-10T14:14:02Z
dc.date.available2026-02-10T14:14:02Z
dc.date.issued2025-09-12
dc.description.resumoA linguagem jornalística não é neutra, mas sim uma ferramenta que molda a nossa realidade. A imprensa, surgida em um universo predominantemente masculino e privilegiado, carrega consigo uma visão de mundo que coloca o homem no centro de tudo. Partindo desta premissa, este trabalho investiga como a escolha de nomenclaturas usadas para mulheres e homens pelo portal G1 atua na naturalização e perpetuação das assimetrias de poder. Homens são frequentemente referidos pelo sobrenome, o que lhes confere uma imagem de autoridade e profissionalismo, e em contraste, mulheres são nomeadas majoritariamente pelo primeiro nome, o que cria uma falsa informalidade e diminui sua autoridade no contexto profissional. Para fundamentar essa análise, recorremos a autores como Pierre Bourdieu, com o conceito de capital simbólico, e a Judith Butler, no entendimento de como a linguagem reflete e reforça as normas de gênero. O estudo adota ainda a importante lente da interseccionalidade, de Kimberlé Crenshaw, para evidenciar que o privilégio do sobrenome e da autoridade linguística é predominantemente branco e de classe. Os resultados preliminares confirmam: figuras masculinas são majoritariamente nomeadas pelo seu sobrenome, enquanto figuras femininas são majoritariamente referidas apenas pelo seu primeiro nome. O privilégio do sobrenome é predominantemente branco e de classe, e o jornalismo, ao adotar certas escolhas de linguagem, atua como uma ferramenta para naturalizar e perpetuar desigualdades históricas.
dc.identifier.citationROSÁRIO, Camilla Almeida Alves do. O peso do sobrenome: como a linguagem jornalística reforça a desigualdade de gênero. 2025. 21 f. Trabalho de Curso (Bacharel em Comunicação Social) - Faculdade de Comunicação Social, Instituto de Letras e Comunicação, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9187. Acesso em:.pt_BR
dc.identifier.urihttps://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9187
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rights.licenseAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.source.uriDisponível na internet via correio eletrônico: bibletras@ufpa.br
dc.subjectLinguagem jornalística
dc.subjectDesigualdade de gênero
dc.subjectInterseccionalidade
dc.subjectSobrenome
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO::RELACOES PUBLICAS E PROPAGANDA
dc.titleO peso do sobrenome: como a linguagem jornalística reforça a desigualdade de gênero
dc.typeTrabalho de Curso - Graduação - Artigo

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