Entre o maracá e o laboratório: o protagonismo das plantas medicinais nas disputas entre saberes populares e medicina oficial em Belém (1870-1900)

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

15-07-2026

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MOREIRA, João Luiz dos Santos. Entre o maracá e o laboratório: o protagonismo das plantas medicinais nas disputas entre saberes populares e medicina oficial em Belém (1870-1900). Orientador: Wesley Oliveira Kettle. 2026. 42 f. Trabalho de Curso (Licenciatura em História) – Faculdade de História, Campus Universitário de Ananindeua, Universidade Federal do Pará, Ananindeua, 2026. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/9996. Acesso em:.
Este trabalho analisa o protagonismo das plantas medicinais nas disputas entre os saberes populares de cura e os projetos de modernização implementados na cidade de Belém entre 1870 e 1900. A pesquisa busca compreender como os conhecimentos relacionados à flora medicinal participaram dos conflitos entre a medicina popular e a medicina oficial, bem como os fatores que contribuíram para a permanência desses saberes apesar das tentativas de repressão promovidas pelas autoridades e pelos discursos científicos do período. O estudo fundamenta-se na análise de jornais publicados em Belém, que registram denúncias contra pajés e curandeiros, anúncios de medicamentos e debates sobre higiene e saúde pública. A investigação demonstra que, embora os saberes populares fossem frequentemente associados à superstição e ao atraso, muitos conhecimentos sobre as propriedades terapêuticas das plantas foram incorporados e legitimados pela medicina científica. Além disso, destaca-se o papel da oralidade, da memória e das práticas cotidianas na preservação e transmissão desses conhecimentos ao longo do tempo. Conclui-se que a permanência dos saberes relacionados às plantas medicinais revela formas de resistência cultural e evidencia disputas em torno da legitimidade dos conhecimentos na sociedade paraense do final do século XIX.

Fonte

Disponível na internet via Sagitta

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