Navegando por Assunto "Trichoptera"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Diversidade de leptoceroidea (insecta: trichoptera) no nordeste do Pará: novos registros e uma nova espécie(2022-07-13) FURTADO, Laisse Moura; QUINTEIRO, Fábio Batagini; http://lattes.cnpq.br/1531054078905516Trichoptera é uma ordem de insetos com pouco mais de 16.000 espécies viventes e seus indivíduos possuem alta dependência do ambiente dulciaquícola, uma vez que suas larvas e pupas são aquáticas, enquanto os adultos são alados. A ordem está atualmente dividida em 63 famílias, sendo que seis delas, Atriplectididae, Calamoceratidae, Leptoceridae, Mollanidae, Odontoceridae e Philorheithridae constituem a superfamília Leptoceroidea, inserida na subordem Integripalpia, e que abriga parte considerável da diversidade de Trichoptera. É importante ressaltar que apesar dos avanços recentes no conhecimento da diversidade de Trichoptera na Região Neotropical, ainda há uma série de lacunas a serem preenchidas, principalmente em biomas como o amazônico, cuja maior área se concentra na região Norte do Brasil. Em especial, no estado do Pará, dada sua diversidade de ecossistemas de água doce, fisionomias vegetais (e.g. manguezal, floresta, mata de igapó) e escassez de estudos taxonômicos desenvolvidos, existem indícios de que ainda há muito a se conhecer acerca da diversidade dos tricópteros. O presente estudo traz contribuições para o conhecimento da diversidade de Leptoceroidea do Pará através de coleta e identificação de material biológico na região nordeste do estado (municípios de Bragança, Santa Luzia do Pará e Viseu). Neste trabalho, dez espécies são registradas pela primeira vez para o estado: Marilia alata, Nectopsyche muhni, Nectopsyche multilineata, Oecetis bidigitata, Oecetis cassicoleata, Oecetis doesburgi, Oecetis iguazu, Phylloicus auratus, Phylloicus fenestratus e Triplectides maranhensis, sendo que Oecetis bidigitata era conhecida somente na Bolívia e aqui fazemos o primeiro registro para o Brasil. Ainda, apresentamos a descrição e ilustração de uma nova espécie do gênero Oecetis (Trichoptera: Leptoceridae), pertencente ao grupo Oecetis-testacea. A nova espécie é caracterizada por um aparato fálico contendo um longo espinho curvado em seu ápice e apêndice inferior com lobo distal amplo e de ápice arredondado e o lobo dorsal discreto, com ápice truncado. Esse trabalho amplia de 10 para 20 o número de espécies de Leptoceroidea para o estado do Pará.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Diversidade de Trichoptera (Insecta) na volta grande do Rio Xingu, Pará: resultados de uma pesquisa participativa com povos tradicionais(2026-03-06) FARO , Cauan Ruan Lins; QUINTEIRO, Fábio Batagini; http://lattes.cnpq.br/1531054078905516A Volta Grande do Rio Xingu, no estado do Pará, constitui um dos trechos lóticos mais singulares da Amazônia e vem sendo submetida a intensas alterações hidrológicas decorrentes da implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Considerando a importância dos insetos aquáticos como bioindicadores da qualidade ambiental, este estudo teve como objetivo inventariar a diversidade de larvas da ordem Trichoptera na região, analisando sua composição taxonômica, estrutura funcional e variações espaciais em diferentes pontos amostrais. A pesquisa adotou abordagem participativa, envolvendo povos indígenas e ribeirinhos nas atividades de coleta, fortalecendo a integração entre conhecimento científico e saberes tradicionais. As amostragens foram realizadas nos municípios de Altamira, Vitória do Xingu, Anapu e Senador José Porfírio, durante o período de águas baixas nos anos de 2023 e 2024, por meio de coleta manual em substratos rochosos e não consolidados. Os espécimes foram identificados até o nível de gênero, e a estrutura da comunidade foi avaliada com base nos índices de diversidade de Shannon-Wiener (H’) e Simpson (1-D). Foram registrados 955 indivíduos, com predominância da família Hydropsychidae, especialmente dos gêneros Macrostemum, Synoestropsis, Leptonema e Smicridea. Vitória do Xingu apresentou a maior abundância relativa de indivíduos, enquanto Senador José Porfírio destacou-se pelos maiores índices de diversidade, configurando-se como o principal hotspot do estudo. A composição funcional evidenciou predominância de coletores-filtradores, além da presença de raspadores, fragmentadores e predadores, indicando a manutenção de uma complexidade trófica ainda significativa. Embora os índices de diversidade apontem para relativa estabilidade ecológica, a baixa representatividade de táxons especialistas e raros sugere possíveis processos de simplificação biótica associados às alterações no regime de vazão. Os resultados indicam que a Volta Grande do Xingu ainda mantém diversidade funcional relevante de Trichoptera, mas reforçam a necessidade de monitoramento contínuo para avaliação dos impactos em longo prazo. A abordagem participativa mostrou-se eficaz para o levantamento da biodiversidade amazônica, ampliando o alcance da pesquisa e contribuindo para estratégias de conservação em áreas impactadas por grandes empreendimentos hidrelétricos.