Navegando por Assunto "Structural racism"
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Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Quando a navalha corta a vida: racismo e feminicídio da crônica à cena(2026-04-02) RODRIGUES, Alessandro dos Santos; FARIAS, Fernando Jorge dos Santos; http://lattes.cnpq.br/9197049319442628; https://orcid.org/0000-0001-5265-8080O presente estudo discute o racismo e o feminicídio contra mulheres negras no Brasil a partir da crônica Professora Benedita, de Farias (2014), transfigurada para a peça teatral Bené, Benedita! (2024), roteirizada pelo mesmo autor. A história, suporte para as duas produções, tem origem em um caso real de racismo ocorrido em 2014, envolvendo uma estudante vítima de ofensas raciais na Universidade Federal do Pará – Campus Altamira, o que confere à narrativa um forte caráter de denúncia social. A leitura crítica investiga como a obra literária representa a violência estrutural e cotidiana sofrida por mulheres negras e de que modo a adaptação teatral amplia os sentidos da narrativa, possibilitando novas formas de representação, sensibilização e engajamento do público. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, com caráter exploratório e descritivo, fundamentada em pesquisa bibliográfica e documental (Gil, 2002). Os resultados evidenciam que a literatura e o teatro funcionam como instrumentos de memória, resistência e crítica social, contribuindo para a compreensão do racismo estrutural e do feminicídio, bem como para a ampliação do impacto simbólico e político da narrativa ao transitar da literatura para a cena.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Racismo na universidade e rendimento acadêmico: experiências e percepções de estudantes negros(as)(2025-09-02) SOUZA, Lourena Jesus de; SILVA, Vergas Vitória Andrade da; http://lattes.cnpq.br/8909456290073930; https://orcid.org/0000-0002-3730-5938Este estudo qualitativo analisa as experiências de estudantes negros(as) na Universidade Federal do Pará, com o objetivo de compreender as relações entre racismo cotidiano e rendimento acadêmico. A pesquisa fundamenta-se em autores como Silvio Almeida, Lélia Gonzalez, Carlos Hasenbalg, Zélia Amador de Deus e Pierre Bourdieu. Para a coleta de dados, foram utilizados grupos focais e entrevistas semiestruturadas, com entrevista dos selecionados por meio da técnica de amostragem em bola de neve, com posterior análise de conteúdo segundo Laurence Bardin. A investigação centrou-se em três categorias principais: “Condições de entrada, permanência e suporte acadêmico”, “Racismo estrutural e experiências de discriminação” e “Obstáculos no desempenho acadêmico”. Os resultados apontam que os(as) estudantes negros(as) enfrentam múltiplos desafios em suas condições de existência universitária, mas também constroem mecanismos de resistência e transformação, ancorados no fortalecimento do pertencimento racial e nas lutas históricas das comunidades negras. Constatou-se ainda que manifestações de racismo, tanto implícitas quanto explícitas, são sustentadas pela ausência de responsabilização institucional diante de práticas discriminatórias, bem como pela banalização e pelo não reconhecimento das desigualdades raciais nas interações sociais. Por fim, observou-se que a pressão histórica imposta por uma ordem social racialmente hierarquizada, somada à necessidade de adaptação a um habitus acadêmico distinto de suas trajetórias anteriores, gera sofrimento social aos estudantes negros(as), impactando de forma negativa seus desempenhos acadêmicos.