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  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Auto percepção em saúde bucal e sua relação com sintomas depressivos entre docentes universitários no Brasil
    (2025-03-25) MARTINS, Gabriella Karolyne Pompeu; CAMPOS, Ana Cristina Viana; http://lattes.cnpq.br/4058636685107892; https://orcid.org/0000-0003-0596-6632; NASCIMENTO, Liliane Silva do; http://lattes.cnpq.br/1267238580647081; https://orcid.org/0000-0002-5943-6314
    A percepção individual da saúde está diretamente relacionada ao contexto político e econômico de um país, uma vez que gestões eficazes promovem maior acesso e qualidade nos serviços de saúde. Esse aspecto torna-se relevante no campo da saúde bucal, considerando que historicamente o Brasil foi reconhecido como "o país dos desdentados", evidenciando a baixa prioridade dada à odontologia na esfera pública. Embora um maior nível de instrução e renda estejam associados à busca por cuidados preventivos, certas categorias profissionais continuam vulneráveis devido à sobrecarga de trabalho, baixos salários e exigências de qualificação contínua, fatores que impactam sua saúde mental. Entre esses profissionais, destacam-se os docentes universitários brasileiros, que apresentam elevada incidência de sintomas depressivos. O estudo teve como objetivo analisar a relação entre a autopercepção da saúde bucal e a presença de sintomas depressivos entre docentes universitários brasileiros, considerando fatores demográficos e socioeconômicos. Trata-se de um estudo transversal, parte do projeto principal intitulado “O preço da carreira acadêmica no Brasil: um estudo multinível sobre a invisibilidade da saúde mental de docentes universitários”. Foram analisadas informações de uma amostra de 1.262 professores universitários, coletadas em 2024. As variáveis incluídas no estudo abrangeram aspectos demográficos (idade, sexo, cor da pele autorrelatada, renda familiar), formação acadêmica (doutorado: sim/não), autopercepção da saúde bucal e presença de sintomas depressivos. Os dados foram obtidos através de um questionário eletrônico elaborado no Google Forms e distribuído via e-mail, redes sociais, canais institucionais e grupos de WhatsApp de docentes universitários. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Pará, em conformidade com a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Os achados revelaram que uma pior autopercepção da saúde bucal está associada a uma maior incidência de sintomas depressivos entre os docentes universitários. Observou-se, também, que as professoras apresentam maior vulnerabilidade ao sofrimento psíquico. Os resultados destacam a necessidade de políticas institucionais que contemplem questões de gênero para a integralidade da saúde mental e bucal. Recomenda-se a implementação de estratégias preventivas e de promoção do bem-estar para a melhoria da qualidade de vida desses profissionais.
  • Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Saúde bucal na prática do cantor lírico
    (2020-10-01) SILVA , Tatiane Cristina Santos da; SOUZA, Dione Colares de; http://lattes.cnpq.br/9878455608766623; SILVEIRA, Ana Daniela Silva da; http://lattes.cnpq.br/2723261181723326; https://orcid.org/0000-0001-7314-7693
    Profissionais do canto lírico possuem uma notória autopercepção de sua saúde bucal. Sabe-se que modificações no desempenho do canto podem advir de algumas alterações odontológicas que requerem diagnósticos e tratamentos clínicos. Porém, a capacidade desses profissionais perceberem alterações ou condições de sua saúde bucal, através da sonoridade baseada no desempenho vocal, é o ponto chave para a projeção precisa da voz cantada e da voz falada. Desta forma, o objetivo da pesquisa foi analisar a autopercepção de cantores quanto a sua saúde bucal e com a sua própria fala e, secundariamente, se a saúde bucal interfere na prática do cantor lírico, de acordo com os sujeitos entrevistados. Para a realização desta pesquisa, foi enviado por e-mail o link do questionário on-line a cantores líricos, de várias localidades dentro e fora do Brasil, com a faixa etária entre 18 a 51 anos. Participaram da pesquisa 32 profissionais do canto lírico. Os dados foram analisados utilizando a estatística analítica e descritiva com o parâmetro do poder de teste de 95% e o erro α de 5%. Os resultados mostraram correlação significante entre as variáveis presença de agravo e a satisfação com a saúde bucal (0,016) e a voz falada(0,013). De modo geral, a satisfação quanto a saúde bucal e a fala prevaleceram (n; >65,0). O tratamento ortodôntico ou uso de prótese foram relatados como fatores que prejudicam o desempenho vocal, visto que a técnica vocal do cantor lírico exige grande amplificação e projeção vocal, possivelmente prejudicados com o uso de aparelhos e próteses.
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