Navegando por Assunto "Sedimentologia"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise multitemporal da variação da linha de costa em praias do município de Marapanim, Nordeste do Pará(2018-01-25) BAÍA, Lohan Barbosa; ROSÁRIO, Renan Peixoto; http://lattes.cnpq.br/8003860457518342; RANIERI, Leilanhe Almeida; http://lattes.cnpq.br/3129401501809850As mudanças morfológicas em linhas de costas resultam, principalmente, de variações no nível do mar por fenômenos astronômicos, tectônicos, climáticos e meteoceanográficos. Estes fenômenos naturais, relacionados com problemas costeiros no litoral, pode resultar em regiões litorâneas afetadas por processos erosivos e acrecionais. A análise de variações nas linhas de costa através de imagens multitemporais de determinada área de estudo, permite a identificação destes processos, em uma escala evolutiva. O objetivo desse trabalho foi verificar e avaliar as mudanças na linha de costa do município de Marapanim entre os anos de 1988 a 2016 nas praias de Santa Maria, Marudá e Crispim por meio de imagens do satélite Landsat. Para a realização deste trabalho foram digitalizadas as linhas de costa nos referentes anos, e utilizado uma extensão do software ArcGis que realiza cálculos estatísticos (Digital Shoreline Analysis System – DSAS) a partir de transectos elaborados originalmente de uma linha de base (baseline), disponibilizando como produtos dados de amplitude espacial e taxa de variação anual do posicionamento da linha de costa. Os resultados indicaram que a praia de Santa Maria está em estado de equilíbrio sedimentar, apresentando valores extremos de acreção, variando de 3,89 a -1,23 m/ano; a praia de Marudá está em acreção apresentando valores extremos variando de 8,87 a -1,61 m/ano; e a praia de Crispim também se encontra em processo de acreção apresentando valores extremos variando de 40,91 a -9,82 m/ano, mas com a taxa de acreção diminuindo. Fenômenos climáticos, físicos e impactos antrópicos possam ter sido os responsáveis pela diminuição da taxa de variação da linha de costa em determinados períodos de tempo e setores. As informações obtidas são de grande valia para o estudo da região litorânea no município e, induzem a uma continuação dessa pesquisa, com mais parâmetros (vento, pluviosidade, corrente, temperatura) a serem estudados para haver um incremento no levantamento de dados, visando estudos futuros para haver a possível previsão da dinâmica de variação da linha de costa, viabilizando a importância social e ambiental do estudo gerado.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise multitemporal e distribuição de sedimentos, Ilha de Colares (Pará)(2011) SANTOS, Ruth Ely Silva Pinheiro dos; SILVEIRA, Odete Fátima Machado da; http://lattes.cnpq.br/9671710605343277Este trabalho é resultado do Programa Integrado de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (PROINT 2008-2009), da Faculdade de Oceanografia (UFPA). O município de Colares localiza-se no nordeste paraense e é banhado pelo rio Pará. A razão para a realização desse trabalho foi caracterizar os sedimentos da adjacência ocidental da ilha e análise temporal (1984-2006) da linha de contorno da mesma. A etapa de campo foi realizada nos dias 06 a 10/12/08 na época de estiagem do rio Pará. Com o apoio do catamarã Spartakus, pode-se realizar a coleta de sedimentos por draga Van Veen e o registro das coordenadas em GPS Garmin. A malha amostral foi composta por 20 pontos. Os shapes foram criados a partir de imagens, EarthSat e Google Earth Pro, TM de 25/05/2010, datum WGS84 e georreferenciada em software Arcgis 9.3. A concentração de matéria orgânica variou entre 0,5 e 7,5%, com média de 4,8%. O percentual médio de cada classe textural refletiu que 51,41% do total de amostras são compostas por areia, 42,14% por silte e 6,44% pela fração argila. De acordo com a classificação de Shepard (1954), o sedimento da Ilha de Colares foi classificado como areia síltica a qual representou 50% das amostras e como silte arenoso 40%, sendo que 5% representaram ser areia e os outros 5% restantes de silte. As linhas de contorno da área de estudo, permitiram a identificação de transformações que aconteceram na linha de costa do município, ao longo dos 26 anos (1984-2006).Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Caracterização hidrodinâmica, morfológica e sedimentológica do furo do rio maguari (Belém-Pará)(2010-12-20) COSTA, Maurício da Silva da; ROLLNIC, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6585442266149471O furo do rio Maguari, localizado mais ao norte do município de Belém, é um sistema fluvial influenciado pela maré e talvez originado através de uma falha tectônica, exemplificada pela sua forma (NW-SE), e também reflete tanto as influências do rio Pará como das baías de Santo Antônio e do Guajará. Os trabalhos de campos foram realizados nos dias 13/07, 09/09 e 27/11 de 2010 entre o período seco e o início do chuvoso, para caracterização dos processos hidrológicos/hidrodinâmicos, morfológicos e sedimentológicos, como o auxílio de um pequeno barco, uma sonda Condutctivity-Temperature-and-Depth (CTD), um amostrador de fundo, uma ecossonda, um correntômetro e dados online do INMET. O clima apresentou-se de forma anormal, próximo da normal climatológica, com índices de pluviosidade acima da média, sendo resquícios da atuação do El Niño e ao início da La Niña. A corrente seguiu a orientação do furo e apresentando variações de direção e intensidade de acordo com as oscilações da maré e a morfologia do canal. O vento apresentou-se inversamente proporcional a corrente, sendo mais intensos na parte da tarde, causado principalmente pelos movimentos das massas de ar. O furo do rio Maguari se mostra do tipo dominado por maré é também classificamos como sendo de mesomaré. A salinidade no furo do rio Maguari mostrou um padrão anormal, com as maiores salinidades na vazante, e tendo no geral que a maioria dos perfis apresentando homogeneidade com salinidades muitos baixas devido ao grande volume de chuva nos meses anteriores. De acordo com a estratificação da salinidade se mostrou praticamente homogênea ao longo da coluna d’água, podendo ser classificado como Bem Misturado. A temperatura da água apresentou variação mínima tanto espacial quanto temporal, mostrando ausência de estratificação. O furo do rio Maguari surgiu possivelmente em decorrência de uma falha, necessitando de dados geofísicos para sua comprovação, caracterizado por um canal expressivo e exibindo um desnível topográfico suave existente entre sua porção de jusante a montante. E segundo as análises de sedimentos do furo do rio Maguari classificam-se como silte e silte arenoso, com uma planície lamosa extensa e uma hidrodinâmica de alta a muito alta.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Caracterização sedimentar de fundo do baixo curso do rio araguari, Estado do Amapá, entre o igarapé santana e a área próxima a foz(2011-02-09) SOUZA, Jefferson Robson araújo de; SILVEIRA, Odete Fátima Machado da; http://lattes.cnpq.br/9671710605343277O estuário do rio Araguari é um sistema dominado por marés que alcançam cerca de 5 metros de altura em sua foz, e que adentram o estuário seguindo por seus segmentos meandrantes, constituindo o mais expressivo sistema de drenagem do estado do Amapá em extensão, largura e volume de água, tendo seu baixo curso limitado a sul pelo rio Amazonas e a norte pela Região dos Lagos do Amapá. Para a caracterização sedimentar de fundo do baixo curso do rio Araguari foram analisadas sub-amostras dos sedimentos coletados durante a segunda expedição realizada pela equipe do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá – IEPA à Reserva Biológica do Lago Piratuba em novembro de 2005. Nos 17 perfis traçados em linhas transversais ao curso do rio com eqüidistância de 5 Km foram coletadas, através de um amostrador do tipo Petersen, 70 amostras de sedimento com peso aproximado de 1 Kg, que após o trabalho realizado em laboratório pôde-se inferir que a partir da classificação pela média do tamanho dos grãos a área estudada apresenta a sua constituição sedimentar representada basicamente por sedimentos pelíticos e que de acordo com a classificação do sedimento analisado a partir de Folk & Ward, foram obtidas três subclasses texturais que são representadas por silte médio, silte fino e argila grossa. Estes resultados foram essenciais para a confecção da carta de distribuição de sedimentos do rio Araguari, no trecho compreendido entre o Igarapé Santana e a área proximal a Foz.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Caracterização textural e mineralógica dos sedimentos de fundo da foz do rio sucuriju (Amapá)(2011-08) REIS, Caio Daniel Nascimento; SILVEIRA, Odete Fátima Machado da; http://lattes.cnpq.br/9671710605343277A região do Cabo Norte, adjacente à foz do rio Amazonas, está submetida à ação das forçantes meteorológica, oceanográfica e amazônica. Nessa região localiza-se o rio Sucurijú, drenagem exorréica, que, no seu trajeto, recebe águas do Cinturão Lacustre Oriental, devido à conexão com o igarapé Urubu (afluente do rio Sucuriju) com a região de planície inundada do lago Piratuba. Foram realizadas amostragens de sedimentos de fundo, na porção fluvial e na área adjacente à linha de costa. As amostras foram submetidas à análise granulométrica e mineralógica (rocha total e argilominerais) por difração de raios X. Os resultados da granulometria mostraram uma distribuição média de 18,60% de areia, 8,62% de argila, e com a predominância da fração silte (média de 72,78%), com percentuais variando entre 35,77% e 92,73%. A composição mineral dos sedimentos da foz do rio Sucuriju é composta basicamente por quartzo, albita, muscovita, k-feldspato, e pelos argilominerais ilita, esmectita, caolinita e clorita, que assemelha-se com a assembléia encontrada na região dos lagos, sugerindo um transporte sedimentar desde o sistema lacustre para o sistema fluvial-estuarino. Essas análises forneceram subsídios para o entendimento da hidrodinâmica e sedimentação atual desse ambiente, além da origem dos sedimentos da foz do rio Sucurijú.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Comparação metodológica para eliminação de matéria orgânica em sedimentos lamosos : o exemplo em amostras do rio Sucurijú (AP)(2009) SFRENDRECH, Diego de Macena; SILVEIRA, Odete Fátima Machado da; http://lattes.cnpq.br/9671710605343277A determinação da matéria orgânica, efetuada por diferentes áreas, justifica uma comparação entre as metodologias que estabeleça até que ponto a diferença de resultados é aceita. O presente trabalho visa elucidar questões sobre eliminação de matéria orgânica no âmbito da Oceanografia (através dos métodos de calcinação e de ataque químico com Peróxido de Hidrogênio e Hipoclorito de Sódio), possibilitando futuras análises mineralógicas e granulométricas, sobretudo em regiões diferenciadas onde predominam sedimentos de granulometria fina (silte e argila) com elevada quantidade de material orgânico, caso da Planície Costeira Amapaense. As amostras foram coletadas no rio Sucuriju, localizado no nordeste da costa do Amapá, e caracterizado por planície inundável flúvio-marinha, com sedimentos holocênicos, fixados predominantemente por manguezais. Para a comparação entre metodologias, foi utilizada análise mineralógica e quantificação de perdas de amostra, visando qualificar a eficácia das mesmas. Aproximadamente 97% das análises indicaram teor de matéria orgânica abaixo de 6% sendo que os maiores valores estão associados à região de turfa (norte da foz) e a vila de moradores e/ou canais e afluentes (interior do rio). O método de calcinação obteve valores entre 0 e 10,5%, com média de 2%, enquanto que nos métodos de adição de H2O2 e NaOCl foram de 0,19 e 0,01% (mínimos), de 12,96 e 10,6% (máximos) com médias de 1,98 e 1,40%, respectivamente. A média obtida por Calcinação está associada à perda de água estrutural, enquanto que o valor médio obtido através de adição de H2O2 se relaciona com perdas de amostra decorrentes do tempo de decantação das argilas. Comparando com a identificação mineral em rocha bruta, o método de Calcinação modificou a composição mineralógica enquanto que os demais métodos não indicaram alteração. A distribuição da matéria orgânica em sedimentos de fundo do rio Sucuriju está condicionada à forçantes hidrodinâmicas e à proximidade das áreas fonte.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Geologia ambiental e sedimentologia do estuário do rio dendê, Barcarena (Pará)(2012-02) ALVES, Igor Henrique Coelho; FARIA JUNIOR, Luis Ercílio do Carmo; http://lattes.cnpq.br/2860327600518536Neste trabalho são apresentadas as características hidrodinâmicas, sedimentológicas, geomorfológicas, físico-químicas, fisiográficas e mineralógicas do estuário do rio Dendê, um pequeno afluente pela margem direita do rio Pará, que nasce no Baixo Platô Costeiro ou Terra Firme, a partir da interseção da topografia local com a zona saturada de água subterrânea dos sedimentos do Grupo Barreiras, aproximadamente 10 metros acima do nível médio das marés, no município de Barcarena, no Estado do Pará. O Estuário do rio Dendê é do tipo “vale afogado”, normal, bem misturado, tendo sua circulação controlada tanto pelo rio quanto pelas fortes correntes das marés locais, que são semi-diurnas e variam de amplitude, mensal e sazonalmente, entre 2,5m e um máximo em torno de 3m, sendo que as maiores ocorrem durante os períodos de sizígias e equinócios. Os processos de transporte sedimentar e de deposição na foz do Estuário do rio Dendê geram barras de desembocadura, em pontal e “sandwaves” (bancos de areia) de dimensões métricas, sobre a superfície das quais se desenvolvem marcas onduladas simétricas de médio porte. Referidos bancos arenosos se encontram alongados e orientados preferencialmente na direção NW-SE. Os sedimentos que foram encontrados e estudados nos estuários dos rios Pará e Dendê são predominantemente arenosos, variando de pobremente selecionados a bem selecionados, por vezes com pelitos associados. A mineralogia dominante nas areias compõe-se de grãos de quartzo e fragmentos lateríticos. Na assembléia de minerais pesados estão presentes estaurolita, zircão, turmalina, rutilo, cianita, andaluzita e silimanita. Os sedimentos peliticos são compostos essencialmente por kaolinita, ilita e quartzo. A sedimentação na desembocadura do rio Dendê ocorre sob condições hidrodinâmicas fortes, típicas da zona de intermaré da planície local. Por outro lado, nas áreas mais internas do estuário, as análises dos sedimentos argilo-arenosos, presentes nos barrancos desse rio, formados pela erosão da planície de inundação, demonstraram menor energia nas condições hidrodinâmicas. O Modelo Paleogeográfico proposto para a área considera a Transgressão Flandriana, iniciada por volta de 18.000 A.P., como momento inicial para a elevação do nível do mar e o afogamento das drenagens e formação dos estuários na Região Costeira Norte do Brasil. A progressiva elevação do nível do mar, prevista para os próximos tempos, indica que os processos erosivos na costa paraense tenderão a aumentar e se forem considerados os próximos 1.000 anos. O Modelo de Previsão Futura para a área de estudo demonstra que a erosão deverá arrasar, nos próximos 1.000 anos, a superfície atual até a cota dos 7 a 10m, o que implicará numa abertura da foz do rio Dendê, aproximadamente de mais 50m de cada margem, atingindo os portos de embarque de minério, situados na sua margem esquerda e, do lado direito, a Vila do Conde.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Limitações da setorização sedimentar do estuário Mocajuba(2018-01-29) PEREIRA, Débora Rodrigues; MONTEIRO, Sury de Moura; http://lattes.cnpq.br/4309806566068586Este estudo trata da dificuldade da identificação dos setores marinhos, transicionais e fluviais em um estuário dominado por macromaré. O objetivo do trabalho é identificar os setores do estuário Mocajuba, nordeste paraense, e se este pode ser setorizado perante suas características sedimentológicas. A partir disso, a nossa hipótese é que o estuário Mocajuba pode ser setorizado quanto às suas características sedimentológicas e que será possível distinguir os seus setores, marinho, intermediário e fluvial. Assim, a técnica aplicada foi a Setorização sedimentar. Os procedimentos analíticos adotados foram: granulometria; quantificação do teor de matéria orgânica e carbonato de cálcio; e tratamento estatístico, através da Análise de Agrupamento e de Componentes Principais. Com isso, obtivemos três grupos: o grupo 1, agrupa as frações arenosas muito finas (57%), pobremente selecionados, assimetria negativa e hidrodinâmica moderada. A porcentagem média de Lama foi 9,39%, MO com 0,67% e CaCO3 com 6,24%. O grupo 2 agrupa as frações arenosas médias (45,5%) e arenosas grossas (31,8%), moderadamente selecionadas, assimetria positiva a muito positiva e alta hidrodinâmica. Apresentou os valores médios de: 5,8% de Lama, 0,68% de MO e 6% de CaCO3. O grupo 3 apresenta o maior número amostral, representado pela fração síltica média (43,8%) e grossa (28,6%), pobremente selecionada, assimetria positiva a muito positiva, e hidrodinâmica moderada. A porcentagem média de Lama foi 83,71%, MO 0,75% e CaCO3 com 9,38%, e atingiu máximo neste grupo, de 20,98% de CaCO3. Contudo, ao propor a Setorização sedimentar a partir de ferramentas estatísticas, observamos empecilhos que mascararam os limites de cada setor. Assim, a Setorização sedimentar foi limitada e não permitiu a aplicação dos modelos estuarinos ao Mocajuba. De início atribuímos esta divergência ao 1) método estatístico utilizado. Porém, observamos que este método é amplamente empregado em diversos estuários de modo eficaz, assim como pode ser aplicado ao estuário Mojuim, adjacente ao Mocajuba. Portanto, refutamos esta hipótese e consideramos que 2) o estuário Mocajuba possui configuração geológica/geomorfológica diferenciada. Assim, esta configuração pode ser consequência: da evolução estuarina; do baixo aporte fluvial; da alta influência marinha; e da orientação retilínea do canal, possivelmente moldada pela presença de uma falha tectônica e ação da maré. Portanto, concluímos que não é possível setorizar o estuário Mocajuba a partir das suas características sedimentológicas.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Modificações morfológicas de curto período em uma praia de macromaré do litoral Amazônico (Pará / Brasil)(2011) PENA, Marcelo Rodrigo dos Anjos; ASP NETO, Nils Edvin; http://lattes.cnpq.br/7113886150130994As características morfossedimentares e padrões morfológicos, sedimentares e hidrodinâmicos sazonais de diversas praias da costa norte paraense já foram estudadas por vários autores. Porém, os estudos sobre a dinâmica de curto período desses ambientes são escassos na literatura científica. Assim, o presente trabalho objetiva a verificação de sistemas atuantes, dominantes e/ou presentes na praia da vila dos pescadores de Ajuruteua, bem como a caracterização da praia em um curto período. Para tanto foram realizadas campanhas de campo por quinze dias consecutivos onde foram levantados perfis topográficos, juntamente com coletas de sedimento de superfície. O perfil topográfico foi levantado com a utilização de nível automático e mira, em dois locais distintos, numa região abrigada da ação de ondas, somente com influência de maré e numa região exposta à ação tanto de ondas quanto da maré. A coleta de sedimentos foi realizada na linha de baixa-mar por ser a região que apresenta maior fidelidade aos processos ocorrentes no local, tais como, ação das correntes, ventos e marés de enchente e vazante, assim as amostras foram coletadas no período de baixamar. Os resultados demonstraram que de forma geral o perfil exposto se apresentou erosivo e o abrigado deposicional ao longo do período analisado, ressaltando que as maiores variações foram episódicas em ambos os perfis, como resultado de oscilações climáticas. Os resultados obtidos também demonstram a relevância de variações morfossedimentares em escala de horas e dias em praias amazônicas, bem como a sua dependência do grau de exposição a ondas e ventos.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Morfodinâmica de uma praia estuarina: o caso de Beja (Abaetetuba – Pará)(2017-08-29) SOUSA, Maria Barbara Perreira de; EL-ROBRINI, Maamar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429A praia de Beja (Abaetetuba - Pará), possui uma vulnerabilidade à erosão, intensificada principalmente por processos antrópicos como a ocupação desordenada da orla. Em virtude disso, objetivou-se analisar a morfodinâmica da praia de Beja. A metodologia consistiu: (1) na aquisição de dados da topografia da praia, dados hidrodinâmicos, amostragem de sedimentos superficiais e com traps portáteis e, observação da orla da praia para classificação da mesma, através de duas campanhas (no período chuvoso, entre os dias 25 e 27/07/2016 e no período seco, no dia 15/11/2016); (2) análise laboratorial para a separação granulométrica dos sedimentos superficiais e; (3) processamento dos dados para a classificação granulométrica dos sedimentos, morfodinâmica de praia e seus parâmetros morfométricos mediante o uso dos programas SysGran, Grapher e Excel, respectivamente. A praia de Beja foi classificada como intermediária, sendo Bancos Transversais (Ω = 3,06) durante o período chuvoso e Terraço de Baixa Mar (Ω = 2,12) no seco, porém apresentando fortes características dissipativas. O setor central se destacou, manifestando característica erosiva (-21,13 m3/m de volume sedimentar em Novembro) que pode ser explicada pela localização do mesmo, o fenômeno de superlua e a disposição da orla. O transporte de sedimentos foi maior na estação chuvosa e durante a maré enchente (23,60 g/h/m2), devido a intensificação da hidrodinâmica local e da pluviosidade. Em relação a classificação e tipologia da orla, a praia de Beja foi dividida em Orla abrigada não urbanizada ou Classe A e Orla abrigada em processo de urbanização ou Classe B, sendo esta última a classificação mais abrangente da praia. Devido ao crescente processo de urbanização, como a construção da orla, foi causado uma alteração na hidrodinâmica e configuração da praia de Beja.