Navegando por Assunto "Radioterapia"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Manejo odontológico de pacientes oncológicos: proposta de protocolo diante de tratamentos antineoplásicos(2020-10-01) BOTELHO, Elizeu da Silva; CORRÊA , Vânia Castro; http://lattes.cnpq.br/2598643232020589Com o passar dos anos a incidência de indivíduos acometidos por algum tipo de câncer tem aumentado. Dessa forma, a demanda por entender e saber lidar com esse grupo de pacientes têm se tornado essencial. Estes passam por tratamentos cirúrgicos, quimioterapia (QT) e radioterapia (RT); tratamentos quais estão diretamente relacionados à uma piora na qualidade de vida dos mesmos. Como a QT e a RT não são tratamentos específicos, acometem outras regiões e tecidos que não o da lesão original trazendo consigo complicações que levam à uma piora na qualidade de vida desses pacientes. Nesse quesito a odontologia está diretamente relacionada ao manejo das complicações orais oriunda da terapia antineoplásica, devendo os profissionais atuantes nessa área estarem aptos a atuarem em diferentes níveis de aplicação, junto à uma equipe multiprofissional, no intuito de reduzir a morbidade desse tratamento. Objetiva-se com esse trabalho, através da proposta de criação de um protocolo, ressaltar a importância da odontologia no manejo dos efeitos adversos incidentes nesses pacientes em todos os estágios do tratamento. Esta proposta de protocolo de intervenção foi embasada em uma revisão de literatura das bases de dados PubMed, Lilacs, Scielo e Google Acadêmicos, assim como em livrostexto consolidados e trabalhos oriundos da Organização Mundial da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva. Através dos resultados foram confeccionadas tabelas que ressaltam as principais manifestações orais do tratamento oncológico, dividindo-as categoricamente de acordo com a causa mais comum e seus respectivos tratamentos. Estes, por sua vez, foram subdivididos em níveis de aplicação como: preventivo, paliativo e resolutivo. Conclui-se com este trabalho que é de extrema importância que haja um Cirurgião-Dentista junto à equipe multidisciplinar munido de conhecimento acerca de um protocolo base que possua uma gama de opções terapêuticas, desde a prevenção à resolução ou algum tratamento paliativo frente às complicações oriundas do tratamento antineoplásico pois este conjunto de ações têm apresentado uma redução significativa na morbidade sofrida pelos pacientes oncológicos.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Uso de fitoterápicos na prevenção e tratamento da mucosite oral em pacientes submetidos ao tratamento oncológico: revisão sistemática(2024-10-02) DIAS, Sandiele Duarte; PEDREIRA, Erick Nelo; http://lattes.cnpq.br/8402196666792363A mucosite oral representa um efeito colateral comum do tratamento antineoplásico, sendo caracterizada com uma inflamação complexa, por um espectro de sintomas que incluem eritema, dor intensa, inchaço e a formação de ulcerações na cavidade oral, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes. Nos últimos anos, vários fitoterápicos têm sido estudados para a prevenção e tratamento da mucosite oral, devido as suas propriedades antioxidantes e antiinflamatórias. Neste sentido, realizou-se uma revisão sistemática para analisar a eficácia do uso de fitoterápico na prevenção e tratamento da mucosite oral em pacientes submetidos ao tratamento oncológico. Para isso, a pesquisa foi conduzida utilizando as bases de dados PubMed, Embase, Scopus, ScienceDirect, Web of Science e Cochrane. Utilizando os termos MeSH Therapy Associated Neoplasms, Radiotherapy, Chemotherapy, Phytotherapy Medicinal plants, Plant Extracts, Traditional Medicine Practitioners, Ethnopharmacology e Oral Mucositis or Stomatitis, com operadores booleanos AND e OR. Dentre os 792 trabalhos identificadas nos dados eletrônicos bases, apenas 27 ensaios clínicos randomizados foram incluídos, reportando um total de 1.311 participantes submetidas ao uso de fitoterápicos para a prevenção e tratamento da mucosite oral. A avaliação do risco de viés foi realizada utilizando o manual Cochrane (Review Manager). Treze estudos foram avaliados com baixo risco geral de viés (48,2%), doze (44,4%) apresentaram risco de viés moderado e dois ensaios clínicos (7,4 %) apresentaram alto risco geral de viés. De acordo com o presente estudo, foi possível identificar que as plantas como Chamomilla Recutita (camomila), Aloe vera (babosa), Curcuma longa L. (Açafrão-daterra), mostram potencial como prevenção e tratamento complementar para mucosite oral, devido a seus efeitos anti-inflamatórios, e apesar do número limitado de ensaios clínicos em humanos, essas substâncias não demonstraram efeitos adversos significativos nos pacientes. Em suma, concluímos que o potencial dos fitoterápicos como coadjuvantes são valiosos no tratamento da mucosite oral, abrindo novos horizontes para pesquisas futuras e para a prática clínica, na busca incessante por terapias mais eficazes, seguras e com melhor aceitação por parte dos pacientes oncológicos.