Navegando por Assunto "Obesidade"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Acompanhamento nutricional de paciente com mucopolissacaridose tipo 1: um relato de caso clínico(2021) SILVA, Gisele Medeiros da; SILVA, Luisa Margareth Carneiro da; http://lattes.cnpq.br/2465169924232779; DELLA NOCE, Rosilene Reis; http://lattes.cnpq.br/4806232270895879; https://orcid.org/0000-0002-5775-4861Introdução: A mucopolissacaridose tipo I faz parte das doenças de armazenamento lisossomal, devido a deficiência de enzimas responsáveis pela degradação de glicosaminoglicanos/ mucopolissacarídeos dentro das células, desencadeando manifestações clínicas variadas, com condição progressiva e multissistêmica. Há, entre os anos de 1982 e 2019, 75 casos diagnosticados de MPS na região norte do Brasil, sendo 12 casos de MPS tipo I. As manifestações clínicas acometem a visão, audição, causa baixa estatura, características faciais grosseiras, infecções respiratórias frequentes, obstrução das vias aérea s, hérnia umbilical, deformidades esqueléticas (disostose múltipla), ganho inadequado ou excessivo de peso (fator de risco para o desenvolvimento da síndrome metabólica), entre outros. O principal tratamento para a doença é a terapia de reposição enzimática, que consiste na administração intravenosa da enzima em déficit. Objetivo: Relatar a importância do acompanhamento nutricional de acordo com as manifestações clínicas de um indivíduo com mucopolissacaridose tipo I. Metodologia: Trata-se de um relato de caso realizado no ano de 2021, a partir de atendimentos e coleta de dados do prontuário em um hospital universitário em Belém/PA, de um paciente diagnosticado com mucopolissacaridose tipo I; obteve-se dados para identificação dos aspectos sociodemográficos; para identificar o histórico clínico (pregresso e atual); avaliação do estado nutricional por meio da composição corporal utilizando a bioimpedância e avaliação antropométrica; avaliação do consumo alimentar, coletado por recordatórios alimentares 24 horas; e exames bioquímicos de lipidograma, hemograma, exames complementares e específicos de diagnóstico e acompanhamento da doença. Resultados: O paciente apresentou diagnóstico tardio da mucopolissacaridose. Apresentou ainda diversas manifestações clínicas características da doença, incluindo todas as interligadas com o aspecto nutricional, além de alterações nos exames bioquímicos de lipidograma, hemograma e exames complementares; assim como alterações nos parâmetros da composição corporal com excesso de gordura corporal e obesidade; inadequação de micronutrientes e baixo consumo de frutas, verduras e legumes. Conclusão: Evidencia-se a importância do acompanhamento nutricional e conhecimento dos profissionais de saúde sobre os aspectos clínicos da doença, melhorando a identificação dos sinais e sintomas e possíveis repercussões nutricionais. Também são necessários mais estudos, de coorte e com maior amostra, que abordem os aspectos alimentares desses pacientes.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Adesão às consultas nutricionais e o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares em obesos atendidos em um hospital universitário(2019) MORAES, Flavia Dayane Araújo; REIS, Rosilene Costa; http://lattes.cnpq.br/4806232270895879; https://orcid.org/0000-0002-5775-4861Introdução: A intervenção nutricional indicada no tratamento de obesidade é baseada na introdução de novos hábitos alimentares, ato que necessita tempo, perseverança e paciência que podem representar uma barreira à adesão ao tratamento nutricional. A sociedade comumente relaciona o ganho de peso à um status de enfermidade, este pensamento leva à métodos inadequados do controle de peso e comportamentos alimentares indesejáveis. Objetivo: Investigar a relação entre a adesão às consultas nutricionais e o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares em pessoas obesas. Metodologia: Estudo quantitativo realizado em um hospital universitário de Belém-PA. Para a caracterização do risco de desenvolvimento de transtornos alimentares foi utilizado o Inventário de Transtornos Alimentares 3, questionário autoaplicável que avalia atitudes, emoções e comportamentos por meio de 3 escalas específicas resultando na classificação de risco: baixo, moderado e elevado. A avaliação de adesão às consultas nutricionais foi classificada como: adesão, dificuldade de adesão, desistência e não adesão de acordo com a presença nas consultas e adequação ao planejamento alimentar proposto. Os dados foram tabulados e analisados no software Excel (Microsoft Office 2016). Resultados: A amostra foi composta por 17 pacientes (mulheres=70,59%; homens=29,41%), média de idade de 39 (±12,9) anos, IMC de 41,52 (±7,6) Kg/m². As maiores pontuações para as escalas de desejo de emagrecer (p=0.024) e bulimia (p=0.017) foram para as mulheres. Os pacientes se enquadraram em dificuldade de adesão (17,65%) e desistência (64,29%). Conclusão: Embora tenha-se encontrado um risco moderado para as mulheres e elevado para os homens em relação aos transtornos alimentares nos pacientes avaliados, observa-se que não há significância estatística entre as variáveis estudadas.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise comparativa do perfil metabólico e antropométrico da etnia gavião kyikatêje no município de Bom Jesus do Tocantins Pará, nos anos de 2007 e 2022(2022) CAVALCANTE, Israel Quirino; PEREIRA, Jonas Tapajós; GUERREIRO, João Farias; http://lattes.cnpq.br/1000688763895346OBJETIVO: Comparar o perfil metabólico e antropométrico dos indígenas da etnia Gavião Kyikatejê que vivem na Reserva Indígena Mãe Maria (Pará) no ano de 2007 e 2022. MÉTODO: Neste estudo transversal foram avaliados 316 indígenas da etnia Gavião Kyikatejê, sendo 174 mulheres e 142 homens, com idade igual ou superior a 18 anos nos anos de 2007 e de 2022. Durante o exame físico foram obtidos os valores de pressão arterial, peso, altura e circunferência da cintura. Amostras de sangue foram coletadas para dosagem de triglicerídeos, colesterol total e glicemia respeitando o tempo mínimo de 9 horas de jejum. Na análise dos dados as proporções das variáveis biológicas (IMC, CC, dislipidemia, níveis de glicemia e hipertensão arterial) foram comparadas pelo teste do quiquadrado, utilizando o software SPSS for Windows (versão 17.0). Projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do Núcleo de Medicina Tropical (NMT) da UFPA e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). RESULTADOS: As prevalências de sobrepeso (30,4% versus 39,8%) e obesidade (26,8% versus 37,4%) aumentaram significativamente de 2007 para 2022. A prevalência de obesidade abdominal (74% versus 70,1%) não se modificou entre o mesmo período. Foi encontrado diabetes mellitus tipo 2 em 5,1% e 15,4% e dislipidemia em 37,2% e 56% entre 2007 e 2022, respectivamente. CONCLUSÃO: Foram observadas alterações metabólicas e antropométricas consideráveis entre os indígenas da etnia Gavião Kyikatejê durante os períodos de estudo. Nesse sentido, estes resultados apontam para a necessidade de estratégias de prevenção e controle do excesso de peso, aumento na dislipidemia e diabetes nessa etnia.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise da bioimpedância na obesidade e no seguimento da cirurgia bariátrica dos pacientes atendidos no ambulatório de nutrição de um hospital universitário em Belém/Pa(2021) SOUZA, Bianca Karina Monteiro de; BATISTA, Luana Silva; SILVA, Luisa Margareth Carneiro da; http://lattes.cnpq.br/2465169924232779; DELLA NOCE, Rosilene Reis; http://lattes.cnpq.br/4806232270895879; https://orcid.org/0000-0002-5775-4861Introdução: Os métodos de avaliação da composição corporal utilizados na nutrição são diversos e cada técnica foi desenvolvida a fim de avaliar o real estado nutricional do paciente. A Bioimpedância (BIA) se destaca como um método seguro e pouco invasivo, apresentando resultados para melhor avaliar a composição corporal de indivíduos com obesidade ou que realizaram cirurgias metabólicas. Objetivo: Analisar e descrever resultados da Bioimpedância na obesidade e no seguimento da cirurgia bariátrica dos pacientes atendidos no ambulatório de nutrição de um hospital universitário em Belém/Pa. Metodologia: Trata-se de um estudo analítico observacional transversal realizado durante o primeiro semestre de 2021 através da análise dos prontuários dos pacientes participantes da pesquisa de obesidade e cirurgia da obesidade atendidos no ambulatório de nutrição de um hospital universitário em Belém\PA. Foi realizada a análise da relação entre as variáveis que descrevem a composição corporal dos pacientes [IMC, o percentual de gordura corporal (%), a massa de gordura, água corporal total e massa músculo esquelética]. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará sob o número 2.516.980\2018. Resultados: Foram analisados os dados de 115 pacientes. O teste estatístico de Mann-Whitney apresentou diferença significativa entre o sexo e o IMC dos pacientes (p < 0.0001), demonstrando que a maioria da população estudada, cerca de 35,7%, apresenta IMC em obesidade grau I e que a maior parte do público é feminino. Ademais, os pacientes foram divididos em dois grupos de quantidade iguais (n= 57), sendo um grupo composto por quem realizou cirurgia bariátrica e outro composto por aqueles que nunca realizaram. Assim, foi possível comparar o parâmetro de IMC entre os dois grupos. O teste T de Student realizado para comparação apresentou resultado significativo (p <0.0001), demonstrando que os menores valores de IMC estão entre o grupo que realizou cirurgia bariátrica. Discussão: Em consonância, Zujaja Tauqeer e colaboradores (2018) obtiveram dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos que mostram a alta prevalência geral de obesidade em adultos e a maior prevalência de obesidade no público feminino (40,4%) (TAUQEER, GOMEZ E STANFORD, 2018). Assim como Braz, et. al (2020), o presente estudo verificou que entre os pacientes com IMC em “eutrofia”, 4 destes apresentaram parâmetros de gordura corporal acima do normal, e níveis de como posição muscular e hidratação intactas (BRAZ et. al, 2020). Assim como Rêgo et. al (2017), Castanha et. al (2018) e Tedesco et. al (2016), este estudo encontrou diferença significativa (p <0.0001) quando comparou o IMC do grupo que realizou cirurgia bariátrica com o IMC do grupo que não realizou, demonstrando que a perda de peso de pacientes submetidos a cirurgia bariátrica é eficaz e atinge o objetivo da indicação cirúrgica (CASTANHA et. al, 2018; RÊGO et. al, 2017; TEDESCO et. al, 2016). Conclusão: A presente pesquisa conclui que o método de avaliação corporal por bioimpedância apresenta resultados confiáveis na avaliação de pacientes obesos e que tenham passado por algum procedimento cirúrgico bariátrico.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Associação entre as classificações de obesidade e o estresse percebido em pacientes em tratamento psiconutricional(2019) COSTA, Rafaela Lorena Viana; SOUZA, Yasmym Dannielle do Espirito Santo; REIS, Rosilene Costa; http://lattes.cnpq.br/4806232270895879; https://orcid.org/0000-0002-5775-4861Introdução: estresse é definido pela resposta corporal adaptada à uma desordem causada por fenômenos estressores, enquanto o estresse percebido é avaliado pelo nível de estresse assimilado em situações estressoras. Indivíduos obesos que apresentam elevados níveis de estresse percebido podem ter como consequência alterações fisiopatológicas no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, responsável pela liberação do cortisol podendo desencadear demais doenças crônicas não transmissíveis e cardiovasculares. Além disso, apresentam maior prevalência de distúrbios de comportamento alimentar, dietas restritivas e prática de exercícios físicos exaustivos para controle de peso. Objetivo: verificar a associação entre as classificações de obesidade e o estresse percebido. Metodologia: trata-se de um estudo transversal realizado com pacientes obesos. A classificação da obesidade foi realizada a partir do Índice de Massa Corporal de acordo com a OMS (1997), para a avaliação do estresse foi utilizada a Escala de Estresse Percebido, com 14 itens, traduzida e validada por Luft et al. (2007). Para a associação entre as classificações de obesidade, gênero e o estresse foi empregado o teste t de Student e ANOVA, adotando um nível de significância de p<0,05. Resultados: participaram da pesquisa 91 obesos com média de idade de 40±13 anos, predominância do gênero feminino, a média geral de estresse foi igual a 28,2±8,1. Quando associado as classificações de obesidade os escores de estresse foram de 29,00±7,12 (grau I), 27,03±7,54 (grau II) e 28,97±9,17 (grau III), com valor de p=0,527. Discussão: apesar do estresse não mostrar diferença significativa entre as classificações de obesidade e gênero neste estudo, em estudos semelhantes o escore encontrado encontrase abaixo somente em mestrandos e doutorandos. Conclusão: os escores de estresse não diferem entre as classificações de obesidade, contudo, diante de situações estressoras, obesos tendem a responder negativamente a questões rotineiras, desacelerando o progresso de emagrecimento quando não se obtém o resultado desejado em curto período de tempo.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Autopercepção física e insatisfação corporal em pacientes obesos atendidos em um hospital universitário em Belém-Pa(2018) ARAÚJO, Raíssa Santana; OLIVEIRA, Dyanara de Almeida; http://lattes.cnpq.br/4653994284219613; https://orcid.org/0000-0002-4741-7458; CASTRO, Antonio José de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4721863119157713Objetivo: Avaliar a imagem corporal com ênfase na dimensão perceptiva do tamanho corpóreo e na satisfação corporal de pacientes obesos atendidos em um hospital universitário. Metodologia: Estudo de delineamento transversal, analítico e descritivo realizado com pacientes atendidos em um programa para pessoas obesas. A percepção e satisfação com a imagem corporal foi investigada a partir da utilização da Escala de Figuras de Silhueta (EFS) desenvolvida e validada por Kakeshita et al. (2009) de acordo com compleição física da população brasileira. A escala é composta por 15 silhuetas de cada gênero e a cada figura é atribuído um valor de Índice de Massa Corporal (IMC) médio com intervalo de 12,5 a 47,5 kg/m², com incremento contínuo de 2,5 kg/m², entre cada silhueta. A escala é apresentada ao paciente em forma de cartões ordenados de forma ascendente da figura mais magra até a de maior IMC. Pedia-se ao mesmo que indicasse a silhueta que melhor representasse a sua forma corporal atual, forma física desejada e aquela considerada como ideal. A precisão na percepção corporal é obtida pela diferença entre o valor de IMC apresentado pelo participante no momento da pesquisa e o valor do IMC médio da figura escolhida como representante da forma atual do entrevistado. Valores positivos indicam superestimação do tamanho corporal, negativos demonstram subestimação corpórea e se igual à zero, ausência de distorção corporal. Enquanto que, a satisfação corporal é mensurada por meio da diferença entre o IMC médio da figura escolhida como forma deseja e o da silhueta atual. Resultados positivos apontam insatisfação pelo desejo em aumentar o tamanho corporal; negativos, insatisfação pela vontade de diminuir o tamanho corpóreo; e se igual à zero, indica satisfação com a forma física. As análises estatísticas foram realizadas por meio do software SPSS (versão 20.0), adotando-se o nível de significância p < 0,05. Resultados: Participaram da pesquisa 75 pacientes com idade média de 35,86 (±10,98) anos e IMC médio de 38,30 (±5,01) kg/m². Quanto à precisão na percepção da imagem corporal, 89,3% (n=67) apresentaram algum tipo de distorção, sendo a superestimação física a mais prevalente independente do gênero (p=0,040). Bem como a insatisfação corporal pelo desejo de diminuir a compleição física, presente em 97,3% (n=73) da amostra, das quais as mulheres mostraramse insatisfeitas em sua totalidade (p=0,02). Conclusão: Os obesos são menos precisos quanto à percepção do tamanho corporal e apresentam elevado grau de insatisfação corporal independente do gênero. O conhecimento de tais fatores é de importância fundamental para melhor adesão às estratégias de hábitos saudáveis e o sucesso no cuidado nutricional do quadro de obesidade nesses indivíduos.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Avaliação epidemiológica, clínica e endoscópica de obesos com ênfase ao refluxo gastroesofágico(2007) BRITO, Ivanilson Raniéri; BELUSSO, Luana; CRUZ, Thielle Cavalcante da; MOREIRA, Clayton Alencar; http://lattes.cnpq.br/9725797763546863; BRITO, Marcus Vinicius Henriques; http://lattes.cnpq.br/1180984403274256; https://orcid.org/0000-0003-1476-0054Introdução: a obesidade é uma doença crônica, considerada um problema de saúde pública mundial por predispor ao desenvolvimento de inúmeras comorbidades. Dentre elas, a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) assume grande importância, com uma maior prevalência na população obesa do que na não-obesa, afetando a qualidade de vida dos doentes. Objetivos: analisar aspectos epidemiológicos, clínicos e endoscópicos de pacientes obesos no pré-operatório de cirurgia bariátrica, com ênfase ao refluxo gastroesofágico. Casuística e métodos: foi realizado um estudo prospectivo, longitudinal, observacional, de coorte, comparativo e com grupo controle presente. A pesquisa foi realizada em um hospital particular, em um shopping e ruas de Belém, no período de 01 de junho de 2006 a 31 de julho de 2007. O tamanho da amostra foi de 170 indivíduos, os quais foram distribuídos em dois grupos de 85 pessoas cada: grupo obesidade (constituído por pacientes obesos com indicação cirúrgica de cirurgia bariátrica) e grupo controle (composto por indivíduos não obesos escolhidos ao acaso). Para a coleta dos dados, os autores realizaram entrevista clínica e revisão de laudo da endoscopia digestiva alta (EDA) dos participantes de ambos os grupos, seguindo um protocolo de pesquisa. Foi utilizada a análise estatística comparativa pelo programa BioEstat 4.0. Resultados e conclusão: em indivíduos obesos, a DRGE foi mais prevalente no sexo feminino – 20% (17/71), na faixa etária abaixo dos 55 anos – 22,35% (19/78), na cor parda – 14,12% (13/52), em não-solteiros – 22,36% (19/54), com ensino médio e/ou fundamental – 23,52% (20/66) e com renda mensal abaixo de cinco salários mínimos – 17,65% (15/53). Na associação de DRGE com faixa etária e estado civil, houve significância estatística (p<0,0105 e p=0,0026, respectivamente), e com renda mensal, houve uma tendência à significância (p=0,0603). Houve uma maior prevalência de sintomas típicos, ou seja, pirose – 60% (51/85) e regurgitação – 60% (51/85), e atípicos da DRGE em indivíduos obesos, com diferença estatisticamente significante (p=0,0007 e p<0,0013, respectivamente). Não houve diferença entre os grupos quanto aos resultados dos exames de EDA, sendo que este foi normal em 61,18% (52/85) dos indivíduos obesos e em 75,29% (64/85) dos não-obesos (p=0,0745). Foi observado, ainda, que a EDA foi capaz de diagnosticar esofagite em cerca de um terço dos indivíduos que apresentaram DRGE clínica, em ambos os grupos. No grupo obesidade, houve uma maior prevalência de DRGE clínica e/ou endoscópica – 24,71% (21/85), se comparado ao grupo controle – 15,29% (13/85), porém, sem significância estatística (p=0,1315).Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Cirurgia bariátrica (Fobi capella) e gastrectomias: custos e mortalidade no Brasil pelo DataSUS(2022) ROCHA, Álvaro Brandão Menezes; LIMA, Lucas Melo de; BRITO, Marcus Vinicius Henriques; http://lattes.cnpq.br/1180984403274256; https://orcid.org/0000-0003-1476-0054A obesidade é considerada uma doença crônica não transmissível, consistindo em um dos principais agravos de saúde pública da atualidade, com sua prevalência aumentando rápida e expressivamente nas últimas décadas, com uma série de repercussões deletérias com o aumento da morbimortalidade. Nesse contexto, a abordagem cirúrgica é uma das terapêuticas de escolha. Dentre as diversas técnicas cirúrgicas, a derivação gástrica em Y de Roux é a mais realizada mundialmente, correspondendo a cerca de 45% dos procedimentos totais, sendo também a mais custosa do ponto de vista financeiro. Sendo que no Brasil, a literatura médica ainda carece de estudos que analisem e comparem os custos e a mortalidade desses procedimentos cirúrgicos. A partir destes dados a presente pesquisa almeja estudar os dados financeiros e as taxas de mortalidade envolvendo as cirurgias de gastrectomia total e vertical notificadas e registradas nacionalmente no Sistema Único de Saúde. Foram analisados os casos de pacientes submetidos a procedimentos médicos categorizados como cirurgia do aparelho digestivo, registradas 2.118 internações hospitalares para a realização de cirurgia bariátrica por videolaparoscopia no Brasil entre 2017 à 2020. Foram analisadas 1.005 gastrectomias verticais em Manga entre o período estudado. A região Nordeste e a Sudeste são as que mais possuem despesas relacionadas aos procedimentos correspondendo a 75,56% de todos os gastos. O Norte, por outro lado, equivale apenas a 1 % de todos os gastos. O gasto total para o tratamento das complicações pós cirurgia bariátrica foi de R$1.415.240,00 reais nos anos analisados. A região Sul foi responsável por 83.94% dos gastos, o Nordeste por 3,97%. O número total de óbitos, 78,57% ocorreram na região Sul, seguido da região Sudeste com 16,67%. A maior taxa de mortalidade ocorreu no Estado de São Paulo com 10.34. Conclui-se que há maior concentração do número absoluto de procedimentos é no Nordeste, sendo que há mais internações por Vídeolaparoscopia do que Gastrectomia Vertical em Manga, e quanto ao custo, foi notado que a região Nordeste e a Sudeste são as que mais possuem despesas, já a taxa de mortalidade é liderada pela região Sul e Sudeste.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Correlação entre o número e tempo de duração das refeições e a presença de sinais gastrointestinas em pacientes com mais de 24 meses de cirurgia bariátrica(2021) GOMES, Bruna Gusmão; CONCEIÇÃO, Weany Jacqueline Costa da; COSTA, Vanessa Vieira Lourenço; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218; https://orcid.org/0000-0003-0102-3960A obesidade é uma doença crônica de origem multifatorial, que pode ocasionar o aparecimento de outros agravos. No contexto de obesidade grave, os tratamentos conservadores possuem resultados pouco significativos em relação à perda de peso, de modo que a intervenção cirúrgica se tornou o principal meio para tratamento e controle da obesidade grave e restabelecimento do estado de saúde. Não obstante, eventualmente, o póscirúrgico cursa com eventos gastrointestinais indesejados. Desta forma, o objetivo do presente trabalho é identificar a correlação entre quantidade e tempo de realização de refeições associados a presença de sinais gastrointestinais em pacientes com mais de 24 meses de cirurgia bariátrica. Para tal, realizouse um estudo transversal, descritivo e analítico com mulheres, em idade entre 18 a 59 anos, que realizaram cirurgia bariátrica, utilizando como técnicas cirúrgica o método BGYR ou Gastrectomia Vertical, há mais de 24 meses no período em que realizouse a coleta de dados. Utilizouse questionário durante as consultas, os dados foram tabulados utilizando o software Microsoft Office Excel 2010. Para análise estatística, utilizouse o software Statistical Package for Social Science (SPSS), versão 24.0. Expressouse os resultados descritivos em medidas de tendência central e dispersão, aplicouse teste de normalidade de Kolmogorov Smirnov para verificar a distribuição da amostra. As correlações bivariadas foram realizadas por meio do teste de correlação de Spearman, onde atribuiuse um erro de 5%. Os dados coletados indicam que a maior parte da amostra apresentava síndrome de Dumping assim como intolerância alimentar, quantos aos sintomas gastrointestinais evidenciouse que os mais referidos foram náusea, vomito e abdome distendido, verificouse ainda correlação inversa entre disfagia e dispepsia e o tempo de refeição e correlação inversa entre número de refeição e vômito, em relação a antropometria identificouse correlação direta entre a número de refeições realizadas e perda de excesso de peso, e correlação inversa entre número de refeições realizadas e reganho de peso. Dada a relevância da intervenção cirúrgica para o enfrentamento a obesidade grave, evidenciase a importância de investigar os sintomas associados a cirurgia bariátrica, que possam afetar a qualidade de vida e o estado nutricional do paciente após o procedimento cirúrgico.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Efeito protetor do aleitamento materno contra o excesso de peso na infância em três creches municipais da cidade de Belém – Pará(2007) SOUZA, Fernanda Kelly Marques de; BRASIL, Laélia Maria Barra Feio; http://lattes.cnpq.br/6672932225063528INTRODUÇÃO: O número de crianças com excesso de peso vem crescendo nos últimos anos em proporções alarmantes. Considera-se hoje a obesidade infantil como uma epidemia. Crianças obesas apresentam maior propensão a desenvolver desde muito cedo inúmeras doenças. A morbimortalidade de um menor obeso é significantemente, e obviamente, maior do que a de uma criança eutrófica. Evitar seu desenvolvimento é a forma mais eficaz de evitar desde a infância o aparecimento de doenças do adulto, como as doenças cardiovasculares adquiridas. Buscam-se, então, fatores que podem estar relacionados com o aparecimento desses distúrbios nutricionais na infância, no intuito de combatê-los e bloquear o aparecimento das várias morbidades relacionadas. O aleitamento materno exclusivo pode ser um fator que proteja contra o surgimento de sobrepeso ou obesidade desde o início da vida. Esse trabalho busca avaliar essa hipótese, além de verificar se há relação protetora com o tempo de aleitamento materno exclusivo, com fatores sócio-demográficos, econômicos, prática de exercícios pelas crianças e com o estado nutricional da mãe. Tem como objetivo também verificar a prevalência de excesso de peso. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Foram avaliadas nutricionalmente 79 crianças na faixa etária de 2 a 4 anos, de ambos os sexos, de três creches públicas municipais da cidade de Belém – PA. Utilizou-se o z score do IMC, conforme recomendação atual da OMS. Foram pesquisados fatores sócio-demográficos, econômicos, história do aleitamento materno exclusivo, prática de exercícios pelas crianças e o estado nutricional da mãe. O teste qui-quadrado foi utilizado para relacionar as variáveis. RESULTADOS: Observou-se uma prevalência de 8,9% de sobrepeso e obesidade nas 79 crianças incluídas no estudo. Houve relação significativa do diagnóstico nutricional da criança apenas com o sexo, sendo sobrepeso e obesidade mais prevalente nas meninas. Não houve correlação com cor, idade, história de aleitamento materno, tempo de aleitamento materno exclusivo, escolaridade materna, estado nutricional materno e prática de atividade física. CONCLUSÃO: A prevalência de excesso de peso infantil é elevada, principalmente no sexo feminino. É necessária maior ênfase no estímulo a pesquisas que busquem formas de prevenção da obesidade infantil.
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