Navegando por Assunto "Motherhood"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Maternidade e vida acadêmica: um estudo sobre os desafios enfrentados por estudantes universitárias mães do Campus da UFPA em Castanhal(2019-07-15) SILVESTRE, Débora Lameira; NASCIMENTO, Eula Regina Lima; http://lattes.cnpq.br/0460051621828656Esse trabalho tem por objetivo geral analisar os desafios enfrentados por estudantes universitárias mães, tendo em vista compreender como tais estudantes conciliam a maternidade com as exigências do mundo universitário. A escolha dessa temática surgiu a partir da observação de mulheres que mesmo grávidas ou tendo que levar os filhos para a universidade continuaram estudando. E, buscando responder essa questão, realizamos uma investigação de abordagem qualitativa, tendo como instrumentos de coleta de dados, formulário sobre mulheres e maternidade, demandado para as Faculdades do Campus de Castanhal; Entrevistas com cinco (05) mulheres entre 19 a 26 anos que foram mães durante o percurso acadêmico. O lócus foi o Campus Universitário de Castanhal/UFPA. Os autores que favorecem o diálogo sobre Mulher, Maternidade, Educação foram: Elizabeth Badinter (1985), Nancy Chodorow (2002), Louro (1997) Sampaio (2008), (Urpia 2009), Coulon (2009) entre outros. Os resultados no diálogo com a literatura sobre mulher e maternidade apontam que, por muito tempo a mulher foi vista como alguém inferior, incapaz de exercer outro papel que não fosse de dedicar-se a vida privada e a reprodução. Além de que, a maternidade era cercada de restrições à mulher, não podendo em um dado momento histórico se quer amamentar seu filho. Os dados evidenciam que as limitações impostas à figura feminina deixaram a mulher sem direito a educação, por muito tempo, mas aos poucos, com lutas históricas conquistou o acesso à escolarização, chegando ao Ensino Superior, conquistando seu lugar como sujeita de direitos. Bem como, os resultados dos dados assinalam que as dificuldades encontradas pelas universitárias/mães correspondem às responsabilidades referentes ao exercício da dupla função, onde a vivência do desafio e da jornada, somente foi possível pelo apoio incondicional que recebem de suas mães.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Maternidade no cárcere: desafios da aplicação do habeas corpus coletivo nº 143.641/STF no estado do Pará(2025-09-15) FERREIRA, Caroline Victória dos Santos Brasil; ALVES, Verena Holanda de Mendonça; http://lattes.cnpq.br/6473788796313910; http://orcid.org/0000-0003-4100-8917O presente trabalho tem como objeto de estudo os desafios da aplicação do Habeas Corpus Coletivo nº 143.641 - concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) - no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA). A decisão do STF, proferida em fevereiro de 2018, determinou a substituição da prisão preventiva por domiciliar para mulheres gestantes, puérperas e com filhos de até 12 anos ou com deficiência, exceto nos casos de crimes praticados mediante violência ou grave ameaça, contra seus filhos e filhas ou, ainda, em situações excepcionalíssimas. Essa decisão representa um marco na proteção dos direitos fundamentais das mulheres presas e seus descendentes. Nesse sentido, optou-se por uma pesquisa empírica, de cunho qualitativo e baseada em dados obtidos por análise de processos judiciais, mais especificamente, acórdãos do TJPA que tratam do tema. O levantamento realizado no sítio eletrônico do TJPA, utilizou como recorte a data do julgado até fevereiro de 2025 e no filtro o uso dos termos “prisão domiciliar” e “gravidez”, identificou-se 114 decisões, das quais 43 tratavam especificamente de pedidos de concessão de prisão domiciliar para mulheres gestantes ou mães de crianças de até 12 anos/com deficiência. Os resultados preliminares encontrados indicam que, embora o STF tenha estabelecido parâmetros claros, a aplicação no TJPA não é uniforme, revelando a reprodução de estereótipos de gênero nas decisões judiciais, os quais afetaram negativamente a eficácia do direito concedido. A pesquisa colabora, portanto, com a construção de evidências empíricas relativas aos empecilhos no acesso à justiça para as mulheres, contribuindo com debate sobre gênero, direitos humanos das mulheres e política criminal no Brasil, apontando a contradição entre a decisão do STF e a prática do TJPA.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) “Na universidade, minha maior lição foi provar que mãe não desiste”: os desafios de mulheres acadêmicas do curso de Letras - Língua Portuguesa da UFPA Campus de Bragança para conciliar maternidade e graduação.(2025-10-30) SILVA, Mayra de Cassia Silva e; FERREIRA , Deyglyson Luan de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/8155333994769932; https://orcid.org/0009-0005-6665-9128A presente pesquisa tem por objetivo compreender as experiências de discentes-mães do curso de Letras – Língua Portuguesa da Universidade Federal do Pará, Campus de Bragança, analisando os desafios enfrentados por essas mulheres na conciliação entre maternidade e vida universitária. Assim, propõe-se neste trabalho uma análise do discurso com base nas entrevistas semiestruturadas com estudantes do curso de Letras – Língua Portuguesa, para entender os sentidos construídos em suas falas e as condições institucionais que atravessam suas trajetórias acadêmicas. Tendo em vista isso, este estudo parte das dificuldades estruturais e pedagógicas que afetam diretamente a permanência dessas estudantes, como a ausência de espaços adequados para o cuidado infantil, a inflexibilidade dos estágios supervisionados e a carência de políticas de apoio para às mães universitárias. Dessa maneira, lança-se mão de três categorias de análise: estrutura institucional, ensino e aprendizagem, e vivências maternas na universidade. Para esta análise, toma-se como base teórica a Análise do Discurso (Orlandi, 2012; Brandão, 2012), além dos estudos de Pessanha (2023) e Vieira, Souza e Rocha (2019) sobre maternidade na graduação. Portanto, pode-se observar que as discentes-mães desenvolvem estratégias de resistência diante das adversidades, mas ainda encontram uma universidade despreparada para acolhê-las. Outrossim, o estudo contribui para ampliar o debate sobre políticas de permanência e equidade de gênero, propondo reflexões que possam subsidiar ações institucionais e futuras pesquisas interdisciplinares voltadas à inclusão e ao acolhimento das mães universitárias.