Navegando por Assunto "Literatura contemporânea"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Corpo ferido e a planta que cura: um estudo do conto “Anis”, de Monique Malcher(2026-03-06) CAMPOS, Maria Eduarda Lima; SANTOS, Raiane Gonçalves dos; CASTILO, Luís Heleno Montoril del; http://lattes.cnpq.br/3519128535996125; https://orcid.org/0000-0002-2507-5346O presente trabalho tem como objetivo analisar o conto “Anis”, da escritora paraense Monique Malcher, que faz parte da obra Flor de Gume (2020), buscando compreender de que maneira a narrativa literária representa e denúncia experiências de violência vivenciadas no espaço doméstico, além de mostrar as memórias marcadas por opressão, abusos e traumas silenciados que atravessam a infância e adolescência de mulheres. A narrativa do conto é um relato íntimo que aborda as marcas profundas deixadas por uma infância marcada por abusos e violência. Em razão disso, este estudo se torna um importante trabalho da literatura contemporânea da Amazônia, pois a autora está levando sua obra e as narrativas de vivências de mulheres dessa região ao cenário nacional. A pesquisa aborda opressões, violências, memórias traumáticas e conflitos familiares, mas também evidencia processos de resistência e reconstrução. A escrita assume, nesse contexto, uma função terapêutica e política, ao transformar a dor em linguagem e romper com o silêncio imposto socialmente às mulheres.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Vísceras expostas de uma Amazônia urbana: a literatura contemporânea de Edyr Augusto Proença e Marçal Aquino(2024-06-19) SANTOS, Helano Barreto dos; SOUSA, Tiane de Jesus Silva; http://lattes.cnpq.br/8488298505594166; https://orcid.org/0000-0001-7095-676X; CHAVES, Sérgio Wellington Freire; http://lattes.cnpq.br/0611100086518274; https://orcid.org/0000-0003-2623-2371Resumo: A ficcionalização da Amazônia é, historicamente, tributária do imaginário aquoso e vegetal instituído pelas narrativas de viajantes e exploradores, amplamente difundido na literatura sobre a região. Nesse sentido, este artigo, fazendo uso da perspectiva comparada, intenta pôr em diálogo as obras Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios (2005) – Marçal Aquino –, e Selva Concreta (2012) – Edyr Augusto Proença –, por meio da construção da Amazônia enquanto tema literário, afim de compreender qual perspectiva sobre a região amazônica tem sido abordada na literatura contemporânea. Para tanto, recorreu-se a estudiosos como Carvalhal (2006), Schollhammer (2009), Hardman (2007), Godim (1994), Borges (2006), entre outros. Contribui-se, dessa forma, com as investigações que visam discutir a Amazônia em uma perspectiva atual, observando a manutenção ou o distanciamento da habitual representação exótica ou fantasiosa. Em oposição à literatura canônica sobre a região, constatou-se que os autores constroem uma Amazônia urbana complexa e conflituosa, que a aproxima de qualquer centro urbano da contemporaneidade, marcados, entre outros, pela desigualdade social, violência e corrupção. Há, portanto, a abertura a novas possibilidades de se pensar e de ficcionalizar este espaço, considerando especialmente a complexidade social e cultural da região.