Navegando por Assunto "Interseccionalidade"
Agora exibindo 1 - 4 de 4
Resultados por página
Opções de Ordenação
Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) A interseccionalidade entre raça e gênero na política brasileira: um estudo comparativo do perfil das candidaturas femininas nas eleições municipais de 2020(2026-02-26) SILVA, Helena Esther Gadelha Penafort da; SOUZA, Carlos Augusto da Silva; http://lattes.cnpq.br/7158504535308341A participação das mulheres no sistema político-eleitoral brasileiro ainda está em processo de consolidação. Nesse contexto, a análise de diferentes marcadores sociais torna-se fundamental para compreender essa dinâmica. O conceito de interseccionalidade é central neste estudo, pois permite examinar como múltiplos fatores, especialmente raça e gênero, se articulam na configuração das desigualdades. Este trabalho tem como objetivo realizar uma análise comparativa das candidaturas femininas nas eleições municipais de 2020, com foco na interseccionalidade entre raça e gênero. Para isso, adota-se uma abordagem quantitativa, utilizando estatística descritiva para comparar indicadores do perfil sociopolítico que distinguem mulheres negras e mulheres brancas. A pesquisa baseia-se em dados do repositório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), considerando as candidaturas ao cargo de vereadora em todos os municípios brasileiros. Os resultados indicam que, apesar dos avanços proporcionados por políticas de ação afirmativa, as mulheres negras, especialmente aquelas autodeclaradas pretas, ainda enfrentam desvantagens em diversos aspectos do perfil sociopolítico. Entre esses, destaca-se o menor acesso ao ensino superior, fator que pode limitar sua inserção e permanência na carreira política, bem como suas chances de eleição para cargos decisórios.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) O peso do sobrenome: como a linguagem jornalística reforça a desigualdade de gênero(2025-09-12) ROSÁRIO, Camilla Almeida Alves do; VENTURA, Jússia Carvalho da Silva; http://lattes.cnpq.br/1940222744081657A linguagem jornalística não é neutra, mas sim uma ferramenta que molda a nossa realidade. A imprensa, surgida em um universo predominantemente masculino e privilegiado, carrega consigo uma visão de mundo que coloca o homem no centro de tudo. Partindo desta premissa, este trabalho investiga como a escolha de nomenclaturas usadas para mulheres e homens pelo portal G1 atua na naturalização e perpetuação das assimetrias de poder. Homens são frequentemente referidos pelo sobrenome, o que lhes confere uma imagem de autoridade e profissionalismo, e em contraste, mulheres são nomeadas majoritariamente pelo primeiro nome, o que cria uma falsa informalidade e diminui sua autoridade no contexto profissional. Para fundamentar essa análise, recorremos a autores como Pierre Bourdieu, com o conceito de capital simbólico, e a Judith Butler, no entendimento de como a linguagem reflete e reforça as normas de gênero. O estudo adota ainda a importante lente da interseccionalidade, de Kimberlé Crenshaw, para evidenciar que o privilégio do sobrenome e da autoridade linguística é predominantemente branco e de classe. Os resultados preliminares confirmam: figuras masculinas são majoritariamente nomeadas pelo seu sobrenome, enquanto figuras femininas são majoritariamente referidas apenas pelo seu primeiro nome. O privilégio do sobrenome é predominantemente branco e de classe, e o jornalismo, ao adotar certas escolhas de linguagem, atua como uma ferramenta para naturalizar e perpetuar desigualdades históricas.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Por um ensino étnico-racial através das telas: os diálogos raciais possíveis com a criação audiovisual no Ensino Básico(2026-03-26) COELHO JÚNIOR, Carlos Ângelo Oliveira; LINHARES, Anna Maria Alves; http://lattes.cnpq.br/3081434819616255; https://orcid.org/0000-0001-7548-9259O presente estudo analisa como a ideologia da mestiçagem e os mitos da democracia racial se articulam com opressões estruturais, como racismo e sexismo, no contexto escolar do Pará. A pesquisa combina análise histórica, revisão bibliográfica e levantamento empírico por meio de questionários aplicados a estudantes do Ensino Médio, buscando compreender as formas de autoclassificação racial, a percepção de violência e a internalização de estereótipos. Os resultados evidenciam a naturalização da brancura como padrão estético e social, a fragmentação da identidade negra e a reprodução de estigmas nos materiais didáticos. O estudo também discute estratégias pedagógicas baseadas na educação intercultural — incluindo o uso de mídias digitais — para fomentar debates sobre raça, gênero e classe, contribuindo para a valorização das identidades negras e para a desconstrução de estereótipos históricos. Conclui-se que a escola, apesar de seu potencial emancipatório, ainda reproduz desigualdades simbólicas e materiais, tornando essencial a atuação de movimentos sociais, coletivos de mulheres negras e políticas públicas voltadas à inclusão e ao reconhecimento da diversidade.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) O retrato da mulher negra oitocentista através do romance “Hortência” (1888): entre o passado e o presente(2024-08-17) SILVA, Maurinea Albuquerque Ribeiro da; LINHARES, Anna Maria Alves; http://lattes.cnpq.br/3081434819616255; https://orcid.org/0000-0001-7548-9259O artigo propõe-se a analisar a obra literária intitulada “Hortência” (1888) de João Marques de Carvalho (1866-1910), um autor paraense inserido na escola literária naturalista. O livro em questão é utilizado como fonte histórica para uma pesquisa que aborda o gênero em duas perspectivas distintas. A primeira trata da interseccionalidade, conceito criado por Kimberlé Crenshaw em 1989, com o intuito de destacar a interconexão entre raça e gênero. A segunda perspectiva aborda a noção de longa duração, tendo Fernand Braudel como principal referência para esta discussão. Para Braudel, a longa duração representa a união de eventos que se entrelaçam independentemente de sua dificuldade ou período temporal. Portanto, o objetivo central do artigo é analisar a obra “Hortência” a fim de compreender como Marques de Carvalho descreve a mulher do século XIX, especificamente a mulher negra. A proposta é examinar se a visão do autor e as diversas formas como ele retrata essa mulher durante os eventos narrados no livro refletem a sociedade contemporânea. Busca-se compreender se, atualmente, a sociedade ainda enxerga essas mulheres da mesma maneira ou se houve mudanças ao longo do tempo.