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Navegando por Assunto "Interseccionalidade"

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    Trabalho de Curso - Graduação - ArtigoAcesso aberto (Open Access)
    O peso do sobrenome: como a linguagem jornalística reforça a desigualdade de gênero
    (2025-09-12) ROSÁRIO, Camilla Almeida Alves do; VENTURA, Jússia Carvalho da Silva; http://lattes.cnpq.br/1940222744081657
    A linguagem jornalística não é neutra, mas sim uma ferramenta que molda a nossa realidade. A imprensa, surgida em um universo predominantemente masculino e privilegiado, carrega consigo uma visão de mundo que coloca o homem no centro de tudo. Partindo desta premissa, este trabalho investiga como a escolha de nomenclaturas usadas para mulheres e homens pelo portal G1 atua na naturalização e perpetuação das assimetrias de poder. Homens são frequentemente referidos pelo sobrenome, o que lhes confere uma imagem de autoridade e profissionalismo, e em contraste, mulheres são nomeadas majoritariamente pelo primeiro nome, o que cria uma falsa informalidade e diminui sua autoridade no contexto profissional. Para fundamentar essa análise, recorremos a autores como Pierre Bourdieu, com o conceito de capital simbólico, e a Judith Butler, no entendimento de como a linguagem reflete e reforça as normas de gênero. O estudo adota ainda a importante lente da interseccionalidade, de Kimberlé Crenshaw, para evidenciar que o privilégio do sobrenome e da autoridade linguística é predominantemente branco e de classe. Os resultados preliminares confirmam: figuras masculinas são majoritariamente nomeadas pelo seu sobrenome, enquanto figuras femininas são majoritariamente referidas apenas pelo seu primeiro nome. O privilégio do sobrenome é predominantemente branco e de classe, e o jornalismo, ao adotar certas escolhas de linguagem, atua como uma ferramenta para naturalizar e perpetuar desigualdades históricas.
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    Trabalho de Curso - Graduação - ArtigoAcesso aberto (Open Access)
    O retrato da mulher negra oitocentista através do romance “Hortência” (1888): entre o passado e o presente
    (2024-08-17) SILVA, Maurinea Albuquerque Ribeiro da; LINHARES, Anna Maria Alves; http://lattes.cnpq.br/3081434819616255; https://orcid.org/0000-0001-7548-9259
    O artigo propõe-se a analisar a obra literária intitulada “Hortência” (1888) de João Marques de Carvalho (1866-1910), um autor paraense inserido na escola literária naturalista. O livro em questão é utilizado como fonte histórica para uma pesquisa que aborda o gênero em duas perspectivas distintas. A primeira trata da interseccionalidade, conceito criado por Kimberlé Crenshaw em 1989, com o intuito de destacar a interconexão entre raça e gênero. A segunda perspectiva aborda a noção de longa duração, tendo Fernand Braudel como principal referência para esta discussão. Para Braudel, a longa duração representa a união de eventos que se entrelaçam independentemente de sua dificuldade ou período temporal. Portanto, o objetivo central do artigo é analisar a obra “Hortência” a fim de compreender como Marques de Carvalho descreve a mulher do século XIX, especificamente a mulher negra. A proposta é examinar se a visão do autor e as diversas formas como ele retrata essa mulher durante os eventos narrados no livro refletem a sociedade contemporânea. Busca-se compreender se, atualmente, a sociedade ainda enxerga essas mulheres da mesma maneira ou se houve mudanças ao longo do tempo.
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