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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Mudanças no regime de chuvas e implicações para a erosão hídrica na bacia do Tapajós
    (2026-01-21) FERREIRA, Luandra Caroline Veloso; COSTA, Carlos Eduardo Aguiar de Souza; http://lattes.cnpq.br/2451471006212065; https://orcid.org/0000-0002-7238-6892
    Este trabalho teve como objetivo analisar o comportamento presente e futuro do regime de chuvas e o potencial erosivo das precipitações na Bacia Hidrográfica do Rio Tapajós (BHRT), considerando diferentes contextos climáticos. Foram utilizados dados históricos de precipitação de dez estações pluviométricas distribuídas na bacia, bem como projeções climáticas do modelo MIROC5 para os cenários futuros RCP 4.5 e RCP 8.5. A variabilidade pluviométrica foi avaliada por meio do Índice de Anomalia da Chuva (IAC), enquanto o potencial erosivo das chuvas foi estimado a partir de equações empíricas ajustadas às condições regionais, com destaque para a adoção da equação de Morais et al. (1991). A análise espacial da erosividade média anual foi realizada utilizando o método de interpolação Inverso da Distância Ponderada (IDW). Os resultados para o período presente evidenciaram alternância entre anos extremamente úmidos e extremamente secos em todas as estações analisadas, indicando elevada variabilidade climática na BHRT. Observou-se que os maiores valores de erosividade mensal ocorreram durante o período chuvoso, concentrando-se, de modo geral, entre os meses de novembro e março no Mato Grosso e entre janeiro e maio nas estações localizadas na Amazônia. Nos cenários futuros, manteve-se o padrão sazonal da erosividade, porém com intensificação dos valores máximos, especialmente no cenário RCP 8.5. A análise do IAC indicou aumento da frequência e da severidade de eventos extremos, com maior recorrência de secas severas em algumas estações e intensificação de episódios chuvosos em outras, evidenciando contrastes espaciais dentro da bacia. A relação entre o IAC e a erosividade demonstrou coerência ao longo dos períodos analisados, indicando que anos classificados como extremamente úmidos tendem a apresentar maior número de meses com elevada erosividade, enquanto anos extremamente secos concentram predominantemente meses com baixo potencial erosivo. A interpolação espacial revelou maior concentração de erosividade nas porções oeste e norte da BHRT, associada a maiores volumes e intensidades de precipitação. O principal resultado do estudo indica que, embora o padrão sazonal das chuvas seja mantido nos cenários futuros, há tendência de intensificação do potencial erosivo, sobretudo no cenário RCP 8.5, ampliando os riscos de erosão hídrica na Bacia do Tapajós.
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