Navegando por Assunto "Epidemiologia"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Abordagem investigativa sobre a sindrome do respirador oral em Belém do Pará(2019) LOPES, Luiz Renato Oliveira; SILVA, Fabiano Costa; PEZZIN, Angélica Cristina; http://lattes.cnpq.br/3683418356353066O atendimento integral à saúde da população é uma diretriz básica do Sistema Único de Saúde e o acesso à informação se constitui o aspecto central para esse atendimento. A importância do empoderamento do usuário é fundamental para torná-lo protagonista do cuidado e tê-lo como um aliado no processo do cuidar. As dinâmicas dos serviços de saúde resultam de uma interação de fatores, como por exemplo, a necessidade e a percepção desta ação sob a ótica do usuário. Desta forma, cabe-nos o estudo do conhecimento sobre a Síndrome do Respirador Oral (SRO) se sua divulgação. A SRO se caracteriza por obstrução das vias aéreas superiores que leva o paciente ao hábito de respirar pela boca, com um grande número de etiologias tanto intrínsecas quanto extrínsecas ao nariz, cursando com sinais e sintomas característicos, comprometendo mais a faixa pediátrica, e trazendo repercussões que podem ser locais (vias aéreas superiores e orelhas) ou sistêmicas. O presente trabalho procura investigar o conhecimento da população de Belém do Pará sobre a SRO e orientá-la sobre a referida síndrome. A maior parte dos entrevistados desconhecia a SRO, muitos possuíam os sintomas sugestivos da doença ou conheciam algum familiar que possuía, e aproximadamente metade dos entrevistados tinham conhecimento de quem seria o profissional de saúde mais indicado para fazer o diagnóstico e tratamento.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise da distribuição espacial da hanseníase no estado do Pará de 2012 a 2021(2023-12-15) GANZER, Geovanna Cristina de Sousa; GANZER, Paulo Cesar Santos; PIRES, Carla Andréa Avelar; http://lattes.cnpq.br/4043070406676676; https://orcid.org/0000-0002-0566-9921Introdução: a hanseníase é uma doença infecciosa, dermatoneurológica, de evolução lenta e progressiva, causada pelo Mycobacterium Leprae, transmitida através das vias aéreas, e possui potencial incapacitante. De possibilidade de diagnóstico clínico epidemiológico, tem cura e seu tratamento é oferecido gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde brasileiro e os novos casos da doença devem ser notificados de forma obrigatória por meio do SINAN. Expressando-se com caráter heterogêneo na população e no espaço, o agravo apresenta ampla distribuição mundial, afetando principalmente países subdesenvolvidos como o Brasil. No cenário subnacional, apresenta-se mais consolidado, situação em que o estado do Pará vem apresentando altos índices da doença nas últimas décadas. Nesse sentido, baseada em indicadores de interesse em saúde pública, a utilização de técnicas de mapeamento espacial visa aperfeiçoar a compreensão da epidemia, bem como expressar características da dinâmica da doença no recorte espaço-temporal no cenário estadual. Objetivos: demonstrar a distribuição territorial das taxas de detecção da hanseníase e sua evolução temporal, assim como identificar e analisar regiões de autocorrelação espacial da doença no estado do Pará. Métodos: trata-se de um estudo observacional, ecológico-analítico em que foram utilizados dados secundários de notificações do agravo ao SINAN, aferindo-se 27.541 casos novos de hanseníase notificados nos 144 municípios e 6 mesorregiões do Pará no período de 2012 a 2021; calculadas as taxas de detecção médias e analisadas por período. Ainda, foi realizada a distribuição mapeada, teste de autocorrelação espacial de Moran e o LISA para identificação de clusters com risco aumentado. Resultados: no panorama paraense, a doença apresentou redução na taxa de detecção média acumulada de 54,37% ao final da série, assim como houve alteração na classificação média de hiperendemicidade para alta endemicidade. Na distribuição espacial, a doença se apresentou de forma heterogênea no estado, e a maioria do território está em situação de alta, muito alta ou hiperendemicidade, sendo que as mesorregiões do Sudeste e Sudoeste Paraense expressaram maior quantidade de municípios em hiperendemicidade. Na autocorrelação espacial do Índice de Moran Local (li), houve a identificação de zonas de significância com poucas variações em função do tempo. Média de 35,69% dos municípios expressaram autocorrelação. Desses, percebeu-se persistência de aglomerados do tipo Alto-Alto - alta circulação do M. Leprae no centro- sul do estado; enquanto o Baixo Amazonas apresentou aglomerado Baixo-Baixo, assim como a porção litoral norte do estado. Comparativamente ao início do período, houve contração de municípios Alto-Alto, no entanto, não houve expansão de aglomerados do tipo Baixo-Baixo. Conclusão: a hanseníase permanece como problema de saúde no cenário paraense, onde a taxa de detecção média se apresenta elevada na maioria dos municípios, sobretudo nas mesorregiões do Sudeste e Sudoeste Paraense. A análise espacial elucidou a dinâmica espacial da doença ao longo dos anos, assim como apresentou a heterogeneidade de sua distribuição e identificou zonas de persistência para circulação do M. Leprae, servindo de subsídio prático e científico para intervenções em saúde destinadas a mitigar o avanço da doença no Pará.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise das condições clínicas e epidemiológicas de pacientes com retinopatia diabética(2025-03-21) CUNHA, Jonathan de Sousa; COSTA FILHO, Marcos Antonio de Araujo; FERREIRA, Denis Vieira G.; https://lattes.cnpq.br/2392198150359061; https://orcid.org/0000-0002-2074-7246O diabetes mellitus (DM) é um distúrbio hiperglicêmico associado a secreção da insulina ou/e ação dela, em que o corpo não consegue retirar de forma adequada a glicemia circulante na corrente sanguínea. Existem diferentes tipos de diabetes mellitus, porém esse estudo abordou e classificou apenas em dois tipos: Diabetes Mellitus tipo 1 e Diabetes Mellitus tipo 2. A retinopatia diabética, acontece devido a complicações microvasculares que é específica da DM. Ela é uma das principais causas de perda irreversível da visão, e é considerada a maior causa de cegueira no mundo em pessoas com vida ativa. Assim, pretendeu-se analisar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes com retinopatia diabética atendidos em uma clínica particular na cidade de Altamira-PA. Tratou-se de um estudo do tipo observacional do tipo transversal, por meio de consulta aos dados disponíveis nos prontuários dos pacientes que serão atendidos em uma clínica oftalmológica na cidade de Altamira no estado do Pará. A análise estatística foi realizada no programa Bioestat e foi utilizado o teste qui- quadrado de Pearson para as variáveis categóricas. Observou-se que a maioria dos pacientes eram do sexo feminino, tinham entre 69 e 78 anos eram portadores de HAS, hipercolesterolemia, retinopatia hipertensiva e que apresentavam retinopatia diabética do tipo não proliferativa leve. Os resultados da pesquisa vão de encontro a outros estudos internacionais realizados que corroboram os achados. Assim, este trabalho traz o alerta para a importância do diagnóstico precoce da retinopatia diabética, pois através de um simples exame de fundo de olho, pode-se evitar, a progressão da patologia para as formas mais graves, prevenindo assim uma perda significativa da visão.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise de casos de tuberculose em um estado da Amazônia brasileira entre 2017 a 2021(2023-12-13) BEZERRA, Antônio Marcos Almeida; COELHO, Aldine Cecília Lima; http://lattes.cnpq.br/1301455016936905; https://orcid.org/0000-0001-7467-6781; LIMA, Sérgio Beltrão de Andrade; http://lattes.cnpq.br/9605804462479747; https://orcid.org/0000-0002-9531-2482Sendo admitido que os primeiros casos tenham ocorrido de fato em múmias egípcias, há mais de 5000 anos a. C., a tuberculose é uma doença histórica, causada pelo Mycobacterium tuberculosis que cursa, principalmente, com sintomas como febre, sudorese noturna e perda de peso e que nos dias atuais ainda é um grande desafio e uma das principais doenças infecciosas. Diante disso, o presente trabalho, cujo o título é “Análise de casos de tuberculose em um estado da Amazônia brasileira entre 2017 e 2021” visa avaliar o perfil clínico epidemiológico dessa doença nas mesorregiões, uma vez que ela é uma das principais comorbidades relacionadas à pobreza, com altas incidências no Brasil e no Pará causadora de grandes impactos na qualidade de vida dos acometidos e no serviço de saúde. Portanto, trata-se estudo epidemiológico do tipo descritivo de caráter transversal com abordagem quantitativa que foi realizado através do levantamento de dados secundários referentes aos casos de tuberculose provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas. Os dados coletados foram tabulados com o auxílio do programa de planilhas eletrônicas MS Office Excel ® e analisados por meio do software BIOESTAT, versão 5.3. Foram notificados, a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, coletados no dia 25 de julho de 2023, no período de 2017 a 2021, um total de 25.053 casos confirmados de tuberculose em todo o estado do Pará, com uma distribuição diferente dos casos por mesorregião. As duas mesorregiões que apresentaram o maior número de casos confirmados foram, mesorregião Metropolitana de Belém e Nordeste Paraense, enquanto que os menores números foram registrados no Sudoeste Paraense e Marajó. As maiores incidências são nas mesorregiões Metropolitana de Belém e Nordeste Paraense. A mesorregião que apresentaram maior percentual de letalidade da infecção pela tuberculose é o Sudoeste Paraense. Durante o período analisado, a Mesorregião Metropolitana de Belém apresentou maior número de notificações relacionado ao fato de a região possuir a maior concentração econômica e ter um aglomerado populacional maior e demonstrou uma tendência de notificação decrescente entre 2019 e 2020, que coincide com o período da pandemia de covid-19, o que pode ser fruto da subnotificação de casos. Foi observado que o Sudoeste Paraense apresentou a maior letalidade e a Metropolitana de Belém a menor letalidade, o que pode estar relacionado com a cobertura dos serviços de saúde. Concluindo-se que da pandemia da COVID-19 intensificou os desafios para o combate à Tuberculose no Pará e pode ter acarretado subnotificações de casos.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise do manejo clínico da sífilis gestacional e congênita no município de Altamira - PA no período de 2007 a 2019(2024-10-02) ALVES, Vanessa Yasmin Santos da Costa; ASSIS NETO, Ciro Francisco Moura de; http://lattes.cnpq.br/4806021047876841Introdução: A sífilis é uma doença infectocontagiosa, causada pela bactéria espiroqueta Treponema pallidum, que acomete o ser humano, e pode ser transmitida por via sexual ou vertical. Sua ocorrência é especialmente preocupante quando se dá no período gravídico, podendo ser transmitida da gestante para o feto, podendo ocasionar a sífilis congênita. A permanência de sua alta prevalência é um importante marcador da qualidade da assistência pré-natal no contexto da saúde pública no Brasil, visto que o diagnóstico e o tratamento são realizados na atenção primária em saúde. Objetivo: O presente estudo busca analisar a qualidade do tratamento realizado pelo profissional médico para a sífilis gestacional e congênita no município de Altamira-PA, através das fichas de notificação do SINAN, no período de 2007 a 2019. Metodologia: Consiste em um estudo transversal, retrospectivo, quantitativo, observacional e de caráter descritivo, que analisa a qualidade do tratamento realizado pelo profissional médico nos casos de sífilis gestacional e congênita no município de Altamira-PA, no período de 2007 a 2019. Realizado por meio de dados obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Resultados: Constatouse que o município de Altamira-PA contou com um total de 472 casos de sífilis gestacional e 203 casos de sífilis congênita. Com a unidade de maior incidência de SG sendo a USF Independente II (11,98%). Já os casos de SC, obtiveram maior incidência na área de abrangência da unidade Brasília (9,60%). Discussão: O estudo revelou um aumento significativo na incidência de sífilis, que em sua maioria ocorriam em uma população de risco: mães jovens e com baixo nível de escolaridade. Além disso, houve uma grande inadequação da assistência pré-natal, representado pelo aumento da taxa de transmissão vertical, a não realização do tratamento adequado das mães durante o pré-natal e dos respectivos parceiros sexuais, diagnóstico tardio de SG (3° trimestre) e discordante ao esquema de tratamento. Sendo que, tais fatores ainda foram agravados em virtude da subnotificação das fichas. Conclusão: Observou-se que houveram diversas falhas na assistência pré-natal no município. Indicando a necessidade de ações de capacitação e orientação quanto a realização do diagnóstico, tratamento, acompanhamento e notificação da infecção.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise do perfil clínico-epidemiológico de pacientes internados por covid-no período de 2020 e 2021 em um hospital universitário.(2022) SANTOS, Igor Moraes do Espírito; BASTOS, Thamirys Randel; PINHEIRO, Marília de Fátima Silva; http://lattes.cnpq.br/2037104893893669Introdução: A pandemia da COVID19 impactou a realidade do globo no biênio 20202021, representando um desafio para várias esferas da vida humana. No ramo da saúde não foi diferente, sendo imprescindíveis investigações de cunho científico para melhor compreensão da história natural da doença. Objetivos: Analisar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes internados pela COVID19 em um hospital universitário de referência, relacionando dados da epidemiologia, da terapêutica e dos desfechos. Método: Foi realizada coleta de dados registrados em prontuários físicos nas dependências do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), em Belém (PA) e posterior análise estatística utilizandose planilhas do Excel e programas de estatística aplicada. Gráficos foram gerados pelo programa GraphPad Prism 9.3.1 e os testes foram executados nos programas GraphPad Prism 9.3.1 e BioEstat 5.4. Foi utilizado nível de significância alfa igual a 5%. Resultados: Foram estudados 90 pacientes, sendo 62,2 % referentes ao período abril/maio de 2020 e 37,7% ao mesmo período em 2021. A idade dos pacientes teve como média 57,9 ± 14,5 anos (54 – 61,8) em 2020 e 56,9 ± 13,0 anos (52,3 – 61,4) em 2021. Foi observada maior frequência de indivíduos do sexo masculino (p=0,0042), com idade entre 46 e 60 anos (p<0,0001), procedentes da Região Metropolitana de Belém (RMB). Os sinais e sintomas mais frequentes foram dispneia (94,6%), febre (92,2%) e tosse (82%). Na terapêutica, a maior frequência foi no uso de antibiótico (90,5%), seguida por glicocorticoides (74,5%), heparina profilática (80,7%). Não foram frequentes as necessidades de intubação orotraqueal (66,3%) e de internação em unidade de terapia intensiva (68,2%). O desfecho mais comum foi a alta hospitalar (70%) (p<0,0001). Os pacientes diabéticos (p<0,0319), os que precisaram de intubação orotraqueal (p<0,0001) e os que necessitaram de UTI (p<0,0005) foram os que mais evoluíram a óbito. Conclusão: Identificamos com o presente estudo que ser homem, com idade entre 46 a 60 anos e portar HAS foi a combinação epidemiológica de maior risco para desenvolver quadro de COVID19 que necessitasse de internação. A antibioticoterapia não se mostra eficaz como tratamento da COVID19, sendo pertinente somente seu uso racional no quadro clínico individual de cada paciente. A intubação orotraqueal mostrouse como procedimento ligado a maus prognósticos, inclusive ao desfecho de óbito.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise do perfil epidemiológico dos casos de hanseníase no estado do Pará entre 2018 a 2022(2024-10-04) PIRES, Paulo Raphael Ferreira; FERREIRA, Denis Vieira Gomes; http://lattes.cnpq.br/2392198150359061; https://orcid.org/0000-0002-2074-7246Introdução: A hanseníase é uma doença crônica e infecciosa conhecida como um importante desafio de saúde pública em países em desenvolvimento. Considerando o cenário de alta prevalência da hanseníase no Brasil e no estado do Pará, é essencial reconhecer os aspectos epidemiológicos da doença na região. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos casos de hanseníase no estado do Pará durante o intervalo de 2018 a 2022; Identificar fatores relacionados a incidência da hanseníase nas microrregiões do estado do Pará; Descrever as características epidemiológicas da hanseníase no estado do Pará; Avaliar a tendência temporal da hanseníase no estado do Pará entre os anos de 2018 a 2022. Metodologia: Análise dos dados disponíveis em bancos de dados oficiais, como o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/TABNET) registrados durante o período de janeiro de 2018 a dezembro de 2022. Análise dos resultados por meio de cálculo de taxa de incidência, média, teste de coeficiente de correlação temporal linear de Pearson, teste de associação Qui-quadrado e cálculo de intervalo de confiança de 95% (IC95%). Resultados: Diminuição da tendência temporal da taxa de incidência com forte correlação (r = -0,85). Maior concentração de casos nas microrregiões do sul do estado, assim como em homens, pardos, na idade economicamente ativa e de baixa escolaridade. Prevalece a classe operacional multibacilar. Redução de novos casos em menores de 15 anos significativa no período estudado, com tendência decrescente de forte correlação temporal (r = -0,98). Conclusão: Na análise dos dados observou-se que a redução da taxa de incidência segue em consonância com a diminuição da média nacional, sobretudo a partir de 2019, que sofreu influência, entre outros motivos, pelo o impacto da pandemia da Covid-19. Assim como a redução de novos diagnósticos em menores de 15 anos e também a diminuição de diagnóstico em pessoas com grau de incapacidade física 2, porém o estado ainda permanece sendo uma área endêmica da doença no país, de modo que é necessário amplificar formas de buscar maximizar os desfechos de curas e diminuir a transmissibilidade do bacilo.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise dos aspectos epidemiológicos dos portadores de hepatites b e c no estado do Pará(2019-05) GONÇALVES, Felipe André Brito; SILVA, Lucas Pereira da; BRILHANTE, Vânia Cristina Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/4814378694550204INTRODUÇÃO: As hepatites virais são doenças infeccionas sistêmicas frequentemente silenciosas, onde os sinais e sintomas tornam-se evidentes somente após a doença ter causado graves afecções ao fígado. São provocadas por diferentes vírus que possuem tropismo pelo fígado, com características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais diversificadas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (2017) cerca de 390 milhões de pessoas no mundo vivem com infecção crônica pelo vírus da hepatite B - HBV (240 milhões) ou pelo vírus da hepatite C - HCV (150 milhões). OBJETIVOS: o objetivo do presente estudo foi descrever o perfil epidemiológico e laboratorial dos pacientes portadores do vírus da hepatite B e C. Mais especificamente comparar as variáveis do perfil epidemiológico (sexo e faixa etária) e laboratoriais (provas hepáticas) entre os grupos de pacientes portadores do vírus da hepatite B e C assistidos pelo ambulatório de hepatites do Núcleo de Medicina Tropical (NMT) da Universidade Federal do Pará (UFPA). METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal epidemiológico, analítico comparativo, desenvolvido a partir da utilização de dados secundários (prontuários médicos) do Ambulatório de Hepatites do NMT/UFPA.A coleta de dados inclui as seguintes variáveis: epidemiológicas (sexo, idade, faixa etária e padrão da elastografia hepática); variáveis laboratoriais (hemoglobina, leucócitos, plaquetas, ureia, creatinina, AST, ALT, relação AST/ALT, GGT, Fosfatase Alcalina, Bilirrubinas Totais e Frações, Colesterol Total e Frações, triglicerídeos e glicemia. RESULTADOS: A amostra foi composta por indivíduos com Hepatite C (67,11%) e Hepatite B (32,89%). Pode-se observar também, que a prevalência da doença foi mais prevalente no sexo masculino (63,16%) e em pessoas com idade entre 50 e 60 anos (39,47%).A análise comparativa do perfil epidemiológico e laboratorial entre os dois grupos de hepatites virais (Hepatite C e Hepatite B) revelou que não houveram diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos, no que diz respeito as variáveis epidemiológicas (Sexo e Idade). No entanto, houve diferença significativa no perfil laboratorial, especificamente nas provas de função hepática nos valores de AST (p<0.0001) e ALT (p=0.003). Pode-se evidenciar que no grupo de indivíduos com Hepatite C as transaminases foram significativamente mais elevadas e fora dos valores considerados normais. CONCLUSÃO: através dos resultados do presente estudo, pode-se observar que os casos de hepatites mais frequentes na amostra foram os do tipo C, sendo mais frequente em homens, em idade próxima aos 50 anos. Não foi identificada diferença no perfil epidemiológico entre os grupos de hepatite B e C, somente nos valores de AST e ALT, significativamente mais elevados em paciente com hepatite C.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise espaço-temporal de prevalência de casos de Hepatite B e C no Estado do Pará(2022-07-04) PAIXÃO, Ana Consuelo Portilho; GUIMARÃES, Vanessa de Souza; http://lattes.cnpq.br/5023154886547220; COUTO, Danielle Costa Carrara; http://lattes.cnpq.br/4583227212550116; https://orcid.org/ 0000-0003-3810-1686Demonstrando vasta estruturação socioespacial o presente estudo está pautado em um delineamento observacional, descritivo-analítico, do tipo ecológico de uma série histórica com análise temporal correspondente ao período de 2018 a 2020, de detecção de casos de Hepatite B e C no estado do Pará, as hepatites virais, em especial hepatite B e C apresentam-se como um grave problema de saúde pública. Consideradas como doenças infeccioso-sistêmicas, afetam principalmente a população adulta, sendo a maioria mulheres nos casos de hepatite B e Homens nos casos de hepatite C. O estado do Pará possui características espaciais específicas para cada hepatite analisada, desde casos concentrados em mesorregiões mais e menos populosas, por conta do vetor de disseminação do vírus. Com base nessas informações, o trabalho realizou uma análise espaço-temporal e sociodemográfica dos casos de hepatite B e C no estado do Pará, no período de 2018 a 2020, analisando o comportamento do vírus em cada mesorregião paraense, produzindo cartografia temática com base nos casos confirmados de hepatite B e C. Foram fornecidas informações do Laboratório Central do estado do Pará (LACEN-PA), além da coleta de dados para base cartográfica da área estudada do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em seguida os dados coletados foram separados entre casos “Detectáveis” e “Não detectáveis” e realizado cálculo de prevalência para cada município do estado e posteriormente feito a união das tabelas no Software Qgis 3.22.5 para gerar os mapas de prevalência por mesorregião. foram construídos através do Software Qgis 3.22.5. Foram construídas tabelas com dados sociodemográficos com quatro classes analisadas, sendo elas “Gênero”, “Idade”, “Raça/Cor” e “Zona” a partir do software Excel 15.0. Foram confirmados no período de 2018 a 2020, 2066 casos notificados de hepatite B e 1620 casos notificados de VHC. A concentração de casos de hepatite B estão entre pessoas com idade entre 30 e 39 anos de raça parda, predominantemente do Sexo Feminino, e as mesorregiões mais atingidas São o Sudeste Paraense e Baixo Amazonas. Os casos de hepatite C foram notificados em grande escala entre Homens com faixa etária entre 50 e 59 anos de idade de raça parda, e as mesorregiões que obtiveram maior taxa de prevalência são Metropolitana de Belém e Nordeste Paraense. As técnicas de geoprocessamento, mostraram-se essenciais para este estudo, permitindo a construção de produtos cartográficos para análise espaço-temporal de eventos em saúde pública para contribuição de planejamentos e ações de interesse da população.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Análise socioepidemiológica dos casos de pênfigo foliáceo e vulgar atendidos no serviço de dermatologia da Universidade Federal do Pará em um período de 30 anos(2019-05) SILVA, Tacianny Ataíde Gomes da; ALVES SOBRINHO, Enderson Ricardo; CARNEIRO, Clivia Maria Moraes de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/5879390870946599; https://orcid.org/0000-0003-0406-360XOs Pênfigos são patologias bolhosas autoimunes, que tendem a progredir, apresentam uma evolução crônica e caráter ilimitado. As bolhas possuem localização intraepidérmica e originam-se de um processo acantolítico. Há vários tipos de Pênfigos, sendo as formas foliácea e vulgar as mais comuns. A variedade vulgar é caracterizada por uma autoimunidade para a desmogleína 3, que ocasiona o surgimento de bolhas na pele e em mucosas. Em contrapartida, na variante foliáceo, ocorre autoimunidade para a desmogleína 1, que permite o aparecimento de bolhas apenas na pele. O presente trabalho realizou uma análise socioepidemiológica dos casos de Pênfigo com um universo de 102 pacientes com diagnósticos confirmados de Pênfigo Foliáceo ou Vulgar, através de exame histopatológico realizado pelo serviço de Dermatologia da Universidade Federal do Pará em um período de 30 anos. As informações coletadas foram organizadas em tabelas, posteriormente inseridos em um banco de dados para análise das variáveis por intermédio da utilização dos seguintes testes: qui-quadrado e o teste G. Na amostra do trabalho, observou-se que o Pênfigo Foliáceo (PF) afeta, com maior incidência, os pacientes jovens quando comparado ao Pênfigo Vulgar, além disso, o segundo tem maior frequência no sexo feminino, enquanto o Foliáceo é o mais comum em homens. De acordo com o tipo de profissão associada ao local de moradia, as ocupações de caráter urbano foram maiores em ambos os Pênfigos, sobre o qual a Região Metropolitana aponta maior frequência de paciente. Na presente análise, demonstrou-se, ainda, a baixa frequência de casos novos tanto para PV quanto para PF, todavia, o conhecimento dessa patologia apresenta elevada importância devido ao grande impacto pessoal e na qualidade de vida dos pacientes portadores da doença.