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Navegando por Assunto "Desigualdade de gênero"

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    Trabalho de Curso - Graduação - ArtigoAcesso aberto (Open Access)
    A desigualdade de gênero nas licenças-parentais no Brasil e a sobrecarga do trabalho reprodutivo
    (2025-04-03) ANDRADE, Nádia Ludimila Menezes Santos de; GUIMARÃES, Sandra Suely Moreira Martins Lurine; http://lattes.cnpq.br/5446022928713407; https://orcid.org/0000-0002-8835-7420
    O presente artigo científico objetiva analisar a disparidade entre a licença-maternidade e a licença-paternidade no Brasil e a sua influência na sobrecarga do trabalho feminino. A pesquisa fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica de teóricas feministas e artigos produzidos por acadêmicos brasileiros em conjunto com a análise da legislação que disciplina o tópico das licenças-parentais. A conclusão do presente trabalho caminha no sentido de que a ampliação e equiparação dos períodos de licença parental aliado a uma educação de base que possua letramento de gênero, são fundamentais para reduzir a desigualdade de gênero, promovendo uma mudança radical para que mulheres possam deixar de desempenhar múltiplas jornadas de trabalho. Propõe-se, portanto, a adoção de licenças-parentais de 180 dias para ambos os genitores, usufruídas simultaneamente, e a oferta de uma educação de gênero institucional desde a educação infantil, como meios possíveis de garantir a igualdade de gênero e minimizar a exploração do trabalho feminino no âmbito doméstico e profissional.
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    Trabalho de Curso - Graduação - ArtigoAcesso aberto (Open Access)
    Gênero e valorização profissional na Biblioteconomia
    (2025-04-01) SOUSA, Brenda Couto de; CASTRO, Jetur Lima de; http://lattes.cnpq.br/9611821674215117; https://orcid.org/0000-0002-9983-136X
    Discute a valorização profissional das bibliotecárias sob a perspectiva de gênero, considerando os impactos simbólicos e práticos que resultam na marginalização dessa profissão. A pesquisa utiliza como metodologia a revisão bibliográfica, com levantamento realizado na Base de Dados em Ciência da Informação (BRAPCI), priorizando publicações recentes (2019-2024) que discutem as interseções entre gênero e mercado de trabalho na Biblioteconomia. Os resultados apontam que, embora as mulheres sejam maioria na área, essa predominância não resulta em maior valorização social e profissional. A imagem da bibliotecária é frequentemente associada a características estereotipadas como docilidade e subserviência, o que contribui para a invisibilidade intelectual dessas profissionais. Além disso, a pesquisa evidencia-se que a desvalorização da profissão está associada à histórica feminização do campo, reproduzindo desigualdades de gênero que limitam a ascensão profissional e reduzem o reconhecimento acadêmico e social das bibliotecárias. A pesquisa destaca a necessidade de ações que promovam a visibilidade das mulheres na Biblioteconomia, sugerindo estratégias que envolvam políticas institucionais inclusivas, ampliação do debate acadêmico sobre gênero e incentivo à participação feminina em espaços de decisão. Por fim argumenta-se que a valorização da Biblioteconomia depende da desconstrução de estereótipos e da promoção de práticas que reconheçam a complexidade e a importância do trabalho bibliotecário na sociedade contemporânea.
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    Trabalho de Curso - Graduação - ArtigoAcesso aberto (Open Access)
    O peso do sobrenome: como a linguagem jornalística reforça a desigualdade de gênero
    (2025-09-12) ROSÁRIO, Camilla Almeida Alves do; VENTURA, Jússia Carvalho da Silva; http://lattes.cnpq.br/1940222744081657
    A linguagem jornalística não é neutra, mas sim uma ferramenta que molda a nossa realidade. A imprensa, surgida em um universo predominantemente masculino e privilegiado, carrega consigo uma visão de mundo que coloca o homem no centro de tudo. Partindo desta premissa, este trabalho investiga como a escolha de nomenclaturas usadas para mulheres e homens pelo portal G1 atua na naturalização e perpetuação das assimetrias de poder. Homens são frequentemente referidos pelo sobrenome, o que lhes confere uma imagem de autoridade e profissionalismo, e em contraste, mulheres são nomeadas majoritariamente pelo primeiro nome, o que cria uma falsa informalidade e diminui sua autoridade no contexto profissional. Para fundamentar essa análise, recorremos a autores como Pierre Bourdieu, com o conceito de capital simbólico, e a Judith Butler, no entendimento de como a linguagem reflete e reforça as normas de gênero. O estudo adota ainda a importante lente da interseccionalidade, de Kimberlé Crenshaw, para evidenciar que o privilégio do sobrenome e da autoridade linguística é predominantemente branco e de classe. Os resultados preliminares confirmam: figuras masculinas são majoritariamente nomeadas pelo seu sobrenome, enquanto figuras femininas são majoritariamente referidas apenas pelo seu primeiro nome. O privilégio do sobrenome é predominantemente branco e de classe, e o jornalismo, ao adotar certas escolhas de linguagem, atua como uma ferramenta para naturalizar e perpetuar desigualdades históricas.
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